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CARLO PIGNATELLI

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Artium: Como começou no ramo?

Carlo Pignatelli: Quando eu ainda morava em Brindisi, meus pais me mandaram para uma alfaiataria no período da tarde, era uma espécie de pós-escola educacional onde eu aprendia trabalho de alfaiate. Com o passar do tempo fui me apaixonando. Lá pude me familiarizar com as técnicas e “segredos” da alfaiataria masculina de alto nível. Foi só quando me mudei para Torino, aos vinte anos, que comecei aos poucos e com pequenos passos a empreender minha carreira, sem pensar em exagerar, mas sempre desenvolvendo novos projetos que pudessem fazer crescer aquele pequeno laboratório, sempre em nome de uma identidade. A crescente demanda por minhas criações me obrigou a ampliar meu laboratório até a atual empresa.

Artium: Quando foi aberto o seu primeiro ateliê e em que cidade?

Carlo Pignatelli: Abri meu primeiro ateliê em Torino em 1973.

Artium: Foi bem aceito pelo público?

Carlo Pignatelli: Sim, tem sido um sucesso crescente.

Artium: Em que momento você decidiu ir às passarelas?

Carlo Pignatelli: Cerca de dez anos após a abertura do meu primeiro ateliê, organizei meu primeiro desfile de moda em um dos ambientes mais exclusivos de Torino, o Hotel Principi di Piemonte, onde apresentei as coleções masculino e feminino, que imediatamente conquistaram o público, também graças ao final espetacular, apresentei vestidos de noiva e ternos de noivos. Em 1993 cheguei às passarelas de Milano Collezioni Uomo.

Artium: Fale um pouco sobre a parceria com a Juventos F. C.?

Carlo Pignatelli: Posso dizer que é graças à minha intuição que nasceu o sindicato moda / esporte: comecei a fazer roupas sob medida como o uniforme do Juventus, depois coloquei os jogadores na passarela e comecei uma tendência seguido por muitos. A colaboração com o Juventus começou em 1995 e durou muito tempo. Profissionalmente foi um grande desafio desenhar os uniformes para os jogadores, sendo atletas seus corpos não se enquadram nos padrões e por isso é necessário um estudo particular de proporções e silhuetas.

Artium: Quantas lojas tem a marca “Carlo Pignatelli” hoje e em quais países?

Carlo Pignatelli: A rede de distribuição das coleções atualmente conta com uma loja principal em Torino e várias lojas na Itália e no exterior, enquanto uma forte estrutura de varejo garante uma presença generalizada do estilo Carlo Pignatelli em todo o mundo com mais de 400 lojas de varejo multimarcas.

Artium: Você pode nos dizer os nomes das pessoas famosas que usaram sua marca?

Carlo Pignatelli: Marcello Mastroianni, Il Volo, Mariano di Vaio, Didier Drogba, Gigi Buffon, Antonio Conte, Gabriele Muccino, Valentino Rossi e muitos outros.

Artium: Qual é a sua filosofia empresarial?

Carlo Pignatelli: Tailoring é sem dúvida a palavra-chave que melhor interpreta e define a identidade da marca Carlo Pignatelli. Uma qualidade distintiva e o mais genuíno da Mde na Itália marcam a história da marca desde a criação de suas primeiras coleções masculinas e femininas para roupa formal, até a evolução estilística contemporânea.

Artium: Como você definiria seu conceito de moda?

Carlo Pignatelli: O compromisso contínuo de reinterpretar, reinventar e até revolucionar o conceito de roupa formal desempenha um papel importante na minha moda.

Artium: De onde vem a inspiração para fazer suas roupas?

Carlo Pignatelli: Gosto de inspirar-me em várias fontes, desde as minhas viagens, filmes, pinturas… tudo se forma a partir dos princípios da harmonia, do equilíbrio geral e da elegância, elementos essenciais da minha moda.

Artium: Você tem planos de abrir uma loja “Carlo Pignatelli” no Brasil?

Carlo Pignatelli: Temos planos de expandir para o exterior e certamente o Brasil é um mercado interessante que não excluímos.

Artium: Projetos futuros?

Carlo Pignatelli: O desenvolvimento da nova linha de noivos que acabamos de lançar em colaboração com a Pronovias e a expansão para os mercados emergentes.

Website: https://www.carlopignatelli.com/

Videos:

Al bano-@-Sanremo-2015

Craig David

Denny Mendez

Eva Herzigova CarloPignatelli

Juventus

Marcello Mastroianni CarloPignatelli

Alexandra Whittingham

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Nos últimos quatro anos, a guitarrista  Alexandra Whittingham  alcançou ouvintes em todo o mundo, não apenas por meio de shows e sucessos em competições, mas acima de tudo online, onde suas apresentações em vídeo do repertório de violão clássico ganharam mais de 25 milhões de visualizações no YouTube. Agora ela traz todo o seu frescor, charme, curiosidade e determinação para apresentar seu primeiro álbum de estúdio. Gravado em um ano em que a relação entre músicos e público nunca foi tão atual, “My European Journey” é um testemunho do que a imaginação pode alcançar em uma época de barreiras físicas sem precedentes.

Nesta exploração sincera e encantadora do grande amadurecimento do violão na Europa do século XIX, as principais obras de Napoléon Coste, Giulio Regondi e Luigi Legnani dão um abraço romântico caloroso a um punhado de miniaturas menos conhecidas – repletas de personalidade e cores locais de Viena, Londres, Copenhague e além. Todos ganham vida nova e vívida aqui, por um artista para quem conectar-se com o público é uma segunda natureza.

Site: https://www.alexandrawhittingham.com/

Bugatti Chiron Sport X Dassault Rafale Marine

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Duas máquinas no auge da engenharia – o Bugatti Chiron Sport e o Dassault Rafale Marine – se enfrentam em uma base naval em Landivisiau, no noroeste da França. O encontro de alta octanagem final entre as melhores máquinas da França é um espetáculo para ser visto.

O motorista e o piloto olham para a frente, altamente focados. Eles aguardam o sinal de partida. O famoso Tricolor Francês sai e momentos depois, o asfalto começa a vibrar. Os dois partiram lado a lado. O motorista e o piloto olham para o horizonte e vão a todo vapor. Com pneus em alcatrão liso, dois motores acendem seus pós-combustores e proverbialmente iluminam a superfície preta. As duas máquinas parentes e comuns rugem e desaparecem de vista em questão de segundos.

Este é o início de uma partida extraordinária em Landivisiau, no noroeste da França: o Bugatti Chiron Sport1 ao lado do Dassault Rafale Marine. 1.500 PS contra 58.550 newtons de empuxo (5.727 PS), um hiperesportivo contra um jato da Marinha. Os dois produtos de alta tecnologia da França estão no topo de seus respectivos campos e representam o progresso técnico alcançado após décadas de trabalho de desenvolvimento na engenharia automotiva e aeroespacial.

Dois profissionais ocupam as cabines – o piloto oficial Pierre-Henri Raphanel da Bugatti no Chiron Sport e o capitão da fragata Etienne no Rafale Marine. Eles e suas equipes estão se preparando para este dia há semanas. A tensão que antecede o início é imensa para todos os envolvidos.

Definindo a cena mais incrível

Com seu excelente desempenho e incrível velocidade máxima, o Bugatti Chiron Sport é quase inigualável no mundo automotivo. Um Bugatti já lutou cara a cara com um jato antes. Um Veyron 16.4 enfrentou um Eurofighter Typhoon em uma corrida de arrancada em 2007. No confronto atual, o Bugatti Chiron Sport e o Dassault Rafale Marine estão vendo como eles se comparam em disciplinas como aceleração, torque e comportamento de frenagem.

É um processo elaborado que envolve planejamento até os mínimos detalhes. Até mesmo um voo curto exige uma extensa preparação e acompanhamento. “Precisão e preparação são tudo. Tudo acontece muito rapidamente no Rafale Marine e cada movimento que você faz tem que estar certo. E o mesmo vale para o Chiron Sport em altas velocidades”, explica o piloto da Marinha, Etienne. “Em altas velocidades, tudo tem que correr perfeitamente tanto no Chiron Sport quanto no Rafale Marine. Porque a pista não é tão longa ou terrivelmente larga para nós dois. Esta comparação será um desafio para todos”, acrescenta Pierre-Henri Raphanel, piloto oficial da Bugatti.

A história da aviação da Bugatti

A Bugatti mantém vínculos estreitos com o mundo da aviação há mais de 110 anos. Muitos dos pilotos de carros de corrida Bugatti de sucesso, como Albert Divo, Robert Benoist e Bartolomeo “Meo” Costantini, voaram para a Força Aérea Francesa no início do século passado. O lendário aviador francês, Roland Garros, tinha um Bugatti Type 18 para ser tão rápido no solo quanto no ar.

O fundador da empresa, Ettore Bugatti, ficou maravilhado com a coragem e o conhecimento técnico de seus motoristas. Os pilotos de carros de corrida se beneficiaram de sua experiência no cockpit de aeronaves e a aplicaram na estrada. Os pilotos ficaram fascinados com os automóveis ágeis, leves e rápidos da Bugatti que refletiam o desempenho de suas aeronaves.

Por volta de 1915, o próprio Ettore Bugatti estava desenvolvendo motores de avião e, a partir de 1937, o fundador da empresa trabalhou no desenvolvimento de uma aeronave inteira que quebraria recordes de velocidade. O projeto então teve que ser interrompido devido à eclosão da Segunda Guerra Mundial.

Bugatti Chiron Sport Edition ‘Les Légendes du Ciel’

Portanto, era lógico para a Bugatti revelar o Chiron Sport ‘Les Légendes du Ciel’ no final do ano passado, limitado a apenas 20 unidades. É a forma da marca francesa de luxo homenagear a aviação francesa e os ex-motoristas Bugatti da era de ouro que também pilotavam aviões. Desde que foi revelado, o Chiron Sport ‘Les Légendes du Ciel’ estabelece uma ligação entre o passado e o presente.

A edição limitada do Bugatti apresenta atributos para aeronaves, como a pintura cinza fosco Gris Serpent e o Tricolor azul, branco e vermelho, que adorna a frente das saias laterais feitas de fibra de carbono preta visível. As barras da grade do radiador são feitas de alumínio cortado a laser e repuxado e lembram aviões em formação de voo rasante. Um painel da soleira da porta em alumínio escovado com a inscrição ‘Les Légendes du Ciel’ identifica a edição.

Possui interior em couro na cor gaúcha que lembra o couro natural usado em aviões no passado. Este material natural é contrastado com acabamentos de alumínio e uma incrustação de alumínio com o logotipo ‘Les Légendes du Ciel’, que também aparece nos apoios de cabeça. Nos painéis das portas, há um esboço de uma cena de corrida entre o avião Nieuport 17 e um Bugatti Type 13 que representa os dois elos históricos comemorados pela edição limitada do hipersportivo.

A potência adequada é fornecida pelo motor W16 de 8,0 litros com 1.500 CV e torque de 1.600 newton metros. Uma transmissão de dupla embreagem de sete marchas transfere a potência para todos os quatro pneus. A edição, limitada a 20 unidades, é vendida a um preço líquido de 2,88 milhões de euros.

Atrás do volante está um homem rápido e preciso na cabine: o piloto oficial da Bugatti, Pierre-Henri Raphanel. Ele participou das 24 Horas de Le Mans 14 vezes entre 1986 e 2000, terminando em segundo lugar duas vezes e uma vez vencendo a categoria GT, venceu o campeonato francês de Fórmula 3 em 1985 e, quatro anos depois, qualificou-se para o Grande Prêmio de Fórmula 1 em Mônaco. O piloto de carros de corrida tem auxiliado Bugatti com sua experiência por mais de 10 anos e em 2010, ele quebrou o recorde de velocidade para carros superesportivos legais para a Bugatti em um Veyron 16,4 Super Sport (431.072 km / h / 268 mph).

Ele tem testado os carros hiperesportivos de Molsheim em várias estradas, bem como pistas e com clientes desde então. Mas este encontro entre o Dassault Rafale Marine e o Chiron Sport também é uma novidade para ele. “Podemos estar apenas dirigindo em linha reta em uma pista, mas decolar ao lado de um jato exige muita atenção e concentração, especialmente em altas velocidades”, explica Pierre-Henri Raphanel. Com o Chiron Sport, é a combinação de potência e torque aparentemente intermináveis ​​que proporciona esse impulso incrível. Assim que a bandeira cair, o Bugatti acelera implacavelmente até o final da pista.

Dassault Rafale Marine

Ao lado do Chiron Sport está o Rafale Marine, o orgulho da aviação da Marinha Francesa. Depois que a França deixou o programa Eurofighter, a empresa francesa Dassault desenvolveu sua própria aeronave; um que foi intransigentemente adaptado às necessidades do exército francês. Isso inclui a habilidade de decolar em distâncias especialmente curtas. Isso é possível graças à sua construção de asa delta virtualmente sem cauda em um design de asa média com asas canard. É uma aeronave multifuncional leve, versátil, baseada em terra e porta-aviões.

O jato bimotor está a serviço das Forças Armadas francesas desde 2000. Tem um peso seco de 10,3 toneladas, um peso máximo de 24,5 toneladas e é usado para uma variedade de tarefas. Com seu comprimento de 15,5 metros e envergadura de 10,86 metros, o Rafale Marine – em configuração monolugar para a Marinha – pode atingir uma velocidade máxima de mais de 1,6 Mach ou cerca de 1.975 km / h. Mas o que realmente o diferencia é sua manobrabilidade. Ele pode decolar e pousar em porta-aviões como o Charles de Gaulle. Cerca de 200 aeronaves Rafale foram produzidas até o momento, 46 ​​das quais são jatos Rafale Marine.

Os Últimos Escolhidos do Futebol

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As guitarras do indie rock se encontram com o cavaco, percussão e garrafone no single “Bom Bom”, da banda Os Últimos Escolhidos do Futebol (SP). A música traz forte influência do samba-rock de Jorge Ben Jor e Novos Baianos e demonstra a inventividade e bom humor do grupo bauruense. Alegre, a canção é uma homenagem à cidade natal, Bauru, no interior do estado de São Paulo, e provoca reflexões. O single é um lançamento independente e já se encontra disponível nas principais plataformas de streaming.

Bom Bom nasceu como uma canção bem-humorada, política e debochada. Fala diretamente sobre os tempos difíceis que o Brasil e o mundo enfrentam nos últimos meses, mas sem perder a oportunidade de celebrar o caos. Um samba com elementos do rock formam sua estrutura musical, em uma canção que tem vários “momentos” marcantes: seja pela celebração em coro entre amigos que inicia e encerra a música, pelo solo do trompete cremoso ou pelas percussões de garrafas.”, analisa Sinuhe LP, vocalista.

A faixa “Bom Bom” propõe que o problema local é o problema global. Para chegar a esta conclusão, Os Últimos Escolhidos do Futebol usam Bauru como exemplo: falam dos percalços atuais e relembram os fatos históricos da cidade. 

“Eventos e locais carimbados da cidade são trazidos à tona, como a explosão de uma avenida na visita do ditador Geisel a Bauru (1976); o assassinato hediondo da menina Mara Lúcia (1970); o famoso Bauru Atlético Clube (BAC); o bordel nacionalmente conhecido de Eny Cezarino, etc. É um convite ao ouvinte olhar para trás e reconhecer o mesmo padrão, os mesmos causos do passado que se repetem no presente e dizer: tá tudo muito bom?”, questiona Sinuhe.

Os Últimos Escolhidos do Futebol é formado pelos músicos João Albino (voz, guitarra e cavaco), Pedro Nunes (voz e violão), Paulo Nunes (voz, bateria e percussões) e Léo Pacheco (voz e baixo), além de Sinuhe LP (voz). O tanto de referência aos anos 70 na música se encaixa com o samba-rock proposto pela banda. A estética setentista também continua nas imagens que acompanham o single, resultado de uma sessão de fotos em um boteco em Bauru, com foco em itens kitsch oriundos do lugar, tais como coxinhas de frango na estufa, uma imagem de São Cosme e São Damião em cima da geladeira, uma planta “Comigo-ninguém-pode” e um disco dos Novos Baianos.

O single é uma composição de Sinuhe LP e João Albino e foi gravado no estúdio Motiv (Bauru/SP). A pré-produção musical foi de João Albino, enquanto a produção musical foi realizada pela banda juntamente ao produtor Lucas Dias. A gravação ficou por conta de Lucas Dias, com mixagem de Thiago Baggio. A masterização foi responsabilidade de Mauricio Gargel (Maurício Gargel Audio Mastering), já a produção operacional foi de Thales Coelho.

A foto de capa é de autoria de Eric Solon, pós-produzida por Matheus Bianchi. Enquanto as fotos de divulgação são de Nina Leal. Também participaram da faixa os músicos Thainan Augustinho (trombone), Ruan Augustinho (trombonito), Samuel Alcântara (trompete) e Lucas Rodrigues (saxofone).

Texto Crédito: Julia Ourique assessoria de imprensa.

Ouça Bom Bom nos streamings: https://tratore.ffm.to/bombom

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Mazzanti Automobili

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A relação entre os motores e Luca Mazzanti foi forjada há cerca de quarenta anos. Entusiasta de carros desde a infância, Luca Mazzanti possui um profundo conhecimento da indústria automotiva, tendo primeiro sido motorista, construtor de carrocerias e depois restaurador de carros antigos até se tornar fabricante de hipercarros artesanais.

Este conhecimento e paixão levaram Luca a perseguir a vontade de criar algo que deixasse a sua marca, algo único e novo, um sonho realizado em 2002 e que chamou de Mazzanti Automobili. Quem dirige um carro Mazzanti deve ter percebido uma qualidade superior, um design inovador e requintado, além de um desempenho inesquecível. A força de Luca Mazzanti era ir contra a corrente, ao invés de produzir em massa, seus hiper carros tiveram que ser escolhidos e desejados por seus clientes, pois apenas um exemplar teria sido produzido, um objeto totalmente customizado, criado especificamente para o entusiasta de automóveis. Embora proveniente de um setor diferente, também Carlo Pignatelli, fundador da prestigiosa alfaiataria italiana homônima, reconhecido por seu artesanato e savoir-faire, compartilha a filosofia de Luca Mazzanti. Ambas produzem produtos totalmente sob medida, com foco no cliente, suas necessidades e desejos.

Foi precisamente esta forte partilha de valores e Made in Italy que levou Carlo Pignatelli a escolher Luca Mazzanti como testemunho das suas roupas para usar nos próximos eventos da Mazzanti Automobili.
 

Embora oriundo de um setor diferente, também Carlo Pignatelli, fundador da homônima e prestigiada alfaiataria italiana, reconhecida por seu artesanato e savoir-faire, compartilha da filosofia de Luca Mazzanti. Ambas produzem produtos totalmente sob medida, com foco no cliente, suas necessidades e desejos. Foi precisamente esta forte partilha de valores e Made in Italy que levou Carlo Pignatelli a escolher Luca Mazzanti como testemunho das suas roupas para usar nos próximos eventos da Mazzanti Automobili.
 

“Sempre que um artista cria um detalhe, ele deixa algo de si mesmo em sua obra de arte. Tanto Carlo Pignatelli quanto eu tentamos preservar o fator de habilidade, criando hipercarros feitos à mão sob medida e ternos feitos sob medida. Quando Carlo me sugeriu esta colaboração, fiquei muito entusiasmado porque, afinal, nós dois costuramos o terno perfeito no cliente. Tenho a honra de iniciar esta nova colaboração e de poder usar estas prestigiadas roupas produzidas com o mesmo cuidado com que produzimos o nosso Evantra “(Luca Mazzanti, Fundador)

ANTONIA MORAIS

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Antonia Morais

Misture o talento musical do cantor e compositor Orlando Morais com o da atriz Glória Pires e o resultado dessa genética está impresso na filha, a atriz, compositora e cantora Antonia Morais. Mais conhecida pelo trabalho na televisão, Antonia lançou no final do ano passado o seu segundo álbum, “Luzia 20.20”, que traz 7 faixas.  O nome “Luzia” é uma homenagem ao primeiro fóssil encontrado no Brasil, que foi quase totalmente destruído no incêndio do Museu Nacional. “Luzia 20.20” é um trabalho bem autoral, com muita personalidade e qualidade musical.

Artium: Antonia, como multiartista o que mais te preenche, compor e cantar ou atuar?

Antonia Morais: Ultimamente a minha carreira na música tem me seduzido mais, para mim não é viável fazer as duas coisas ao mesmo tempo, então eu escolho a que está fazendo mais sentido para mim no momento. Ultimamente é a música.

Artium: Sendo de uma família de artistas, impossível não perguntar qual a influência deles na sua carreira?

Antonia Morais: Acho que o fato de ter crescido acompanhando a carreira deles nos bastidores, a rotina de trabalho, o meio artístico. Isso fez com que as duas áreas se tornassem muito familiares para mim.

Artium: Desde seu primeiro álbum, você tem uma forte influência da música eletrônica, embora em “Luzia 20.20” você traga muitos elementos melódicos, inclusive mesclando MPB, entre outros estilos. Quais são suas referências? De onde você tirou inspiração para este último trabalho?

Antonia Morais: Minhas referências foram subjetivas e inconscientes. Não mirei em ninguém especificamente. Eu estava com vontade de fazer um som mais condizente com as paisagens do Brasil, então pensava em artistas que escutei a vida toda. Põe aí um João Gilberto, um Caetano, um Orlando Morais, kkk.

 Artium: Qual o seu envolvimento na produção do disco? Você também toca algum instrumento?

Antonia Morais: Em “Luzia 20.20” eu compus todas as letras e a maior parte das melodias. Eu participo de tudo. Minha música é muito fiel a mim, então embora eu divida com pessoas extremamente talentosas e criativas, a palavra final é sempre minha. Mas eu sei escutar também, porque confio no talento das pessoas que eu escolho. Sim, toco piano e estou fazendo aula de guitarra.

 Artium: No clipe “Santa Máquina”, no meio de uma natureza exuberante, você parece estar confrontando duas forças. É isso mesmo?

Antonia Morais: É isso mesmo. Porém, hoje em dia teria feito um clipe diferente. Não pelo significado do clipe, mas naquela época eu ainda não tinha entendido a minha linguagem visual e a minha estética. Ficou entre uma coisa e outra.

 Artium: Em contrapartida, “Xilíks” traz uma paisagem bem urbana. Onde ele foi gravado? Fale um pouco sobre o clipe.

Antonia Morais: Foi filmado em Brasília onde eu estava passando minha quarentena. Quis trazer uma paisagem mais horizontal, geométrica e foi dirigido pelo Helder Fruteira, que é de Brasília. Eu tinha visto um vídeo dele de skate e eu adorei.

Artium: O álbum foi produzido durante a pandemia. Quais foram os maiores desafios que o momento trouxe para o seu trabalho?

Antonia Morais: Não encaro como dificuldades, mas como uma nova condição.

Para mim, embora me faça a pessoa mais feliz do mundo, nunca é fácil ou simples fazer música. Eu sou muito exigente, detalhista e não faço nada por fazer. Produzir a distância, acompanhar a mix era complicado, existe muita falha de comunicação. Mas deu tudo certo. Finalizamos “Luzia 20.20” a distância, cada um confinado na sua casa.

Artium: Falando de produção solitária em casa, no seu primeiro álbum “Milagros”, de 2015, você compôs, produziu e gravou no seu quarto e você tinha apenas 19 anos. De onde veio essa ideia?

Antonia Morais: Nem eu sei, kkk. Foi uma necessidade de expressão. Eu não queria participação ou interferência de ninguém. Era muito pessoal e solitário.

Eu precisava encontrar meu som, meu barulho e colocar muitas coisas para fora sem lapidar.

Artium: De “Milagros” para “Luzia 20.20”, o que mudou em você como artista?

Antonia Morais: Sinto que amadureci como artista e como mulher, me aceitei mais como cantora e compositora. Foram duas fases de vida muito diferentes.

Artium: Se você tivesse que escolher uma das canções do último disco para representar o seu momento atual, qual seria e por quê?

Antonia Morais: Elas não representam mais meu momento atual, eu estou em outra fase agora. Acho que as que estou produzindo atualmente vão dizer mais sobre o meu presente.

Artium: Para finalizar, fale dos seus próximos projetos.

Antonia Morais: Tenho o vinil de “Luzia 20.20” para lançar no meio deste ano, ele vai ter uma música inédita. Vou fazer um show virtual para o lançamento, e serei acompanhada pelo DJ e produtor musical Zopelar. Estamos rearranjando todas as músicas de “Luzia 20.20”. Tenho dois shows marcados para o final desse ano no Festival Rock The Mountain, mas não sei como vai acontecer por conta da pandemia. E estou trabalhando no meu novo álbum, que será lançado em janeiro do ano que vem.

Site: https://www.luzia2020.com/

Agradecimentos a: Perfexx Assessoria | www.perfexx.com.br

Entrevista: Camila Bardini.

Fotos: Arquivo pessoal.

Relação de vídeos:

ALICE ANIMAL TANDEM

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Tandem é o terceiro clipe que estou dirigindo para Alice Animal. Devo admitir que essa é minha música favorita, meu próprio hit. Fiquei feliz por estar de volta à estrada com Alice neste projeto. E da estrada podemos dizer que fizemos algumas! Em uma equipe mais do que pequena, para não dizer em conjunto: Alice e a câmera. Nós dirigimos por quilômetros, mas não em um Ford Mustang desta vez (veja “Seus Elefantes Cor-de-rosa”) para encontrar paisagens que contrastassem o suficiente entre si! Queríamos oferecer uma viagem múltipla sem transição (mas são eles que mais nos demoram!) E com uma constante: o sorriso comunicativo e a energia da Alice.”

Thomas Guerigen (o diretor)

“Essa música. Tandem eu escrevi em uma noite. Estou falando com uma pessoa que está perto de mim, uma pessoa que vive em um baço permanente e que eu gostaria de ver sorrir novamente. Mas também me dirijo àqueles que se encontram nesta terra de ninguém emocional e aceito se deixar levar pela viagem que estou propondo e pelas emoções que ela traz”.

Alice Animal

O clipe 

Ao longo da música, Alice está se dirigindo a essa pessoa (quem poderia ser você?). 

Rapidamente entendemos que o clipe será um convite para viajar em lugares vivos ou abandonados, mas adequado para tocar a sensibilidade do espectador. 

Alice deseja de fato que seu interlocutor mude de perspectiva seguindo-a em seus múltiplos pontos de vista, deixando-se conquistar pelo prazer de dançar, ao ritmo de seu sorriso.

Saímos em um turbilhão de energia que não tem outro objetivo a não ser dar ânimo!

VUASE & TAMY TECTONIZA

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Experimentos sonoros e visuais do produtor musical Eduardo Arrj (Andaluz), resultaram no projeto solo Vuase. A música instrumental eletrônica “chill out” se funde com ambiência e sons percussivos, explorando elementos digitais e de gêneros musicais brasileiros. Seguindo esta ideia, o músico convida Tamy Tectoniza para uma collab no single “Quare”. O lançamento também conta com um vídeoclipe repleto de interpretações corporais, efeitos e cores, realizado no DIY, com isolamento social, seguindo o processo de gravação à distância. A canção é um lançamento do selo Alcalina Records, do qual o músico faz parte.

“A música sempre me inspirou e o que transborda nos meus sons é reflexo desse movimento. Com Vuase, começo a compor, deixo fluir, finalizo e lanço. Percebo nesse impulso uma ferramenta ao meu alcance para movimentar o que acredito.”, analisa Vuase.

A música “Quare” sucede o lançamento do EP de estreia do Vuase, Água e Sede, lançado em julho de 2020. O single fará parte do próximo compacto do projeto solo, com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2021.

Convidada a dar a voz em “Quare”, Tamy Tectoniza é uma cantora e compositora, que traz como influências musicais o electropop e slowcore. A ideia com as suas composições é criar um “dancing dense”, unindo o ritmo energético e letras densas.

“‘Quare’ é um trabalho de conexões à distância que materializa em ondas sonoras o mergulho em si de forma a expandir esse próprio ato. É um trabalho inspirado no abraçar de parcerias que acontecem por meio de câmeras e mensagens, mas que ainda assim, se conectam no ínfimo. O distanciamento, sem dúvida, existiu como dificultador do começo ao fim, mas de outro modo, o tempo correria ainda mais rápido, sendo a falta de tempo um substituto do semi empecilho atual, o distanciamento.”, explica Tamy Tectoniza sobre o processo de composição e gravação.

De acordo com Vuase, o título da música, “Quare” vem do verbo quarar, que significa clarear por meio da exposição a luz solar. “A ideia de quarar nuvens e luzes no varal vive no imaginário artístico e poético, com liberdade de interpretações metafóricas.”, conta o artista.

Na ficha técnica de Quare, os sintetizadores, baixo, beat, percussão e efeitos são de Vuase, enquanto letra e voz é da Tamy Tectoniza.  A mixagem e masterização é assinada por Vuase, já a capa do single é de autoria de Tamy Tectoniza. O clipe contou com direção e edição de Tamy Tectoniza.

Texto Crédito: Julia Ourique assessoria de imprensa.

Foto: Tamy-Tectoniza Crédito: JuPat-(1)

Arpi Alto, lança álbum armênio “My Soul In the Mountains”

Tempo de leitura: < 1 minuto

Arpi Alto tem o prazer de anunciar o lançamento de seu álbum armênio “My Soul In the Mountains”.

“My Soul In The Mountains” é uma história de família com o irmão, mãe e primo de Arpi Alto que contribuíram para a criação deste álbum. É uma homenagem à avó materna de Arpi, que foi a primeira a apresentar Arpi ao colorido mundo da música e a expô-la a diferentes gêneros, desde canções folclóricas armênias tradicionais até música clássica e jazz.

O álbum que consiste em nove canções é uma mistura única das duas maiores paixões musicais de Arpi – melodias folclóricas armênias e jazz. Inspirado pela riqueza da música folclórica, Arpi combina-a com melodias de jazz para apresentar a herança cultural armênia ao mundo.

A performance de Arpi e o arranjo original e o acompanhamento de sua mãe – a compositora e pianista Anahit Ter-Petrosyan – é uma viagem ao mundo do jazz clássico e ritmos étnicos puros.

“Queria partilhar a minha compreensão, a minha visão do jazz clássico e das canções folclóricas arménias. Eu amo essa mistura e gosto muito de improvisar, então foi assim que nasceu a ideia do meu álbum”, disse ela. “Minha alma nas montanhas levará você para a Armênia, minha casa ancestral nas montanhas e o lugar onde me sinto em paz.”

O álbum digital e o CD estarão disponíveis no site da Arpi Alto. Você também pode encontrar as músicas em serviços de streaming.

https://ginosimusic.com/

DANIELA SOLEDADE

Tempo de leitura: 7 minutos

Artium: Neta de Paulo Soledade e filha de Paulinho Soledade podemos dizer que a música está em seu sangue?

Daniela Soledade: Com certeza!

Artium: Só canta ou toca algum instrumento?

Daniela Soledade: Eu toco flauta transversa e violão, mas ultimamente tenho colocado um foco maior no canto.

Artium: A música “Você”, ficou simplesmente maravilhosa cantada em Inglês e Português, quem teve a ideia do roteiro?

Daniela Soledade:  Que bom que gostou, muito obrigada! Eu viajei para o Rio só para fazer esse clipe porque ainda não tinha nenhum clipe meu feito no Brasil, e estava animada para mostrar um pouco dessa Cidade Maravilhosa para meus seguidores aqui nos EUA e em outros países.  Achei essa música perfeita para a ocasião, um clássico da Bossa Nova em inglês e Português. Então contratei uma profissional recomendada por uma grande amiga no Rio para gravar e editar o vídeo, expliquei o que eu tinha em mente para esse clipe, e foi ela quem fez o roteiro. Seu nome é Ana Rezende, muito talentosa e muito gente fina! O vídeo ficou exatamente como eu queria, mostrando várias áreas aonde eu cresci e frequentei no Rio. Parte do vídeo aconteceu de uma forma bem espontânea, quando estávamos no bairro de Santa Teresa e começou a chover! As cenas na chuva apesar de não planejadas, adicionaram um pouco dessa energia espontânea desta cidade que eu tanto amo!

Artium: ME conte um pouco sobre o vídeo “My Favorite Things”?

Daniela Soledade: Esse vídeo foi resultado da semana em que fiquei em quarentena com minhas duas filhas, que pegaram COVID-19 em outubro de 2020. Como estávamos em casa sem poder sair por duas semanas, resolvi mostrar o filme “A Noviça Rebelde” para elas, que elas amaram. Assistimos várias vezes ao longo das duas semanas, e as meninas começaram a cantar as músicas em casa. Nós moramos nos EUA, e aqui as músicas deste filme são relembradas em época de Natal porque o filme passava na televisão várias vezes perto do Natal. Nesta mesma semana, meu pai, sem saber que estávamos assistindo esse filme com as crianças, me mandou uma mensagem dizendo “porque você não grava aquela música da Noviça Rebelde, “My Favorite Things” em uma levada Bossa Nova? Foi uma grande coincidência! Eu contei pro Nate Najar (meu produtor, violonista e companheiro) e ele gostou tanto da ideia que sugeriu fazer o vídeo clipe também! Nós filmamos o clipe aqui em nossa cidade mesmo, em um teatro aonde normalmente tocamos shows, com algumas cenas em casa e outras no parque. Claro que, por terem sido o motivo dessa inspiração, colocamos cenas das crianças no vídeo também. Acabou que a produção deste single foi a primeira das minhas gravações em que colocamos uma orquestra (gravada em LA), e nós amamos o resultado!

Artium: Vídeo “Double Rainbow”? (Gostei da combinação da sua voz violão e água)

Daniela Soledade: Desde nova, sempre curti muito cachoeiras. Quando adolescente, adorava acampar com amigos em cidades cheias de cachoeiras próximas ao Rio de Janeiro aonde eu cresci. Em 2020, quando eu e Nate estávamos sem poder sair de casa por conta da pandemia, estávamos morrendo de saudades de viajar e pegar a estrada como de costume quando tocávamos shows por todo o país (porém claro que não era seguro fazer nada disso). Então um dia pensei que seria seguro e gostoso a gente alugar um chalé nas montanhas, e poder fazer caminhadas em algum parque nacional da área. Como sabia que as Montanhas da Carolina do Norte eram lindas e tinham cachoeiras (porque eu tinha tocado uns shows lá no ano anterior) este foi o primeiro lugar em que eu pensei. Aluguei um chalé e avisei ao Nate que tínhamos um bom motivo para pegar a estrada! Nós adoramos dirigir para shows pelo país para passar por lugares diferentes, montanhas lindíssimas, praias, explorando o que tiver no caminho. Essa viagem foi isso, apenas um motivo para irmos para as montanhas e caminhar na floresta para ver novas cachoeiras. Como eu e Nate amamos o nosso trabalho, estamos sempre pensando em oportunidades de fazer mais vídeos e tocar. Então no último dia da viagem, levamos uma câmera, o violão, um pequeno microfone e o mínimo de equipamento possível que poderíamos levar nas costas para podermos fazer um vídeo na última cachoeira que iríamos ver. Foi bem de última hora essa ideia, mas valeu a pena a diversão e o pequeno vídeo que surgiu disso tudo. Eu amo essas aventuras!

Artium: O vídeo “Smile” (Você dança muito bem samba)

Daniela Soledade: Esse vídeo foi uma carta de amor para a cidade de St. Petersburg aonde eu moro (Flórida, EUA). Moro na Flórida há 18 anos, e já morei em algumas cidades aqui da área de Tampa Bay, mas St. Petersburg é minha preferida por me lembrar um pouco mais da energia do Rio de Janeiro. Aqui eu posso andar pelas ruas para ir para restaurantes, tem muita arte, feirinhas, museus, é uma delícia! Esse foi o primeiro vídeo clipe que nós mesmos gravamos (eu e o Nate, que é meu produtor, diretor musical, violonista e companheiro), então resolvemos dedica-lo à nossa querida cidade e gravá-lo em locais conhecidos daqui. A seleção da musica foi feita baseada em sua mensagem de esperança e otimismo, que achamos perfeita para o momento em que todos nós estávamos passando durante a pandemia.

Artium: O vídeo “Comment Te Dire Adieu” (Ficou muito boa cantada em francês)

Daniela Soledade: Essa música foi um grande sucesso nos anos 60, e foi gravada por muitos cantores, sendo minha preferida a gravação feita pela francesa Françoise Hardy em 1968. Eu e Nate estávamos no carro dirigindo para um show fora da Flórida aqui nos EUA, e o Nate me deu essa ideia de gravar essa música que tem uma levada mais pop na versão da Françoise Hardy, só que em Bossa. Como eu confio plenamente no bom gosto e ideias musicais do Nate (porque ele é um produtor e músico genial!), topei na hora. Gostamos tanto da nossa gravação que resolvemos fazer um vídeo em Paris para o single e comemorar o dia dos namorados lá também. Foi uma grande sorte termos ido em fevereiro de 2020, logo antes da pandemia impedir todo mundo de trabalhar e viajar por um bom tempo.

Artium: O vídeo “So nice “Summer Samba” como foi essa produção?

Daniela Soledade: Esse vídeo é bem especial pra mim por ter sido meu primeiro vídeo clipe para meu primeiro single. Essa bossa do Marcos Valle é uma pérola, e como tem letra em inglês e português, foi perfeita para ser meu primeiro single e vídeo. O objetivo desse vídeo era apenas ter um bom conteúdo para poder enviar como parte do meu material de divulgação para marcar mais shows em teatros e casas de shows mais bem reconhecidas. E não é que funcionou? Fiz uma turnê pelo país todo usando esse vídeo, meu álbum e as ótimas criticas que o álbum recebeu.  Foi maravilhoso! Esse vídeo foi todo gravado aqui em St. Petersburg, Florida.

Artium: o que tem a dizer sobre o álbum “A Moment Of You”

Daniela Soledade: Esse foi meu álbum de estreia, um grande orgulho para mim, um sonho realizado. Todos os músicos que tocam neste álbum são de altíssimo nível. Eu canto em inglês e português, e eu e Nate escolhemos a dedo músicas que ficariam bonitas nessa estética íntima e leve que é característica da bossa nova. Então não importa se é um samba ou um “standard” americano, a estética que queríamos era essa. Com esse lançamento, eu recebi críticas maravilhosas das revistas de Jazz mais reconhecidas aqui nos EUA, como a DownBeat Magazine, o que foi uma surpresa e tanto. Meu disco passou a tocar em várias rádios, e também fiz uma turnê por todo o país, tocando inclusive no Blue Note em Nova Yorque, que foi outro sonho realizado.

Uma das coisas legais sobre o álbum é que tem três gerações de música da minha família Soledade, com uma música original o meu avô (Paulo Soledade), uma do meu pai (Paulinho Soledade), e uma minha. A música do meu avô que está no meu disco foi feita em parceria com Tom Jobim, um samba chamado “Sonho Desfeito”. Meu avô fazia parte dessa turma de gênios da música brasileira, o que resultou em colaborações musicas deste nível. A música que meu pai compôs que entrou no meu disco foi feita em homenagem ao grande Baden Powell, que foi seu professor de violão e era um amigo próxima da família. Nesta gravação é meu pai quem sola no violão. A esposa do meu pai que também é uma talentosa cantora e compositora (Sofia Laura Taranttino) escreveu a letra em português e eu escrevi a letra em inglês para esta música do meu pai. Meu pai é um grande músico, multi-intrumentista, autor, arranjador, compositor e produtor. Trabalhou com grandes nomes da música brasileira, incluindo Gilberto Gil, Ivan Lins, Cazuza, Marina Lima, Elba Ramalho, Baby do Brasil, Ritchie, Pepeu Gomes, Guilherme Arantes, Roberto Carlos, Tim Maia, Erasmo Carlos, Beto Guedes, Fagner, João Donato, Alcione, Paulinho da Viola, Ney Matogrosso, João Bosco, Luis Melodia, Nana Caymmi, Jorge Benjor, e muitos outros (a lista é longa demais para escrever aqui!). Meu pai também trabalhou como arranjador e produtor para a TV Globo durante muitos anos, fez trilhas pra novelas, para peças teatrais, e teve obras gravadas por vários artistas. Tenho sorte de ter uma família tão musical e com uma estória marcante na música brasileira. Tenho muito orgulho disso tudo, e tenho mil planos de gravar mais músicas do meu avô e do meu pai no futuro.

Voltando ao disco, meu avô gostava de contar como foi ele que falou do Tom Jobim pro Vinicius de Moraes antes de eles serem oficialmente apresentados, quando o Vinicius estava procurando alguém pra escrever a música para sua peça “Orfeu da Conceição.” Foi por causa dessa peça que Jobim e Vinicius de Moraes foram apresentados. Minha avó, Lina de Luca, foi a coreógrafa desta peça, e seu nome estava no pôster da peça que ficava na parede de seu apartamento em Copacabana. Ela era uma grande bailarina e também amiga da esposa do Vinícius, que na época era a Lila de Moraes. A primeira música escrita para a peça foi “Se Todos Fossem Iguais a Você,” música que eu canto em inglês no meu álbum, e da qual eu usei a letra em inglês para ser o título do álbum “A Moment of You.”

OUTROS TÓPICOS:

Acabei de lançar um novo single dia 12 de Março, para o qual gravei meu primeiro vídeo feito no Brasil. Esse single é uma gravação da linda bossa nova escrita por Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli chamada “Você” que eu canto em inglês e português. O vídeo ficou lindo, mostrando cenas do Rio, das praias, da Lapa, e é certamente meu vídeo clipe preferido. Ele está disponível no meu canal do youtube (Daniela Soledade Official), no meu website (www.danielasoledade.com), e em todas as plataformas de streaming.

Comecei a gravar meu próximo disco que será lançado em 2022. Gravei quatro músicas para o próximo álbum no Rio de Janeiro, com os melhores músicos do Brasil. Meu pai tocando o baixo, Claudinho Infante na bateria. Cláudio Infante é um dos melhores bateristas do Brasil e já trabalhou com artistas como Ney Mato-grosso, Marisa Monte, Simone, Rita Lee, Jorge Vercillo, Lulu Santos, Kid Abelha, Ed Motta, etc. Se eu fosse listar todo o trabalho do meu pai e do Claudinho eu teria que escrever uma enciclopédia aqui! Mas não podia deixar de tentar descrever o calibre destes músicos, que por sorte são família! E olha que ainda nem contei que tenho também um convidado mais do que especial tocando sua própria composição em meu próximo disco, o Antônio Adolfo! Estou nas nuvens com tanto talento e carinho dessa galera querida.

Site:

https://danielasoledade.com/home

Vídeos: