Meu novo álbum ‘Roundtrip’ está disponível em todos os lugares! https://smarturl.it/roundtrip-album “COVERS & NEW VERSIONS, VOL.1”, incluindo esta música junto com “With Or Without You”, “We Will Rock You”, “Wind of Change” e muitas outras agora disponíveis em todas as lojas digitais!
Muito obrigado ao meu amigo e ao incrível guitarrista brasileiro Eduardo Agni pela idéia de usar esse pauzinho como um arco, que é tão divertido de fazer! https: //www.youtube.com/watch? v = E8tp7 …
Olga Korogodskaya: Cossaco é um estado de alma. Este é Will,
Honor. Os cossacos são a parte mais apaixonada do nosso povo.
Artium: Com quantos anos você começou a manejar a shashka?
Olga Korogodskaya: A partir dos 14 anos, há 22 anos que
treino regularmente com a shashka.
Artium: Você já foi uma dublê?
Olga Korogodskaya: Sim.
Artium: Conte-me um pouco sobre sua carreira como dublê?
Olga Korogodskaya: Cheguei a Moscou em 2012, porque queria
me tornar uma dublê. Desde os 14 anos, estou envolvida em artes marciais
russas, o sistema A. A. Kadochnikova, e então eu decidi aplicar o conhecimento
adquirido). Não deu certo de imediato, mas ainda participei de vários filmes no
papel de dublê e de diretora de dublês.
Artium: Você é apenas uma instrutora de shashka ou ensina
outras armas?
Olga Korogodskaya: Sou instrutora de artes marciais russas e
meu perfil é de qualquer arma.
Artium: Você já foi campeã mundial de artes marciais
europeias (MMA), como foi?
Olga Korogodskaya: Antes da competição, eles me perguntaram:
“Olga, você não tem medo?”
Respondi que todos os dias tinha medo de ir treinar, porque
me batiam lá). Mas endureci. Foi difícil me superar, porque participei de
competições aos 30 anos. Essas foram minhas primeiras competições na minha
vida!
Artium: Você foi medalhista de bronze do campeonato russo de
fitness (WFF-WBBF), como foi a preparação para o campeonato?
Olga Korogodskaya: Recebi uma oferta inesperada. Eu
pratiquei fitness exatamente dois meses. Meu treinador disse: “vamos participar
no campeonato da Rússia?” Eu disse: (“vamos lá!”)
Estava com 69 kg aos 54 anos, mal conseguia andar, mas
continuamos treinando. E agora chegou o dia tão esperado, eu estava cambaleando
e não tinha forças, de tão cansada dos treinos. Quando eles me deram o 3º
lugar, eu simplesmente não acreditei, quando comecei a treinar, as outras
meninas já estavam treinando a mais de um ano e eu (dois meses)! Mas, a experiência
me ajudou. Eu fiz um número individual com esta arma (shashka).
Artium: A letra da música “Saviour” é muito
tocante e profunda, como foi sua experiência de vida e como você traduziu isso
para a música?
Daisy Gray: Muito obrigada! “Saviour” foi na
verdade originalmente uma carta que eu havia escrito para uma pessoa quando
terminamos nosso relacionamento, naquele momento. É difícil se apaixonar por
alguém e depois ter que tomar a decisão de terminar o relacionamento por saber
que não era certo, apesar de ser o que seu coração mandava, isso é
especialmente difícil. Eu escrevi para ele uma carta sem intenção real de
mandá-la, mas principalmente para me ajudar a lidar com a situação.
Eventualmente acabei entrando no estúdio e meu bom amigo e produtor Bobby me
perguntou se eu tinha alguma coisa em meu diário que eu poderia transformar em
alguma música, então entreguei para ele aquela carta e assim nasceu
“Saviour”!
Artium: O que te inspirou para criar a música “About
You”?
Daisy Gray: Para mim tudo que eu escrevo vem das minhas
experiências pessoais, então faz sentido que essa música tenha sido escrita
logo após “Saviour”. No processo de superar a pessoa do meu
relacionamento anterior, eu encontrei alguém que realmente investia em tentar
ter um novo relacionamento comigo, ele dizia e fazia tudo certo, mas meu
coração simplesmente não estava lá, ainda estava “no conserto”. Eu
contei para ele isso, mas continuamos amigos e eventualmente tivemos um início
de relacionamento por um curto período de tempo. Eu basicamente escrevi sobre a
culpa que eu senti por não poder mostrar a ele minha melhor versão, que não
estava conectada com meu relacionamento passado, e sinto que muitas pessoas já
passaram por isso.
Artium: Onde você nasceu?
Daisy Gray: Eu nasci e cresci na Califórnia!
Artium: Como você cria a inspiração para compor suas letras?
Daisy Gray: Eu tomo de inspiração a minha vida, amores que
tive e perdi, lutas que enfrentei, batalhas externas e internas que passei, e
claro momentos felizes que vivi. Até mesmo já escrevi canções sobre situações
que meus amigos passaram. Minha música essencialmente é meu diário.
Artium: A música de Chris Isaak, “Wicked Game”,
poderíamos dizer que você cantou com sua alma?
Daisy Gray: Com certeza! Aquela música atingiu um acorde
comigo desde minha juventude. Eu cresci escutando-a, mas nos últimos anos eu
experienciei tudo que precisava para me identificar pessoalmente com ela; é
difícil não cantar de um lugar emotivo quando você sente isso tão intensamente.
Artium: Como você consegue ter essa voz linda e
surpreendente, qual o segredo?
Daisy Gray: Deus. Eu devo à Ele todo o sucesso e cada nota
que cantei ou cantarei, simplesmente assim. Eu realmente não posso tomar nenhum
dos créditos.
Artium: Com que idade você começou a cantar?
Daisy Gray: Quando eu tinha 4 anos, eu cantava e tocava uma
canção no piano a qual tinha escrito para um peixinho que tinha acabado de
morrer, foi muito emocional, hahaha!
Artium: Você teve aulas de canto ou de piano?
Daisy Gray: Eu nunca tive “aulas” de ambos, mas eu
tenho uma treinadora vocal incrível que é como uma segunda mãe para mim. Ela me
fez percorrer escalas e manteve minha voz saudável e em forma para tudo.
Artium: Nos conte um pouco sobre seu novo lançamento,
“Don’t Cry”. Quando você a compôs e por quê? Por que ela é importante
para você?
Daisy Gray: “Don’t Cry”, para mim, é provavelmente
a canção mais importante e pessoal que eu já escrevi. Eu a compus em um momento
de grandes transições, saindo de um lugar sombrio com esperança que isso me
ajudaria a lidar com as coisas. Quando eu ainda era menina, eu passei por
momentos difíceis, os quais nenhum eu me abri publicamente sobre, então lançar
esta música foi minha chance de me abrir para quem me apoiava. Eu nunca quis
manter nenhum aspecto pessoal como um segredo para eles, pois eu realmente
tento manter uma plataforma honesta e aberta, mas eu preferi esperar até me
sentir forte o suficiente para falar sobre este lado meu. Eu estou muito
satisfeita com as respostas e suporte que recebi, e como sempre foi melhor do
que eu poderia possivelmente pedir. Genuinamente eu tenho a audiência mais
gentil!
Artium: Shows que você fez e como foram?
Daisy Gray: Eu fiz muitos shows, dentro e fora de palcos, ao
longo da minha carreira, mas eu definitivamente espero fazer mais
apresentações. Algumas que consigo lembrar agora são South By Southwest,
Digitour, um show de abertura para Jonah Marias de Why Don’t We. Também
performei para alguns projetos de captação de fundos e caridade, e mais
recentemente no Hotel Café, em Los Angeles, onde em breve terei um novo show!
Artium: Maiores objetivos como uma artista?
Daisy Gray: O céu é o limite! Atire para a lua e caia entre
as estrelas, como dizem.
Artium: Pode nos passar os canais onde podemos encontrar
suas músicas?
Daisy Gray: Com certeza! Você pode encontrar minhas músicas em todas as plataformas.
O propósito da Coluna Cultural Duda Oliveira é apresentar aos leitores da Revista Artium, o novo cenário cultural do universo da arte no Brasil, com divulgações, entrevistas, comentários, dicas e sugestões de exposições, saraus e encontros literários.
Abrimos nossos trabalhos com a
apresentação de uma querida artista e colega de arte, Lia Berbert. Sua
exposição individual está no Espaço Place, localizado na Estrada Leopoldo Fróes,
174, São Francisco – Niterói – RJ, até o dia 26 de abril de 2020. A entrada é franca.
Lia Berbert retrata sua
trajetória artística apresentando diversas faces de seu dinamismo e bagagem
cultural. Durante sua formação acadêmica e profissional fez escolhas coerentes
com sua personalidade. Bacharel em Desenho Industrial e Programação
Visual pela Escola de Belas Artes – UFRJ, especializou-se nas renomadas EAV –
Escola de Arte Visual Parque Lage; Seeing Though Photographs – The Museum of
Modern Art – MOMA; Street Art – Instituto Europeu de Design Rio, bem como, em
sua trajetória profissional na arte, trabalhou no mercado de comunicação
visual, Designer e Diretora de Arte.
Sua carreira de artes visuais é fortemente influenciada pela fotografia, colagem e desenho gráfico. Estabelecida a ideia e adotado o método de execução, surgem espontaneamente os elementos visuais, os quais vão tomando corpo. As concepções de cor e textura dão a identidade morfológica de sua arte. Colorista, Lia reúne sempre cores fortes e matizes com intensa luminosidade. Seu grafismo apresenta sempre formas lineares, que na maioria das vezes possui forma abstrata ou temas tropicais. Interessante notar a peculiaridade de suas colagens com linha de algodão. A artista destaca algumas imagens em forma de arremedos e vieses. O que se revela ao final de seu trabalho, portanto, é a abordagem estetizada do mundo e sem fronteiras políticas.
Foto: Toni Coutinho.
Obras > 2, 5 e 3 na ambientação do espaço.
Título: Jardim Técnica: Pintura acrílica sobre tela, recorte, colagem e bordado. Edição: Obra única Dimensões: 60 x 80 cm Ano: 2019
Título: Bikini Técnica: Pintura acrílica sobre tela, recorte, colagem e bordado. Edição: Obra única Dimensões: 140 x 100 cm Ano: 2019
Obras > 6, 9 e 10 na ambientação do espaço.
Título: Jardim (detalhe) Técnica: Pintura acrílica sobre tela, recorte, colagem e bordado. Edição: Obra única Dimensões: 60 x 80 cm Ano: 2019
Título: Bikini (detalhe) Técnica: Pintura acrílica sobre tela, recorte, colagem e bordado. Edição: Obra única Dimensões: 140 x 100 cm Ano: 2019
LIA BERBERT CONTATOS: 21 99535.6144 Instagram @liaberbert www.liaberbert.com FOTOGRAFIA: Gabriel Ugalde
Tempo de leitura: < 1minutoArtium: Onde você nasceu?
Alyona Yarushina: Na Rússia, cidade chamada Chelyabinsk. Não muito longe das montanhas de Ural.
Artium: Você apenas canta ou toca algum instrumento?
Alyona Yarushina: Toco piano e faço muitos arranjos usando o teclado.
Artium: Você também compõe?
Alyona Yarushina: Sim, eu componho. Mas minhas músicas ainda não foram gravadas.
Artium: Você faz shows apenas na Rússia?
Alyona Yarushina: Não, e na verdade eu tenho menos shows na Rússia. Eles não gostam muito do rock inglês e americano que eu prefiro cantar.
Artium: Qual país você mais gosta de se apresentar?
Alyona Yarushina: Eu amo os EUA e o Reino Unido, parece que o público entende o que estou fazendo. Mas eu tenho vontade de me apresentar em muitos outros países.
Artium: Qual estilo de música você mais gosta de cantar?
Alyona Yarushina: Rock Clássico, Rock Melódico e Baladas Poderosas.
Artium: Você tem uma voz maravilhosa, você teve aulas de canto?
Alyona Yarushina: Eu fiz algumas aulas de canto, talvez com três a quatro pessoas, mas foi por um curto período de tempo e não me serviu. Foi difícil cantar depois. Então eu parei e encontrei minha própria técnica e só a uso.
Artium: Quando teremos um álbum?
Alyona Yarushina: Ainda não sei. Não tenho oportunidade de gravar da maneira que gostaria.
Artium: Quando teremos seu show no Brasil?
Alyona Yarushina: Assim que alguém me convidar! A qualquer momento.
Artium: Conte-me sobre projetos futuros?
Alyona Yarushina: Eu quero acompanhar meus canais do YouTube, conseguir uma ótima banda que realmente se encaixe em mim, e entenda o que eu faço. E quero gravar meus álbuns o mais rápido possível, depois fazer uma turnê, para me apresentar.
Ukulele Orquestra: A Orquestra foi formada em 1985 com um pouco de diversão, mas no primeiro show esgotou instantâneamente, e estamos tocando desde então!
Artium: Por que fazer uma orquestra apenas com ukulele?
Ukulele Orquestra: Na época em que começamos, em 1985, parecia não haver uma maneira convencional de tocar ukulele, portanto, parecia possível tocar qualquer tipo de música em qualquer estilo. A ausência de uma tradição tornou tudo possível, um pouco como skiffle, um pouco como punk. Estávamos preocupados que, na época, houvesse muita pompa e mania de ego na música, tanto pop quanto clássica, e pensamos que o ukulele, que algumas pessoas achassem erroneamente como se fosse um brinquedo, e que tivesse uma atmosfera, de uma maneira de tirar sarro da pomposidade e da natureza séria de muitas músicas e artistas musicais. Gostamos do fato do ukulele não ser um instrumento ‘tradicional’, embora soubéssemos que era capaz de qualquer tipo de música; é totalmente cromático, pode tocar linhas melódicas, riffs, polifonia, acordes e pode ser usado como acompanhamento para o canto.
Artium: Vocês tocam em outras orquestras?
Ukulele Orquestra: Alguns músicos tocam em outras orquestras, em outras bandas ou tocam solo, mas a Orquestra Ukulele nos mantém bastante ocupados a maior parte do ano!
Artium: Você coloca um toque de humor em algumas músicas quem teve a ideia?
Ukulele Orquestra: Nós sempre tentamos interagir com o público, para tornar nossos shows o mais divertido possível. Às vezes, simplesmente apresentamos as músicas com entusiasmo, mas outras vezes apontamos as deficiências da música ou das letras pela maneira como tocamos. Isso pode fazer o público rir, mas nunca é malicioso, é sempre bem-humorado e afetuoso com a música e a composição.
Embora levamos o desempenho a sério, tentamos não nos levar muito a sério, somos como a dúzia suja, o grupo selvagem, os sete magníficos, uma liga lendária de super-heróis que reconhecem que não são tão super, mas têm falhas, defeitos e características que os diferenciam.
Artium: Existe um líder para a orquestra?
Ukulele Orquestra: George Hinchliffe é o fundador e diretor musical da orquestra. Ele fundou os Ukes em 1985, juntamente com Kitty Lux, que faleceu em 2017, deixando um grande legado para a orquestra.
Artium: Vocês já tocaram fora da Inglaterra?
Ukulele Orquestra: A orquestra já tocou milhares de shows esgotados em todo o mundo e está em turnê internacional desde 1989. Viajamos por todo o mundo, incluindo Alemanha, Suécia, Finlândia, Polônia, França, América, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Japão, China e até o Polo Norte!
Artium: Vocês já gravaram um CD, conte-me um pouco?
Orquestra Ukulele: Sim, temos. De fato, registramos alguns! Nosso último álbum, “O único álbum da orquestra de ukulele que você precisará, vol.3” inclui as faixas clássicas da orquestra, que levaram a milhões de visualizações on-line e nossos álbuns ao vivo mais vendidos. Nesta gravação, no entanto, as faixas “hit” são gravadas no estúdio. Tão espontâneo como sempre, mas com toda a atenção que um estúdio de ponta pode trazer.
Artium: O rock do ACDC no Ukulele é simplesmente maravilhoso, como surgiu a ideia?
Orquestra Ukulele: É! Pegamos muitas músicas populares e damos a elas o nosso toque. Eles geralmente são sugeridos por outras bandas e vemos se eles são adaptáveis para tocar no ukulele; descobrimos que quase todas as músicas são. Músicas do ACDC e de outros grupos de rock sempre agradam a multidão em nossos shows.
Artium: Quantos membros a orquestra tem?
Ukulele Orquestra: Nós sempre tocamos com 8 músicos no palco. No entanto, temos a sorte de trabalhar com cerca de 12 músicos.
Artium: Você pode me dizer os nomes?
Ukulele Orquestra: Nossa formação atual inclui Dave Suich, Peter Brooke Turner, Hester Goodman, Ben Rouse, Richie Williams, Leisa Rea, Will Grove-White, Jonty Bankes, David Bowie e George Hinchliffe.
Artium: Existem shows para a América Latina?
Ukulele Orquestra: Ainda não temos shows planejados para a América Latina. Esperamos nos apresentar lá em breve. Vamos garantir que você seja o primeiro a saber!
Artium: Projetos futuros?
Ukulele Orquestra: Estamos em turnê por todo o ano de 2020, temos um ano agitado pela frente e estamos ansiosos para tocar para pessoas de todo o mundo. Esperamos ter um novo DVD e álbum saindo este ano, então estaremos trabalhando nisso também.
Você pode manter-se atualizado com o que estamos fazendo em nossas páginas do facebook e twitter!
A influência da política cultural da Europa sobre a formação da sociedade brasileira
Minha viagem a Europa, no início deste ano, aguçou fortemente a vontade de analisar a influência europeia na construção dos valores e costumes miméticos da sociedade brasileira e a desconstrução dessa, para que houvesse a formação da identidade cultural da nação.
O Brasil republicano, nasceu Macunaíma, sem hino, sem bandeira, envergonhado de suas representações culturais e com muita vontade política de limpar de sua história a influência cultural portuguesa e a lama dos sapatos do período imperial, escravocrata e rural. Estruturado em vilas, lotes pequenos, ruas estreitas e mal iluminadas, para mimetizar, aos moldes da Europa dita civilizada, a capital do Brasil da época.
Assim, a capital da República brasileira, foi “Haussmannizada” no estilo da Champs Elisèes, parisiense. A política urbanística de Pereira Passos, reinventou dois Brasis, um, dos intelectuais letrados, ostentando aparentes insígnias de pertencimento aristocrático social e cultural, frequentadores dos bulevares, cafés e teatros, e o outro, com o mesmo destino de exclusão dos despossuídos dos distritos superpovoados de Montmartre, La Villette, Belleville, dentre outros, tão bem descritos por Victor Hugo, em sua obra, Os Miseráveis.
O espíritu de Montmartre nos apresentava o triunfo da liberdade do povo oprimido contra as convenções da sociedade burguesa da Belle Époque. O escárnio da irreverência era uma reação da boemia intelectual, de poetas e artistas, contra a hipocrisia manifestada. Os cafés, cabarés, circos, teatros, dinamizavam a vida intelectual e cultural de uma sociedade que ignorava as necessidades da sociedade de massa.
Na capital do Brasil, ocupações irregulares, desprovidas de infraestrutura e condições sanitárias, deixavam evidentes no topo dos morros, a população de renegados e as fragilidades do então novo sistema urbanístico. Este Brasil, feito de miscigenação, cresceu amorfo, porém inteiro, criativo, com memória, propagandista de sua cultura com linguagem artística organizada e esteticamente respeitada no mundo, fazendo uma revolução silenciosa e emancipadora do Brasil europeizado.
A personificação da imagem deste brasileiro dos morros, estava repleta de características regionais. As construções de personagens como Jeca Tatu, de Monteiro Lobato, Macunaíma, de Oswaldo de Andrade, Abapuru, de Tarsila do Amaral, bem como, os criados anos depois, com características negativas, como o Zé Carioca, pela Walt Disney Company e Amigo da Onça, de Péricles de Andrade Maranhão, representavam os aspectos culturais da malandragem, preguiça, esperteza e apresentava ao mundo, a maneira canhestra da identidade cultural com propriedade conceitual da “rés pública” brasileira.
As primeiras manifestações artísticas de temas brasileiros com feições tropicais ocorreram em São Paulo, promovidas pelas exposições em 1913, de Lasar Segall, pintor lituano que se transferiu para o Brasil e abrasileirou suas pinturas, bem como, por Anita Malfatti, em 1917, recém-vinda de Paris, a qual foi duramente criticada por Monteiro Lobato, em um artigo de jornal, que tratava da modernidade de sua arte.
A desmedida de Monteiro Lobato, neste episódio com Anita, foi fortemente criticada e ontologicamente representativa para história da arte. Em 1922, ocorreu o movimento modernista de defesa da identidade cultural, que reuniu todas as classes artísticas na Semana da Arte Moderna, em 1922, com espetáculos e exposições, reunindo personagens de nossa história da arte, como Di Cavalcanti, Victor Brecheret, Graça Aranha, Heitor Villa-Lobos, Tarsila do Amaral, Mário Andrade, dentre outros com propriedade para representar os interesses culturais. O resultado foi o manifesto do Movimento Antropofágico, de 1928, liderado por Oswald de Andrade, definindo-se assim, de modo definitivo, a cultura brasileira.
Duda Oliveira, artista plástica, socióloga política e advogada.
Dia 16.01.2018. A data que marca enfim o início de um sonho a ser vivido. Como todo sonho, ou “saída da zona de conforto”, começam os primeiros testes que servem para você se conhecer melhor e, você se conhecendo, ser uma pessoa melhor. Três primeiros meses trabalhando em casa e a progressão foi bem devagar. Foi então que meu pai, Dirceu Tadeu Vaz, disponibilizou uma sala em seu escritório, na MV contabilidade. Em abril surge oficialmente o nome “Telescópio TV”. Sim, três meses para decidir o nome mas é um filho, e o filho é pra sempre, então teria que ser um nome especial. O nome vai na essência daquilo que mais pulsa meu coração a fazer. Aquilo que me levou ao jornalismo e me fez amar documentários. Telescópio é um instrumento criado pelos seres humanos para enxergar além daquilo que o nosso olho nu pode enxergar. A luneta leva nosso olhos para fora da nossa caixa, leva para longe – o longe que na verdade está no nosso lado -, faz refletir, faz aumentar nossa capacidade de informação armazenada fazendo com que o ser humano tenha uma experiência única e a partir daquilo, ela possa sair uma pessoa melhor, uma pessoa renovada. Tudo isso, é claro, deixando a pessoa viajar livremente na sua experiência, sem impor ou querendo convencer de algo. Acima de tudo um toque de reflexão e inspiração no coração, na mente e na alma. No mês de maio, o primeiro vídeo publicado na história está no canal! O vídeo da ong Instituto Diamante Verde (IDV) levando crianças da Escola Municipal Professora Clara Anadir Buzato até a nascente do rio Barigui, na região de fronteira de Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul. Consciência ambiental e sustentabilidade. E assim foi caminhando com vídeos para empresas, vídeo clipes, vídeo para ong’s até chegar a vez do primeiro documentário! O doc foi intitulado como “Pista do Gaúcho – A Raiz do skate Curitibano.” A repercussão foi maior do que imaginávamos: entrevistas para Gazeta do Povo, Massa News, CBN, ao vivo na ÉPARANÁ e matéria aqui mesmo, na revista Artium! Surfando no asfalto do skate, graças ao documentário tivemos portas abertas para novas parcerias e projetos. Em especial, a Skateboard Television tivemos a oportunidade de gravar campeonatos de skate por Curitiba, Matinhos e Paranaguá e entrevistar skatistas que já foram realidade, que são ou ainda vão ser no cenário brasileiro e mundial. Ainda sobre viagens, por meio do convite do professor Felipe Negreli, tivemos a oportunidade de participar de um grande projeto da Bienal chamado “cinema na praça” que levou o cinema para cidades de até 40 mil habitantes pelo interior do Paraná e oficinas de cinema pelas escolas públicas da região. Corbélia, Guaíra, Itaipulândia, Capanema, Santo Antônio do Sudoeste. Em uma semana estive na divisa com Paraguai, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Argentina. Cansou? Cansei. Mas que cansaço satisfatório! Secretários da cultura, professoras e professores trabalhando para que a próxima geração faça esse mundo ser um lugar melhor para se viver. Sai bastante esperançoso. E claro, sempre tem aquelas alunos e alunos que tende a ter uma intimidade com a arte. Seja na escrita de um roteiro, segurando a câmera ou atuando. Na volta pensei que é por isso que minha tataravó, bisavó, avó e minha mãe gostavam tanto de dar aula. Talvez tenha sentido um pouco do que elas sentiam – e quem sabe você possa voltar a sentir isso, né mãe? -. E assim 2019 continuou, com mais vídeos para empresas e ong’s. Entre erros e acertos, as experiências que faltavam agora adquiridas, mais estudos, evolução constante, sem se deixar abalar por críticas não construtivas, um grande jogo psicológico e emocional que você tem que aprender a jogar e claro, o esforço, que nunca pode faltar. Confesso que, muita coisa aconteceu diferente do que eu imaginava. Quando você assiste algo e vê somente o palco e quer estar lá, esquece que existe os bastidores. Sorte que eu acabei gostando dos bastidores e aprendi que na verdade ela é a parte mais importante. Persistência e calma que tudo vem no tempo certo. E de fato o mundo retribui. Ultimo dia de trabalho em 2019, um dia antes de fazer uma grande viagem de férias para a Argentina, meu pai vem até a minha sala com o celular e mostra: “filho, graças ao vídeo que vocês fizeram para a Escola Nilza Tartuce, uma doutora doou tudo isso – não citarei números, hehe – para a ong.” Na hora avisei meus amigos e companheiros de trabalho, Lucas de França e Igor Fiori. Aquilo pra mim foi meu oscar, aquele foi o prêmio por toda a dedicação do ano, é para isso e por aquele momento que fiz esse filho, chamado Telescópio TV, e ele completou 2 anos no dia 16.01.2020.
Silenzium: O grupo não foi realmente criado do zero, mas foi uma continuação do quarteto que tocavamos no conservatório em Novosibirsk como estudantes. Tínhamos uma equipe muito divertida, todas nós amamos o rock e, depois de nos formarmos no conservatório, decidimos continuar tocando música não-padrão para a alma. Depois, tornou-se uma equipe comercial e, sim… a composição mudou 4 vezes devido a várias circunstâncias. Na nova formação tem dois anos.
Artium: Vocês tocam clássicos, modernos e rock?
Silenzium: Inicialmente, queríamos tocar apenas rock e clássicos no estilo rock. No entanto, para nos tornarmos uma equipe comercial, tivemos que ir na direção da música pop. Infelizmente na Rússia é impossível ganhar dinheiro com o rock. (Mas não perdemos a esperança de tocar mais rock).
Artium: Vocês são comunistas?
Natalia Grigorieva: Comunista de quarta geração. Meu pai, avô e bisavô eram comunistas. Entendo e avalio sensatamente todos os prós e contras do marxismo e acredito que o comunismo é sem dúvida o futuro do mundo, mas não da forma que muitas pessoas imaginam agora. É mais sobre valores e sentimentos internos de fazer parte do mundo, e não sobre o “Gulag”, a violência e a equação. Felizmente, Veronica e Mila compartilham a mesma opinião.
Artium: Natalia Grigoryeva você trabalhou na Orquestra Filarmônica de Novosibirsk e ganhou o prêmio internacional. Como isso aconteceu?
Natalia Grigoryeva: Fui a melhor violoncelista do conservatório, ganhei uma competição internacional e, como aluna exemplar, fui trabalhar na orquestra depois de me formar na faculdade. Infelizmente, porém, na Orquestra Filarmônica de Novosibirsk, eu vi apenas burocracia, corrupção, conservadorismo no pior sentido e falta de perspectivas de crescimento. Eu tive que sair da esfera da música clássica, pois a considerava inútil.
Artium: Quem define figurinos e elementos de dança?
Natalia Grigoryeva: Normalmente, como líder de grupo, ofereço fantasias, um repertório, mas no final decidimos juntas para que todas fiquem felizes. A criatividade não funciona com a ditadura. Eu componho um pouco de música e isso também faz parte do nosso programa.
Artium: Mila Reiss, qual estilo de música você mais gosta?
Mila Reiss: Eu gosto de estilos musicais diferentes, mas acima de tudo música épica, como Dois passos do inferno. Com ela, vivo uma gama completa de emoções, ela eleva, circula e eleva para o céu. Essa música me ajuda a alcançar novas alturas.
Eu também não posso dizer sobre rock. Eu o adoro. Ouvindo e tocando, o rock me ajuda a lançar um “demônio” interno no palco.
Sou uma pessoa muito impulsiva e, para ter harmonia comigo mesma, ouço os clássicos. Claro, como poderia ser sem ela! Depois de ouvir música clássica, você sente paz e tranquilidade.
Artium: Veronika Kakisheva, conte-nos um pouco do seu amor pela natureza, pelas montanhas e pelo esporte?
Veronika Kakisheva: Tive muita sorte de nascer em Altai. Desde a infância, passo todos os verões na vila com minha avó. Ao redor das montanhas cobertas de florestas, ar fresco, água limpa. Acima de tudo, gosto de fazer caminhadas na taiga. Sentar à beira do fogo e ouvir as lendas sobre Altai. E com um violão, essa é a minha verdadeira felicidade. E, é claro, o céu estrelado (porque é impossível que uma pessoa que mora em uma cidade onde há apenas arranha-céus note a beleza do céu estrelado).
Quanto ao esporte – quando eu estava na escola, eu realmente queria me inscrever no kickboxing, mas eles não me permitiram, porque sou violinista e preciso cuidar das minhas mãos. Portanto, eu faço exercícios leves, mas gosto de assistir ao UFC: meus ídolos são Khabib Nurmagomedov e Ronda Rosie.
Artium: Vocês, tem outro trabalho ou apenas o grupo?
Além de trabalhar no grupo, estamos envolvidas em vários outros assuntos. Veronica e Mila são estudantes do Conservatório de Novosibirsk na aula de violino com Marina Kuzina, que estudou com o próprio Zakhar Born, um grande professor famoso. Tenho outros dois projetos em paralelo, um dos quais é um projeto solo de violoncelo e o outro é um blog do YouTube sobre socialismo.
Artium: Você já fizeram shows em outros países, quais?
Silenzium: Atualmente, viajamos principalmente pela Rússia e Cazaquistão, mas agora estamos negociando com a China. Se o “coronavírus” não destruir a humanidade antes, então talvez este ano estaremos nos apresentando na China. Vamos torcer pelo melhor.