Passei dos 50! E agora? Por: Mira Graçano

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Por: Mira Graçano

Confesso que não foi fácil. Não adianta mentir, fazer pose de bem resolvida, mulher madura consciente, a profissional experiente e todos os demais títulos possíveis para atenuar o fato. A ficha caiu quando um cunhado, que já nem era mais cunhado, soltou a flecha: e aí, agora é contagem regressiva, você já viveu mais do que vai viver!!! Desagradável…. por que jogar por terra meu esforço em lidar com a situação de forma serena- ainda que externamente? Mas, ok, ele tinha razão. E o pior é que gosto muito do meu eterno cunhado.

Enfim, cheguei aos 50, ou melhor, passei.

Agora é tocar o barco, lidar com as rugas, com a pressão alta- primeiro sintoma de que a idade chegou. Me peguei no
espelho falando sozinha: até que não estou mal…, apesar do olhar cansado e da paciência menor com o filho. Felizmente essa nostalgia, os rompantes de realidade, duraram apenas alguns minutos. Logo depois me lembrei das recompensas dos 50. Sim, há muitas recompensas, afinal, somos experientes, vividos, maduros… isso tem que
servir para alguma coisa. E convenhamos, a maior dádiva da idade é ter autonomia para ser quem somos. Não quer dizer que não possamos ter autonomia desde a juventude, mas é um esforço hercúleo enfrentar o mundo e as pessoas antes de mostrar a que veio. Hoje não… hoje sou mulher feita e a autonomia me permite contar a idade, evitar festas sociais chatas pra fazer presença, eventos em que todos desfilam sem saber o que dizer ao outro, evitar pessoas
que só reclamam, me permite afastar de conveniências. Posso até mesmo assumir que não gosto das músicas do Chico Buarque (escondi isso a sete chaves durante a faculdade. Poderia ser linchada). Nessas alturas do campeonato, tenho autonomia para assumir não gosto, não concordo, não quero.

Você pode estar pensando: eu faço tudo isso e não precisei chegar aos 50. Sorte sua. Nem todos se dão a esse luxo, limitados que são pela necessidade de buscar um lugar ao sol. Eu mesma acabei fazendo várias coisas que hoje não faria – alisei o cabelo, morei com gente chata, tratei com todo respeito pessoas que não eram dignas da menor consideração, passei muito tempo longe da minha família em nome do trabalho, enfim, muita coisa. Agora, pela primeira vez, vou passar um mês inteiro com minha mãe nas férias. Não importa se vou perder trabalho ou outra viagem mais divertida. Vou passar as tardes de verão com ela, cochilando e contando “causos” das  Minas Gerais. E tudo bem se eu engordar de tanto comer broa de fubá, pão de queijo e rosquinha. Já não faz diferença. Agora eu
passei dos 50, ainda bem!!!

FERNANDO OLIVERI PINTOR HIPER-REALISTA URUGUAIO

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Fernando Oliveri (Montevidéu, 11 de agosto, 1957) é pintor uruguaio.

Se a ocupação de Oliveri é arte, a preocupação evidente na arte da pintura é a partir da realidade de seu ambiente, o sentimento, emoção, memória; momentos registrados como único e intransferível.

Quem se atreve a frequentar a carreira extensa e louvável de Oliveri, você vai encontrar-se em seu enredo e perspectiva original, além dos valores expressivos que se destacam nessa viagem que faz com que os nossos olhos, um convite ao diálogo com o artista, como um conhecer o que já era no presente e no que virá.

Neste elementos pictóricos são imersos cenário, objetos, imagens e figuras humanas que evocam a arte e a existência, e nos trazer mais perto de seu trabalho.

 

Fernando Oliveri (Montevidéu, 11 de agosto, 1957) é pintor uruguaio.
Em 1978 ele se mudou para Montevidéu, onde ingressou na Escola de Belas Artes de San Francisco de Asis pelo pintor Clever Lara, onde permaneceu até 1981. Em seguida, atende a oficina do renomado pintor uruguaio Gustavo Alamon, onde permaneceu por 8 anos. Depois, em 1986 frequenta o Clube de Gravura de Montevidéu.

De 1982 até hoje ele tem participado em várias exposições individuais e coletivas em seu país e no exterior, ganhando prêmios e distinções. Representa Uruguai no Salão X de Arte Latino-Americana no Instituto Cultural Mexicano (Washington DC- EUA) também representa o Uruguai em latim Arte Contemporânea América na Coréia.

Em 2000, ele cria sua própria oficina à data. Suas obras estão em instituições públicas e privadas no Uruguai, Argentina, Brasil, Venezuela, Irlanda, Porto Rico, Alemanha, França, EUA, Emirados Árabes Unidos, Coreia do Sul, entre outros.

Pintura como mensagem

Fotos: Joaquin Oliveri