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ANTONIA MORAIS

Tempo de leitura: 3 minutos

Antonia Morais

Misture o talento musical do cantor e compositor Orlando Morais com o da atriz Glória Pires e o resultado dessa genética está impresso na filha, a atriz, compositora e cantora Antonia Morais. Mais conhecida pelo trabalho na televisão, Antonia lançou no final do ano passado o seu segundo álbum, “Luzia 20.20”, que traz 7 faixas.  O nome “Luzia” é uma homenagem ao primeiro fóssil encontrado no Brasil, que foi quase totalmente destruído no incêndio do Museu Nacional. “Luzia 20.20” é um trabalho bem autoral, com muita personalidade e qualidade musical.

Artium: Antonia, como multiartista o que mais te preenche, compor e cantar ou atuar?

Antonia Morais: Ultimamente a minha carreira na música tem me seduzido mais, para mim não é viável fazer as duas coisas ao mesmo tempo, então eu escolho a que está fazendo mais sentido para mim no momento. Ultimamente é a música.

Artium: Sendo de uma família de artistas, impossível não perguntar qual a influência deles na sua carreira?

Antonia Morais: Acho que o fato de ter crescido acompanhando a carreira deles nos bastidores, a rotina de trabalho, o meio artístico. Isso fez com que as duas áreas se tornassem muito familiares para mim.

Artium: Desde seu primeiro álbum, você tem uma forte influência da música eletrônica, embora em “Luzia 20.20” você traga muitos elementos melódicos, inclusive mesclando MPB, entre outros estilos. Quais são suas referências? De onde você tirou inspiração para este último trabalho?

Antonia Morais: Minhas referências foram subjetivas e inconscientes. Não mirei em ninguém especificamente. Eu estava com vontade de fazer um som mais condizente com as paisagens do Brasil, então pensava em artistas que escutei a vida toda. Põe aí um João Gilberto, um Caetano, um Orlando Morais, kkk.

 Artium: Qual o seu envolvimento na produção do disco? Você também toca algum instrumento?

Antonia Morais: Em “Luzia 20.20” eu compus todas as letras e a maior parte das melodias. Eu participo de tudo. Minha música é muito fiel a mim, então embora eu divida com pessoas extremamente talentosas e criativas, a palavra final é sempre minha. Mas eu sei escutar também, porque confio no talento das pessoas que eu escolho. Sim, toco piano e estou fazendo aula de guitarra.

 Artium: No clipe “Santa Máquina”, no meio de uma natureza exuberante, você parece estar confrontando duas forças. É isso mesmo?

Antonia Morais: É isso mesmo. Porém, hoje em dia teria feito um clipe diferente. Não pelo significado do clipe, mas naquela época eu ainda não tinha entendido a minha linguagem visual e a minha estética. Ficou entre uma coisa e outra.

 Artium: Em contrapartida, “Xilíks” traz uma paisagem bem urbana. Onde ele foi gravado? Fale um pouco sobre o clipe.

Antonia Morais: Foi filmado em Brasília onde eu estava passando minha quarentena. Quis trazer uma paisagem mais horizontal, geométrica e foi dirigido pelo Helder Fruteira, que é de Brasília. Eu tinha visto um vídeo dele de skate e eu adorei.

Artium: O álbum foi produzido durante a pandemia. Quais foram os maiores desafios que o momento trouxe para o seu trabalho?

Antonia Morais: Não encaro como dificuldades, mas como uma nova condição.

Para mim, embora me faça a pessoa mais feliz do mundo, nunca é fácil ou simples fazer música. Eu sou muito exigente, detalhista e não faço nada por fazer. Produzir a distância, acompanhar a mix era complicado, existe muita falha de comunicação. Mas deu tudo certo. Finalizamos “Luzia 20.20” a distância, cada um confinado na sua casa.

Artium: Falando de produção solitária em casa, no seu primeiro álbum “Milagros”, de 2015, você compôs, produziu e gravou no seu quarto e você tinha apenas 19 anos. De onde veio essa ideia?

Antonia Morais: Nem eu sei, kkk. Foi uma necessidade de expressão. Eu não queria participação ou interferência de ninguém. Era muito pessoal e solitário.

Eu precisava encontrar meu som, meu barulho e colocar muitas coisas para fora sem lapidar.

Artium: De “Milagros” para “Luzia 20.20”, o que mudou em você como artista?

Antonia Morais: Sinto que amadureci como artista e como mulher, me aceitei mais como cantora e compositora. Foram duas fases de vida muito diferentes.

Artium: Se você tivesse que escolher uma das canções do último disco para representar o seu momento atual, qual seria e por quê?

Antonia Morais: Elas não representam mais meu momento atual, eu estou em outra fase agora. Acho que as que estou produzindo atualmente vão dizer mais sobre o meu presente.

Artium: Para finalizar, fale dos seus próximos projetos.

Antonia Morais: Tenho o vinil de “Luzia 20.20” para lançar no meio deste ano, ele vai ter uma música inédita. Vou fazer um show virtual para o lançamento, e serei acompanhada pelo DJ e produtor musical Zopelar. Estamos rearranjando todas as músicas de “Luzia 20.20”. Tenho dois shows marcados para o final desse ano no Festival Rock The Mountain, mas não sei como vai acontecer por conta da pandemia. E estou trabalhando no meu novo álbum, que será lançado em janeiro do ano que vem.

Site: https://www.luzia2020.com/

Agradecimentos a: Perfexx Assessoria | www.perfexx.com.br

Entrevista: Camila Bardini.

Fotos: Arquivo pessoal.

Relação de vídeos:

ALICE ANIMAL TANDEM

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Tandem é o terceiro clipe que estou dirigindo para Alice Animal. Devo admitir que essa é minha música favorita, meu próprio hit. Fiquei feliz por estar de volta à estrada com Alice neste projeto. E da estrada podemos dizer que fizemos algumas! Em uma equipe mais do que pequena, para não dizer em conjunto: Alice e a câmera. Nós dirigimos por quilômetros, mas não em um Ford Mustang desta vez (veja “Seus Elefantes Cor-de-rosa”) para encontrar paisagens que contrastassem o suficiente entre si! Queríamos oferecer uma viagem múltipla sem transição (mas são eles que mais nos demoram!) E com uma constante: o sorriso comunicativo e a energia da Alice.”

Thomas Guerigen (o diretor)

“Essa música. Tandem eu escrevi em uma noite. Estou falando com uma pessoa que está perto de mim, uma pessoa que vive em um baço permanente e que eu gostaria de ver sorrir novamente. Mas também me dirijo àqueles que se encontram nesta terra de ninguém emocional e aceito se deixar levar pela viagem que estou propondo e pelas emoções que ela traz”.

Alice Animal

O clipe 

Ao longo da música, Alice está se dirigindo a essa pessoa (quem poderia ser você?). 

Rapidamente entendemos que o clipe será um convite para viajar em lugares vivos ou abandonados, mas adequado para tocar a sensibilidade do espectador. 

Alice deseja de fato que seu interlocutor mude de perspectiva seguindo-a em seus múltiplos pontos de vista, deixando-se conquistar pelo prazer de dançar, ao ritmo de seu sorriso.

Saímos em um turbilhão de energia que não tem outro objetivo a não ser dar ânimo!

VUASE & TAMY TECTONIZA

Tempo de leitura: 2 minutos

Experimentos sonoros e visuais do produtor musical Eduardo Arrj (Andaluz), resultaram no projeto solo Vuase. A música instrumental eletrônica “chill out” se funde com ambiência e sons percussivos, explorando elementos digitais e de gêneros musicais brasileiros. Seguindo esta ideia, o músico convida Tamy Tectoniza para uma collab no single “Quare”. O lançamento também conta com um vídeoclipe repleto de interpretações corporais, efeitos e cores, realizado no DIY, com isolamento social, seguindo o processo de gravação à distância. A canção é um lançamento do selo Alcalina Records, do qual o músico faz parte.

“A música sempre me inspirou e o que transborda nos meus sons é reflexo desse movimento. Com Vuase, começo a compor, deixo fluir, finalizo e lanço. Percebo nesse impulso uma ferramenta ao meu alcance para movimentar o que acredito.”, analisa Vuase.

A música “Quare” sucede o lançamento do EP de estreia do Vuase, Água e Sede, lançado em julho de 2020. O single fará parte do próximo compacto do projeto solo, com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2021.

Convidada a dar a voz em “Quare”, Tamy Tectoniza é uma cantora e compositora, que traz como influências musicais o electropop e slowcore. A ideia com as suas composições é criar um “dancing dense”, unindo o ritmo energético e letras densas.

“‘Quare’ é um trabalho de conexões à distância que materializa em ondas sonoras o mergulho em si de forma a expandir esse próprio ato. É um trabalho inspirado no abraçar de parcerias que acontecem por meio de câmeras e mensagens, mas que ainda assim, se conectam no ínfimo. O distanciamento, sem dúvida, existiu como dificultador do começo ao fim, mas de outro modo, o tempo correria ainda mais rápido, sendo a falta de tempo um substituto do semi empecilho atual, o distanciamento.”, explica Tamy Tectoniza sobre o processo de composição e gravação.

De acordo com Vuase, o título da música, “Quare” vem do verbo quarar, que significa clarear por meio da exposição a luz solar. “A ideia de quarar nuvens e luzes no varal vive no imaginário artístico e poético, com liberdade de interpretações metafóricas.”, conta o artista.

Na ficha técnica de Quare, os sintetizadores, baixo, beat, percussão e efeitos são de Vuase, enquanto letra e voz é da Tamy Tectoniza.  A mixagem e masterização é assinada por Vuase, já a capa do single é de autoria de Tamy Tectoniza. O clipe contou com direção e edição de Tamy Tectoniza.

Texto Crédito: Julia Ourique assessoria de imprensa.

Foto: Tamy-Tectoniza Crédito: JuPat-(1)

Arpi Alto, lança álbum armênio “My Soul In the Mountains”

Tempo de leitura: < 1 minuto

Arpi Alto tem o prazer de anunciar o lançamento de seu álbum armênio “My Soul In the Mountains”.

“My Soul In The Mountains” é uma história de família com o irmão, mãe e primo de Arpi Alto que contribuíram para a criação deste álbum. É uma homenagem à avó materna de Arpi, que foi a primeira a apresentar Arpi ao colorido mundo da música e a expô-la a diferentes gêneros, desde canções folclóricas armênias tradicionais até música clássica e jazz.

O álbum que consiste em nove canções é uma mistura única das duas maiores paixões musicais de Arpi – melodias folclóricas armênias e jazz. Inspirado pela riqueza da música folclórica, Arpi combina-a com melodias de jazz para apresentar a herança cultural armênia ao mundo.

A performance de Arpi e o arranjo original e o acompanhamento de sua mãe – a compositora e pianista Anahit Ter-Petrosyan – é uma viagem ao mundo do jazz clássico e ritmos étnicos puros.

“Queria partilhar a minha compreensão, a minha visão do jazz clássico e das canções folclóricas arménias. Eu amo essa mistura e gosto muito de improvisar, então foi assim que nasceu a ideia do meu álbum”, disse ela. “Minha alma nas montanhas levará você para a Armênia, minha casa ancestral nas montanhas e o lugar onde me sinto em paz.”

O álbum digital e o CD estarão disponíveis no site da Arpi Alto. Você também pode encontrar as músicas em serviços de streaming.

https://ginosimusic.com/

DANIELA SOLEDADE

Tempo de leitura: 7 minutos

Artium: Neta de Paulo Soledade e filha de Paulinho Soledade podemos dizer que a música está em seu sangue?

Daniela Soledade: Com certeza!

Artium: Só canta ou toca algum instrumento?

Daniela Soledade: Eu toco flauta transversa e violão, mas ultimamente tenho colocado um foco maior no canto.

Artium: A música “Você”, ficou simplesmente maravilhosa cantada em Inglês e Português, quem teve a ideia do roteiro?

Daniela Soledade:  Que bom que gostou, muito obrigada! Eu viajei para o Rio só para fazer esse clipe porque ainda não tinha nenhum clipe meu feito no Brasil, e estava animada para mostrar um pouco dessa Cidade Maravilhosa para meus seguidores aqui nos EUA e em outros países.  Achei essa música perfeita para a ocasião, um clássico da Bossa Nova em inglês e Português. Então contratei uma profissional recomendada por uma grande amiga no Rio para gravar e editar o vídeo, expliquei o que eu tinha em mente para esse clipe, e foi ela quem fez o roteiro. Seu nome é Ana Rezende, muito talentosa e muito gente fina! O vídeo ficou exatamente como eu queria, mostrando várias áreas aonde eu cresci e frequentei no Rio. Parte do vídeo aconteceu de uma forma bem espontânea, quando estávamos no bairro de Santa Teresa e começou a chover! As cenas na chuva apesar de não planejadas, adicionaram um pouco dessa energia espontânea desta cidade que eu tanto amo!

Artium: ME conte um pouco sobre o vídeo “My Favorite Things”?

Daniela Soledade: Esse vídeo foi resultado da semana em que fiquei em quarentena com minhas duas filhas, que pegaram COVID-19 em outubro de 2020. Como estávamos em casa sem poder sair por duas semanas, resolvi mostrar o filme “A Noviça Rebelde” para elas, que elas amaram. Assistimos várias vezes ao longo das duas semanas, e as meninas começaram a cantar as músicas em casa. Nós moramos nos EUA, e aqui as músicas deste filme são relembradas em época de Natal porque o filme passava na televisão várias vezes perto do Natal. Nesta mesma semana, meu pai, sem saber que estávamos assistindo esse filme com as crianças, me mandou uma mensagem dizendo “porque você não grava aquela música da Noviça Rebelde, “My Favorite Things” em uma levada Bossa Nova? Foi uma grande coincidência! Eu contei pro Nate Najar (meu produtor, violonista e companheiro) e ele gostou tanto da ideia que sugeriu fazer o vídeo clipe também! Nós filmamos o clipe aqui em nossa cidade mesmo, em um teatro aonde normalmente tocamos shows, com algumas cenas em casa e outras no parque. Claro que, por terem sido o motivo dessa inspiração, colocamos cenas das crianças no vídeo também. Acabou que a produção deste single foi a primeira das minhas gravações em que colocamos uma orquestra (gravada em LA), e nós amamos o resultado!

Artium: Vídeo “Double Rainbow”? (Gostei da combinação da sua voz violão e água)

Daniela Soledade: Desde nova, sempre curti muito cachoeiras. Quando adolescente, adorava acampar com amigos em cidades cheias de cachoeiras próximas ao Rio de Janeiro aonde eu cresci. Em 2020, quando eu e Nate estávamos sem poder sair de casa por conta da pandemia, estávamos morrendo de saudades de viajar e pegar a estrada como de costume quando tocávamos shows por todo o país (porém claro que não era seguro fazer nada disso). Então um dia pensei que seria seguro e gostoso a gente alugar um chalé nas montanhas, e poder fazer caminhadas em algum parque nacional da área. Como sabia que as Montanhas da Carolina do Norte eram lindas e tinham cachoeiras (porque eu tinha tocado uns shows lá no ano anterior) este foi o primeiro lugar em que eu pensei. Aluguei um chalé e avisei ao Nate que tínhamos um bom motivo para pegar a estrada! Nós adoramos dirigir para shows pelo país para passar por lugares diferentes, montanhas lindíssimas, praias, explorando o que tiver no caminho. Essa viagem foi isso, apenas um motivo para irmos para as montanhas e caminhar na floresta para ver novas cachoeiras. Como eu e Nate amamos o nosso trabalho, estamos sempre pensando em oportunidades de fazer mais vídeos e tocar. Então no último dia da viagem, levamos uma câmera, o violão, um pequeno microfone e o mínimo de equipamento possível que poderíamos levar nas costas para podermos fazer um vídeo na última cachoeira que iríamos ver. Foi bem de última hora essa ideia, mas valeu a pena a diversão e o pequeno vídeo que surgiu disso tudo. Eu amo essas aventuras!

Artium: O vídeo “Smile” (Você dança muito bem samba)

Daniela Soledade: Esse vídeo foi uma carta de amor para a cidade de St. Petersburg aonde eu moro (Flórida, EUA). Moro na Flórida há 18 anos, e já morei em algumas cidades aqui da área de Tampa Bay, mas St. Petersburg é minha preferida por me lembrar um pouco mais da energia do Rio de Janeiro. Aqui eu posso andar pelas ruas para ir para restaurantes, tem muita arte, feirinhas, museus, é uma delícia! Esse foi o primeiro vídeo clipe que nós mesmos gravamos (eu e o Nate, que é meu produtor, diretor musical, violonista e companheiro), então resolvemos dedica-lo à nossa querida cidade e gravá-lo em locais conhecidos daqui. A seleção da musica foi feita baseada em sua mensagem de esperança e otimismo, que achamos perfeita para o momento em que todos nós estávamos passando durante a pandemia.

Artium: O vídeo “Comment Te Dire Adieu” (Ficou muito boa cantada em francês)

Daniela Soledade: Essa música foi um grande sucesso nos anos 60, e foi gravada por muitos cantores, sendo minha preferida a gravação feita pela francesa Françoise Hardy em 1968. Eu e Nate estávamos no carro dirigindo para um show fora da Flórida aqui nos EUA, e o Nate me deu essa ideia de gravar essa música que tem uma levada mais pop na versão da Françoise Hardy, só que em Bossa. Como eu confio plenamente no bom gosto e ideias musicais do Nate (porque ele é um produtor e músico genial!), topei na hora. Gostamos tanto da nossa gravação que resolvemos fazer um vídeo em Paris para o single e comemorar o dia dos namorados lá também. Foi uma grande sorte termos ido em fevereiro de 2020, logo antes da pandemia impedir todo mundo de trabalhar e viajar por um bom tempo.

Artium: O vídeo “So nice “Summer Samba” como foi essa produção?

Daniela Soledade: Esse vídeo é bem especial pra mim por ter sido meu primeiro vídeo clipe para meu primeiro single. Essa bossa do Marcos Valle é uma pérola, e como tem letra em inglês e português, foi perfeita para ser meu primeiro single e vídeo. O objetivo desse vídeo era apenas ter um bom conteúdo para poder enviar como parte do meu material de divulgação para marcar mais shows em teatros e casas de shows mais bem reconhecidas. E não é que funcionou? Fiz uma turnê pelo país todo usando esse vídeo, meu álbum e as ótimas criticas que o álbum recebeu.  Foi maravilhoso! Esse vídeo foi todo gravado aqui em St. Petersburg, Florida.

Artium: o que tem a dizer sobre o álbum “A Moment Of You”

Daniela Soledade: Esse foi meu álbum de estreia, um grande orgulho para mim, um sonho realizado. Todos os músicos que tocam neste álbum são de altíssimo nível. Eu canto em inglês e português, e eu e Nate escolhemos a dedo músicas que ficariam bonitas nessa estética íntima e leve que é característica da bossa nova. Então não importa se é um samba ou um “standard” americano, a estética que queríamos era essa. Com esse lançamento, eu recebi críticas maravilhosas das revistas de Jazz mais reconhecidas aqui nos EUA, como a DownBeat Magazine, o que foi uma surpresa e tanto. Meu disco passou a tocar em várias rádios, e também fiz uma turnê por todo o país, tocando inclusive no Blue Note em Nova Yorque, que foi outro sonho realizado.

Uma das coisas legais sobre o álbum é que tem três gerações de música da minha família Soledade, com uma música original o meu avô (Paulo Soledade), uma do meu pai (Paulinho Soledade), e uma minha. A música do meu avô que está no meu disco foi feita em parceria com Tom Jobim, um samba chamado “Sonho Desfeito”. Meu avô fazia parte dessa turma de gênios da música brasileira, o que resultou em colaborações musicas deste nível. A música que meu pai compôs que entrou no meu disco foi feita em homenagem ao grande Baden Powell, que foi seu professor de violão e era um amigo próxima da família. Nesta gravação é meu pai quem sola no violão. A esposa do meu pai que também é uma talentosa cantora e compositora (Sofia Laura Taranttino) escreveu a letra em português e eu escrevi a letra em inglês para esta música do meu pai. Meu pai é um grande músico, multi-intrumentista, autor, arranjador, compositor e produtor. Trabalhou com grandes nomes da música brasileira, incluindo Gilberto Gil, Ivan Lins, Cazuza, Marina Lima, Elba Ramalho, Baby do Brasil, Ritchie, Pepeu Gomes, Guilherme Arantes, Roberto Carlos, Tim Maia, Erasmo Carlos, Beto Guedes, Fagner, João Donato, Alcione, Paulinho da Viola, Ney Matogrosso, João Bosco, Luis Melodia, Nana Caymmi, Jorge Benjor, e muitos outros (a lista é longa demais para escrever aqui!). Meu pai também trabalhou como arranjador e produtor para a TV Globo durante muitos anos, fez trilhas pra novelas, para peças teatrais, e teve obras gravadas por vários artistas. Tenho sorte de ter uma família tão musical e com uma estória marcante na música brasileira. Tenho muito orgulho disso tudo, e tenho mil planos de gravar mais músicas do meu avô e do meu pai no futuro.

Voltando ao disco, meu avô gostava de contar como foi ele que falou do Tom Jobim pro Vinicius de Moraes antes de eles serem oficialmente apresentados, quando o Vinicius estava procurando alguém pra escrever a música para sua peça “Orfeu da Conceição.” Foi por causa dessa peça que Jobim e Vinicius de Moraes foram apresentados. Minha avó, Lina de Luca, foi a coreógrafa desta peça, e seu nome estava no pôster da peça que ficava na parede de seu apartamento em Copacabana. Ela era uma grande bailarina e também amiga da esposa do Vinícius, que na época era a Lila de Moraes. A primeira música escrita para a peça foi “Se Todos Fossem Iguais a Você,” música que eu canto em inglês no meu álbum, e da qual eu usei a letra em inglês para ser o título do álbum “A Moment of You.”

OUTROS TÓPICOS:

Acabei de lançar um novo single dia 12 de Março, para o qual gravei meu primeiro vídeo feito no Brasil. Esse single é uma gravação da linda bossa nova escrita por Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli chamada “Você” que eu canto em inglês e português. O vídeo ficou lindo, mostrando cenas do Rio, das praias, da Lapa, e é certamente meu vídeo clipe preferido. Ele está disponível no meu canal do youtube (Daniela Soledade Official), no meu website (www.danielasoledade.com), e em todas as plataformas de streaming.

Comecei a gravar meu próximo disco que será lançado em 2022. Gravei quatro músicas para o próximo álbum no Rio de Janeiro, com os melhores músicos do Brasil. Meu pai tocando o baixo, Claudinho Infante na bateria. Cláudio Infante é um dos melhores bateristas do Brasil e já trabalhou com artistas como Ney Mato-grosso, Marisa Monte, Simone, Rita Lee, Jorge Vercillo, Lulu Santos, Kid Abelha, Ed Motta, etc. Se eu fosse listar todo o trabalho do meu pai e do Claudinho eu teria que escrever uma enciclopédia aqui! Mas não podia deixar de tentar descrever o calibre destes músicos, que por sorte são família! E olha que ainda nem contei que tenho também um convidado mais do que especial tocando sua própria composição em meu próximo disco, o Antônio Adolfo! Estou nas nuvens com tanto talento e carinho dessa galera querida.

Site:

https://danielasoledade.com/home

Vídeos:

ALICE ANIMAL

Tempo de leitura: 3 minutos

Artium: Onde você nasceu?

Alice Animal: Nasci em Cannes, no sul da França, sob o sol.

Artium: Como você definiria sua música?

Alice Animal: Eu diria que canto músicas com uma energia que às vezes é rock and roll, às vezes muito rock and roll. Eu amo riffs de guitarra elétrica e melodias cantadas. Dá um resultado contrastante ou mesmo paradoxal que me define bem.

Artium: Você compõe?

Alice Animal: Sim, costumo compor todas as músicas, trabalho com um arranjador chamado Vincent Faucher (https://www.studio55-music.fr/). Para o próximo álbum, trabalhei em algumas canções com alguns compositores para alimentar a inspiração. Foi ótimo! Já escrevi alguns textos, mas também gosto de colaborar com autores, cantar as letras de outras pessoas é muito interessante, desde que me caibam como uma luva. Como se eu mesma tivesse escrito o texto no final.

Artium: Gostei muito do vídeo “Seus elefantes rosa”. Quem teve a ideia?

Alice Animal: Meu diretor Thomas Guerigen (https://www.thomasguerigen.com/) com quem filmei o primeiro clipe de Kythera em 2017 (https://www.youtube.com/watch?v=hGmTJCn4DLw) me fez a proposta de um francês Road Trip, ou seja, em nosso pequeno interior, mas mesmo assim com um carro americano para se divertir! Foi muito engraçado dirigir um carro grande nas estradas de um pequeno vilarejo, não muito longe de onde moro. Eu amei andar de Mustang!

E então dissemos a nós mesmos “Alice Animal não deve fazer concessões.” Eu digo no refrão “você me ama demais, eu não sou sua mescalina…” Ainda é violento, não sabemos o que esse cara fez o personagem passa, então é assim que resolvo o problema, no modo guerreiro! 🔥

Artium: Sobre a música “Tandem” tem uma energia positiva, me fale sobre sua criação.

Alice Animal: Estou fazendo, com Thomas Guerigen novamente, o próximo clipe e será “Tandem”! (Esse também é o título do próximo álbum)

Escrevi o texto em uma noite e no dia seguinte fui ao estúdio, encontrei um amigo músico, Matthieu Lesenechal. Tive muitas ideias de memorandos de voz no meu smartphone e, então, tudo começou muito rapidamente. No final do dia tínhamos a música.

Nessa música, estou conversando com uma pessoa muito deprimida que está perto de mim, essa pessoa não vê um horizonte, uma luz em sua vida, então pensei comigo mesmo que um ritmo cativante e positivo seria perfeito para convidar para melhorar.

Artium: Sua voz é linda, você já fez aulas de canto?

Alice Animal: Obrigada. Comecei a cantar em um coro clássico ainda muito jovem.

Treinei meu ouvido e durante esse período eu realmente tive aulas de canto para aprender a técnica vocal.

Aí eu compus a partir dos 17 anos, eu tinha uma vontade muito forte nessa idade. Mais tarde percebi que cantar é mais expressar significado do que som: é dizer algo a outras pessoas, compartilhar uma emoção ou uma experiência, contar uma história. Aproximei-me cada vez mais da minha voz falada, aquela que se comunica diariamente. Entendi que isso é único para todos e que é por meio dele, pelo menos sem adicionar nenhum artifício, que podemos realmente fazer as coisas. Meu canto evoluiu com tudo isso.

Artium: Seu estilo de tocar guitarra é notável, teve alguma influência?

Alice Animal: Cheio de influências! Eu também fiz um pouco de música clássica na época, depois muito folk e finalmente elétrica por 5 anos agora. Gosto muito da guitarrista americana Annie Clark de Saint Vincent que é uma referência para mim. Anna Calvi, Jeff Beck, Hendrix, Jeff Buckley, Josh Homme de QOTSA, The black Keys, Jack White…. E tantos outros….

Artium: Que outros instrumentos você toca?

Alice Animal: Eu faço um pouco de violoncelo, mas me mantenho discreta.

Artium: Onde você costuma se apresentar?

Alice Animal: Durante um ano, no meu estúdio a “Fábrica de Animais”! (Com o período de pandemia, não há um concerto há um ano)…

Caso contrário, os lugares podem variar e podem ser encontrados em toda a França: centros culturais, salas de concerto, festivais….

Artium: Você tocou em outros países?

Alice Animal: Não o suficiente para o meu gosto!

Eu me diverti muito fazendo turnê em Quebec.

Eu sempre quis fazer música para poder viajar, então pretendo tocar aonde minhas músicas me levarem!

Artium: Você tem um CD gravado?

Alice Animal: Um primeiro álbum “Theogony”, gravado em 2017 nos estúdios de Peter Gabriel na Inglaterra: http://www.aliceanimal.com/store

E o seguinte “Tandem” será lançado no final de maio de 2021.

Artium: Projetos futuros?

Alice Animal: Continuo todas as semanas postando minhas cápsulas https://youtube.com/playlist?list=PLTDNm7WP0NzPAMOTwux4YHUih_1Kb7-Ti

Gravo e faço clipes, organizo a turnê do próximo álbum.

E então espero entrar e brincar com vocês!!

http://www.aliceanimal.com/

https://www.youtube.com/c/AliceAnimal/featured

Vídeos:

NAVKA

Tempo de leitura: 2 minutos

Artium: Seu nome verdadeiro é Navka?

Navka: Meu nome verdadeiro é Maryna Tymofiychuk, foi assim que fui registrada até 2018. Mas então decidi escolher um apelido, então com o tempo me tornei NAVKA.

Navka é uma menina da mitologia ucraniana que nasce na primavera e traz felicidade às pessoas. Eu a associo às sardas e comecei minha carreira com um novo pseudônimo com a música “Podolyanochka”, que eu mesmo editei. Este é um apelido muito próximo para mim, que considero como meu próprio nome. Quero semear o positivo, como fez a mariposa ucraniana (Navka – em Bukovyna).

Artium: Com que idade você começou a cantar?

Navka: Cantei desde criança, mas não era no palco, mas geralmente em casa e no coral. Na primeira série comprei um piano e fui para a escola de música. Desde que me lembro, sempre escrevi poesia, provavelmente na terceira série. Mas nunca pensei que me tornaria cantora, porque era meu sonho simples e desejo secreto. Aí tive na cabeça a ideia de que só os escolhidos se tornam cantores e, portanto, não tenho lugar aí.

Artium: Você teve aulas de canto?

Navka: Em algum momento do 9º ano eu fui para os vocais, e minha professora me garantiu que eu escrevo belos poemas que têm a chance de se transformar em belas canções. Isso é o que me deu fé em mim mesma, porque a professora da época era muito famosa – Olena Kuznetsova (cantora que tocou “Chervona Ruta” pela primeira vez junto com Volodymyr Ivasyuk). Elena incutiu em mim autoconfiança.

Artium: Onde você nasceu?

Navka: Em Chernivtsi, Ucrânia

Artium: Conte-nos um pouco sobre o projeto da canção folclórica ucraniana “Ucrânia nas canções”?

Navka: Na verdade, esse projeto nasceu há muito tempo. Colecionei canções folclóricas ucranianas há mais de 5 anos, arranjei-as no ano retrasado, mas somente a quarentena me inspirou a colocar todas as minhas ideias em prática. E, como se viu, os ucranianos precisam desse projeto, não importa em que país estejam.

Artium: Qual estilo musical você mais gosta?

Navka: Na verdade, sou uma amante da música. Eu posso ouvir pop, rock, lounge e então ligar Chopin. Não concordo com a afirmação de que existem 2 tipos de música: boa e má. Toda música tem sua vida e seu ouvinte.

Artium: Você também é compositora?

Navka: Sim, sou uma compositora. Todas as músicas que lancei para o projeto “Ukraine in Songs”, de minha autoria. Mas mesmo no projeto não me contive e acrescentei minha própria visão à música folk ucraniana. Agora também estou preparando uma nova canção de minha autoria.

Artium: Você teve aulas de dança?

Navka: Durante a minha infância, provavelmente fui umas cinco vezes em aula de dança, porque meus pais sempre me mandaram para a escola de música. No entanto, eu adorava dançar. Na universidade, senti vontade de frequentar aulas de dança, mas não deu por falta de tempo. E agora, já consciente, decidi dançar. Desde o outono passado, comecei a aulas. Aprendendo estilos diferentes, e ao mesmo tempo conheci dançarinos ucranianos poderosos que me inspiraram e continuam a me inspirar. E decidi ir dançar, porque muitas vezes sou chamada de “A Cantora mais dançante da Ucrânia”, e não sou realmente dançante. Mas, eu sou Navka, sou tão otimista, você sabe!

Artium: Projetos futuros?

Claro, pretendo fazer a segunda temporada de “Ukraine in Songs” e vou buscar o máximo apoio para este projeto para que ainda mais pessoas conheçam. Mas com tudo isso, meu objetivo é lançar minhas músicas, para não ficar associada apenas ao folk.

https://www.youtube.com/user/marymuz1/featured

Amadeus.

Tempo de leitura: 2 minutos

Artium: Onde vocês nasceram?

Amadeus: Somos romenos, e nosso projeto é 100% romeno. assumimos este papel de promover a beleza da natureza e da cultura da Roménia em todo o mundo.

Artium: Os nomes dos membros da orquestra e quais instrumentos que eles tocam?

Amadeus: Andreea Runceanu – violino

Bianca Gavrilescu – violino

Patricia Cimpoiașu – violoncelo

Laura Lăzărescu – piano.

Artium: Como surgiu a ideia de formar o quarteto?

Amadeus: Um famoso compositor da Romênia, Adrian Ordean, teve a ideia inspirado na violinista Vanessa Mae. A combinação do virtuosismo de um instrumentista de música clássica e grooves modernos foi uma ideia nova na Romênia em 2000. Ninguém fez isso. Além disso, ninguém tocava violino elétrico. Foi um começo inédito, não tínhamos outra referência além de Vanessa Mae e nossa criatividade foi totalmente incentivada.

Artium: Em que ano o quarteto foi formado?

Amadeus: Amadeus foi formada no outono de 2000.

Artium: Onde vocês estudaram música e quais instrumentos cada um? Amadeus: Eu estudei música clássica dos 6 aos 7 anos, na escola de música, depois no colegial e depois na faculdade de música. Cada uma estudou o instrumento que agora toca na Amadeus.

Artium: O quarteto compõe?

Amadeus: No palco você verá nós quatro e, conosco, Xenti Runceanu, nos teclados, que também é nosso compositor, produtor e músico, além de Radu Moldovan na bateria.

Artium: Você tem um CD gravado, qual?

Amadeus: Temos 6 álbuns lançados ao longo do tempo. O mais recente chama-se Joy e foi lançado no final de 2020. É um álbum no qual trabalhei alguns anos, contém 14 canções originais de Xenti Runceanu, irmão de Andreea.

Artium: Onde vocês se apresentam?

Amadeus: Cantamos onde somos convidados. Dá-nos imenso prazer cantar em festivais e concertos públicos onde encontramos fãs de todo o mundo, mas também temos convites para participar em eventos privados, oficiais ou corporativos.

Artium: Em quais países vocês já se apresentaram?

Amadeus: Eu toquei em muitos países da Europa, Ásia, Oriente Médio, África, países ex-soviéticos e América Latina. Eu toquei em mais de 40 países. 

Artium: Quando teremos um show do quarteto na América Latina? Amadeus: Embora a maioria dos nossos fãs sejam da América Latina, até agora só visitamos o México duas vezes. Amamos o espírito latino e realmente queremos fazer uma turnê na América Latina em um futuro próximo.

Artium: Vocês conhecem o Brasil?

Amadeus: Claro, está no topo da nossa lista de desejos quando se trata de viagens. Mal podemos esperar para ter a oportunidade de visitar o seu lindo país, e encontrar os fãs maravilhosos que estão conosco todos os dias no Facebook, Youtube ou Instagram.

Artium: Projetos futuros?

Amadeus: Este ano pretendemos lançar pelo menos dois vídeos, singles do nosso álbum Joy, para retomar os concertos que sentimos muitas saudades, já temos convites para alguns festivais na Europa e temos outro plano: para lançar no final do ano um álbum com canções de inverno, um álbum há muito esperado por quem nos ama e apoia a nossa música.

Site: https://amadeusmusic.ro/

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Instagram:https://www.instagram.com/amadeus_quartet/  

YouTube:  https://www.youtube. com / c / AmadeusMusicRO / destaque

Vídeos:

Yana Kremneva

Tempo de leitura: 3 minutos

Artium: Onde você nasceu?

Yana Kremneva: Eu nasci na Ucrânia na região de Luhansk, mas de um mês até os vinte e um anos vivi na Rússia na região de Rostov em Bataysk, depois mudei para Moscou onde vivo até hoje.

Artium: Essa dança é a do ventre?

Yana Kremneva: Na verdade, não. Essa é mais ou menos quando se compara o balé clássico com o contemporâneo, e o leste com o tribal. Eu danço na base da direção da fusão tribal, que em si é muito multifacetada, a partir de elementos étnicos que passaram por processos modernos: dança do ventre clássica, flamenco, danças indianas e africanas e outras, além de adicionar vocabulário de novas e atuais direções da dança. : popping, vogue, hip-hop, etc. A escolha do material de dança, que dominei e adaptei para mim, e formou meu estilo pessoal (caligrafia) na direção da fusão tribal.

Artium: Você criou algum movimento?

Yana Kremneva: Sim eu criei, e através da inspiração vou criando, considerando os meus conhecimento e habilidades adquiridas ao longo do tempo.

Artium: Onde você aprendeu a dançar?

Yana Kremneva: Estudei danças orientais e de salão quando criança, também recebi uma educação coreográfica superior, frequentei muitas master classes e intensivos em fusão tribal, tive aulas individuais com professores de várias tendências modernas, não tive meu próprio professor, mas haviam pessoas que me inspiravam e sou muito grata a eles por isso.

Artium: Vendo você dançar parece elástica?

Yana Kremneva: Minha dança é construída sobre o isolamento superficial do corpo e do lado de fora, uma ilusão de uma certa falta de ossos é criada, como uma cobra.

Artium: O que você faz para tornar os movimentos tão precisos?

Yana Kremneva: Prática constante!

Artium: Há quanto tempo você dança?

Yana Kremneva: Desde quando eu tinha quatro anos, comecei a fazer dança tribal de sete a oito anos atrás.

Artium: Você dá aulas?

Yana Kremneva: Sim, dou aulas desde os treze anos, aos dezesseis criei o meu próprio estúdio de dança oriental na minha cidade, durante muito tempo dei aulas numa das maiores redes de escolas de dança da Rússia, a convite, fui com muitas master classes a festivais, tenho uma equipe – “Kremushki”, e no momento dou aulas particulares e em grupo online, espero que a oportunidade de viajar o mundo com aulas volte… Eu realmente amo meu trabalho e sinto falta daqueles tempos animados!

Artium: Quando você começou a dançar, qual foi o maior desafio?

 Yana Kremneva: Se pegarmos o início do caminho como um todo, faltavam oportunidades financeiras e informacionais para adquirir conhecimento, pois não existia Internet, mas devo dizer que mesmo assim contribuiu para a capacidade de transformar o pequeno material recebido tanto quanto possível, e com base nisso, uma vez inventado e criado seus próprios movimentos, poses e elementos. Pois sempre quis deixar minha dança mais intensa, especial, para que não parecesse estereotipada e primitiva.

Artium: Onde você está se apresentando?

Yana Kremneva: Eu me apresento principalmente em festivais e grandes shows, trabalhei com artistas como Mister Rahman e Peruqua, espero que essa lista continue.

Artium: Projetos futuros?

Yana Kremneva: Eu gostaria de fazer videoclipes e coreografias para estrelas, bem como me apresentar e viajar com as aulas sozinha. Houve muitas ofertas interessantes para aparecer em clipes, filmes, projetos de televisão, programas holográficos, viajando e trabalhando com o circus du Soleil no Canadá, coreografia para um show na América e outros. Mas agora tudo isso foi adiado indefinidamente, mas tenho um vislumbre de esperança para a implementação de todos esses projetos!

Seja saudável, feliz, não pare de sonhar e cuide de si e de seus entes queridos! Com amor, Kremushka!

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Bugatti Centodieci

Tempo de leitura: 4 minutos

Novo design tridimensional

Há muitas áreas nas quais a nova edição especial Bugatti Centodieci faz eco ao antigo super carro esportivo da década de 1990. “O desafio não era deixar-se cativar demais pelo design do veículo histórico e trabalhar apenas em retrospecto, mas criar uma interpretação moderna da forma e da tecnologia da época”, diz Achim Anscheidt, diretor de design da Bugatti. Ainda mais esportivo que o Bugatti Chiron2 Divo3 hiper carros esportivos, mais elegantes e atemporais como o La Voiture Noire4, é um Bugatti único para os entusiastas.

“Enfrentamos vários desafios técnicos em termos de desenvolvimento e design do Centodieci”, diz Achim Anscheidt. O EB110 é um super carro esportivo bidimensional, muito plano, em forma de cunha e graficamente quase bidimensional do final dos anos 80. “Transportar esse olhar clássico para o novo milênio sem copiá-lo era tecnicamente complexo, para dizer o mínimo. Tivemos que criar uma nova maneira de combinar os requisitos aerotérmicos complexos da tecnologia Chiron subjacente com uma aparência estética completamente diferente.”

O radiador plano em forma de ferradura na frente revela sua profundidade apenas pela vista lateral, com o recém-desenvolvido spoiler dianteiro de assento profundo e as entradas de ar de três seções proporcionando uma combinação perfeita. A frente do Centodieci é muito baixa. A icônica ferradura Bugatti foi reduzida de acordo, enquanto o logotipo da Bugatti Macaron fica no capô, que é interrompido no centro por um elemento preto. “Isso nos permitiu reavivar as memórias do EB110”, diz Achim Anscheidt. A seção frontal otimizada com o divisor dianteiro estendido e o fluxo de ar através do capô melhoram ainda mais a aerodinâmica do carro.

A frente está subordinada à geometria geralmente baixa do veículo, apesar de sua superfície de refrigeração predominante original. Os faróis recentemente desenvolvidos, complexos e muito estreitos, com luzes diurnas LED integradas, proporcionam a combinação perfeita. Graças aos elementos de iluminação recém-desenvolvidos, estávamos estilisticamente livres nas seções dianteira e traseira para prestar uma homenagem respeitosa ao EB110, ao mesmo tempo em que transpusemos essa reminiscência visual atraente para a tecnologia moderna”, diz Achim Anscheidt.

“Incorporamos o design em forma de cunha no processo de desenvolvimento, mas o levamos para uma nova direção”, diz o designer. Em vez de copiar a cunha clássica italiana na qual a tração corre da traseira para a roda dianteira, sugerindo um salto dinâmico para a frente, Bugatti inicia um novo caminho no Centodieci. A linha Bugatti, de outra forma dominante, a linha C no pilar B, dá lugar a um novo design Significativamente menor que o Chiron2, cinco insertos de ar redondos – posicionados na forma de um diamante – garantem a entrada de ar suficiente para o icônico motor de 16 cilindros. Desta forma, a Bugatti apresentou a cunha de salto visual do EB110 SS para um novo milênio.

Em vez da traseira gráfica bidimensional do EB110, com suas duas luzes traseiras em forma de pílula, o Centodieci conta com uma ampla abertura de saída de ar para termas térmicas de motor mais eficientes, dando vida aos elementos de luz traseira em parentesco gráfico com a EB110. Demorou vários meses para desenvolver soluções para garantir uma temperatura equilibrada. Como no EB110, o motor é visto atrás de uma superfície de vidro transparente. A traseira é formada em um único orifício de ventilação, caracterizado pelos oito elementos da luz traseira, 2 + 2 tubos de escape posicionados um sobre o outro em um acabamento anodizado preto mate e um difusor de desempenho para melhorar a força descendente. A asa traseira pendente está permanentemente fixada no estilo do EB110 SS original. Isso aumenta a força descendente. A força descendente é suportada pela porta traseira aerodinâmica e por uma janela traseira otimizada para fluxo laminar.

O motor de 16 cilindros oferece agora 1.600 hp

Em vez do V12, o Centodieci apresenta o icônico motor W16 de 8,0 litros com 1.176 kW / 1.600 hp a 7.000 rpm. Uma entrada de ar adicional na área do radiador de óleo regula de forma confiável a temperatura do motor com desempenho aprimorado. O Centodieci corre de 0 a 100 km / h em 2,4 segundos, para 200 km / h em 6,1 segundos e para 300 km / h em 13,1 segundos; a velocidade máxima é cortada eletronicamente a 380 km / h. “Não é apenas a velocidade máxima que faz um carro esportivo hiper. Com o Centodieci, mais uma vez demonstramos que design, qualidade e desempenho são igualmente importantes”, afirma Stephan Winkelmann. Comparado com o Quíron2, o Centodieci economiza 20 kg de peso sem carga. Entre outras coisas, um limpador de para-brisa leve e estabilizadores feitos de carbono são usados. Isso permite uma sensacional relação potência / peso de apenas 1,13 kg por cavalo-vapor. “O aumento da potência e o menor peso melhoram ainda mais o desempenho – para uma aceleração ainda melhor em altas velocidades. O Centodieci oferece aos nossos clientes uma relação potência / peso aprimorada e manuseio ainda mais dinâmico”, afirma Stephan Winkelmann.

O novo tom de tinta corresponde a isso. “Com o acabamento da pintura de comunicação em branco, estamos demonstrando um poderoso contraste com o La Voiture Noire – o carro preto apresentado em março: duas forças completamente opostas e relacionadas, como yin e yang”, diz Stephan Winkelmann. Ele diz que foi isso que continua a diferenciar a Bugatti após 110 anos.

Naturalmente, os clientes podem ter seus Centodieci de edição especial pintados na cor Bugatti de sua escolha. A pequena série, limitada a dez veículos (e já esgotada) e artesanal em Molsheim, na França, será entregue em dois anos a preços unitários a partir de 8 milhões de euros mais IVA. Após um curto período na Itália, a Bugatti está de volta à sua antiga sede em Molsheim, na França, há quase 20 anos. Foi aqui que Ettore Bugatti produziu os primeiros veículos que levavam seu nome no final de 1909.