Archives dezembro 2020

MPB e isolamento social em novo clipe de Das Neves

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A levada do violão de nylon e a voz calma de Das Neves, como pares que nasceram para ficar juntos, levam o ouvinte para um mundo simples. Da simplicidade, nasce a grandeza de “Casa”, segundo clipe do álbum “Interiores” (2020). Produzido, gravado, dirigido e editado pelo músico em sua própria residência, em Santos (SP), a canção é uma amostra do cotidiano do artista durante a pandemia.

“Como estávamos em quarentena, não poderia realizar a gravação de um clipe, então utilizei os recursos disponíveis. No primeiro clipe, da música “Boa Viagem”, utilizei imagens do filme em domínio público. Enquanto neste, busquei fazer algo de maneira bem simples, e de forma que pudesse fazer sozinho dentro de casa, mas que expressasse a música, que fala justamente sobre o cotidiano durante a quarentena. O clipe traz essa sensação dos dias passando, lentamente e sempre iguais. Essa repetição dos dias em confinamento.” define Das Neves.

A música “Casa” é considerada por Das Neves a que mais exemplifica a temática de “Interiores”, que evoca os sentimentos vividos durante a quarentena.

“O álbum fala sobre a ideia da reclusão imposta pela pandemia. Músicas que falam sobre a vontade de estar em outros lugares, e relembrando momentos que estamos impossibilitados de viver. O material visual também mostra isso, imagens de pessoas em movimento, de lugares, e da saudade de estar do lado de fora, enquanto passamos meses do lado de dentro.”, explica Gabriel Neves.

Das Neves é o projeto solo de Gabriel Neves, multi-instrumentista e conhecido baterista de Santos (SP). A carreira solitária teve início em 2017 e de lá pra cá lançou os álbuns “Paraíso” (2017), “Memória” (2019) e o mais recente, “Interiores” (2020). Durante este tempo de vivência, Das Neves se apresentou em um grande circuito na Baixada Santista e em São Paulo, chegando a tocar com artistas como Bemti, Heitor Vallim, Yuri Cascaes, e etc.

Texto Crédito: Julia Ourique assessoria de imprensa.
Crédito da foto: Arquivo pessoal.

ARPI ALTO

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Artium: Onde você nasceu?

Arpi Alto: Nasci em Yerevan, Armênia.

Artium: Como você soube da “bossa nova”?

Arpi Alto: Gosto de jazz e sempre ouvi jazz. Para mim, a Bossa Nova é uma mistura de música brasileira e jazz. Essas melodias estão perto do meu coração, eu sinto essa música.

Artium: Você gosta de música brasileira?

Arpi Alto: Gosto de Bossa Nova, com certeza.

Artium: De quais cantores brasileiros você mais gosta?

Arpi Alto: Minha favorita de todos os tempos é Astrud Gilberto, também gosto do dueto dela com George Michael.

Artium: Quais outros ritmos você gosta?

Arpi Alto: Como músico, a música clássica está no meu coração, mas a percepção do jazz é muito mais profunda. Quando se trata de outros tipos de música o que me comove é o clima do momento, ouço muito música.

Artium: Sua voz é angelical, mas eu estava tentando imaginar você cantando um rock que você achou da ideia?

Arpi Alto: Não tenho certeza se seria uma grande cantora de rock, mas realmente quero tentar colaborar com um cantor de rock em particular e gravar uma música que combine minha voz com a voz de um roqueiro.

Artium: Você já tem um CD gravado?

Arpi Alto: Ainda não tenho um CD, mas todas as minhas músicas estão disponíveis em serviços de streaming e em meu site ginosimusic.com. Espero poder lançar meu EP em breve.

Artium: Em quantos países você se apresentou?

Arpi Alto: Estou em turnês desde os 17 anos. Já estive em mais de 15 países na Europa, Oriente Médio e Rússia.

Artium: Você também compõe?

Arpi Alto: Sim, estou trabalhando para lançar uma coleção de minhas canções originais em breve.

Artium: Você toca algum instrumento?

Arpi Alto: Toco piano desde os três anos de idade. É meu instrumento de escolha, especialmente ao compor. No entanto, quando sua mãe é uma pianista de jazz com formação clássica, as expectativas são muito altas! Estudei música e recebi educação formal como pianista, concluindo o mestrado em 2016.

Artium: Projetos futuros?

Arpi Alto: Estou trabalhando na gravação e no lançamento de minhas músicas originais. Pretendo gravar meu primeiro EP que contará com 5 músicas. Lancei uma campanha de arrecadação de fundos no meu site ginosimusic.com e espero receber apoio do meu público para poder produzir meu primeiro EP. É muito importante para mim trazer minhas músicas originais para o mundo.

Artium: Quando teremos uma apresentação sua no Brasil?

Arpi Alto: Recebi convites para visitar o Brasil, mas a pandemia de Covid arruinou os planos de todos. Espero que possamos viajar em breve e possamos visitar seu lindo país. Desde a infância tenho uma ideia romântica do Brasil com praias de sonho e gente bonita, espero que meu sonho se torne realidade em um futuro próximo.

Site: https://www.ginosimusic.com/home

Vídeos:

COLUNA DUDA OLIVEIRA

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“A ruína pode nos dizer mais sobre quem olha que sobre o que é olhado.” (Weiwei)

Confesso que tenho muita resistência em lançar um olhar poético sobre a paisagem de destruição da Baía de Guanabara. Percebo as pessoas admirando o pôr do sol, a paisagem e tudo que envolve “o belo e o Amaro”, parafraseando Caetano Veloso. Não consigo sentir o espetáculo sem perceber o pano de fundo. Vejo uma Baía em coma, nela estão presentes o fracasso de todos nós, as contradições dos períodos históricos anteriores e o fim de qualquer utopia.

Ao mesmo tempo, percebo que a crise sanitária criada pela pandemia nos deu a oportunidade da redenção da verdade mais explícita sobre o fim de tudo: a apatia está nos matando. Urge que tenhamos um posicionamento sobre a natureza, afinal “Ricardos Salles” se criam em terrenos férteis de negação.

 É tempo de olhar a natureza e observar que a mesma tem o poder de retomada da criação e de apropriação da construção humana, numa espécie de “impacto ambiental reverso”, a força da natureza envolve as carcaças abandonadas de navios, projeta as estruturas amorfas desses e evidencia as frágeis relíquias de ferros corroídos. Camadas de materiais minerais se depositam no fundo das embarcações, cracas de ostras fazem da lata velha um habitat, pequenos vegetais emergem rasgando o metal pesado, berçários de peixes transformam o raso espelho d’água em aquário: Paradoxo Industrial ou Utopia da Modernidade?

A Baía de Guanabara é uma instalação em exposição permanente de obras produzidas por seus observadores; não obstante, o desconforto que causa e o medo de ser capturado pela obra humana representativa de crises culturais, sociais e políticas, desencoraja e constrange os possíveis aventureiros.

“Perigo e Oportunidade” são dualidades de palavras compostas no idioma chinês. Wei-ji é uma expressão utilizada pelos orientais para definir que só é possível ter evolução cultural humana, quando o perigo passa a ser uma oportunidade de reflexão. Formamos um todo orgânico e a compreensão disso faz de nós, protagonistas do espaço transformador, uma espécie de descoberta do corpo em experimentação Duchampiana, um receptáculo aberto a sentir, dando expressão real e total à contemplação.

Crédito de fotos: Toni Continho

The’s Arranjus

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Artium: Qual o ano da formação da banda?
The’s Arranjus: Ano de 2012.
Artium: Quantos integrantes tem a banda, e os nomes?
The’s Arranjus: Somos em quatro integrantes: Marcelo Bertapeli, Marcelo Dias, Walker F’ Tamburi e Marcos Denk.
Artium: O que faz cada um?
The’s Arranjus: Marcelo Bertapeli (Guitarra base/voz), Marcelo Dias (Bateria/backing) Walker F’ Tamburi (Letras, guitarra, violão e voz) e Marcos Denk (Letras e contra baixo).
Artium: O motivo que levou a formação da banda?
The’s Arranjus: Primeiro a amizade depois mesmos gostos musicais, afinidade e vontade de mostrar nossas ideias.
Artium: O estilo musical que a banda toca?
The’s Arranjus: Tocamos rock na sua essência mais simples.
Artium: A banda também compõe?
The’s Arranjus: Sim eu Marcos Denk e Walker fazemos as letras, músicas e a banda se reúne e faz os arranjus finais.
Artium: Tem CD gravado e quais?
The’s Arranjus: Gravamos dez músicas, porém devido a pandemia ainda estamos em fase de mixagem e produção final.
Artium: Tiveram alguma influência musical e quais?
The’s Arranjus: Sim do rock britânico do final dos anos 70 e 80, Vertentes do Punk Rock, Hard Core e Rock Nacional São Paulo e Brasília.
Artium: Onde se apresentam?
The’s Arranjus: Em festivais, bares que abrem espaço para musica autoral, festas de amigos enfim qualquer lugar que formos convidados.
Artium: Qual apresentação com maior público até hoje?
The’s Arranjus: Tocamos em 2019 em um festival na cidade de Quatro Barras para um público notável onde recebemos o prêmio de banda destaque.
Artium: Projetos futuros?
The’s Arranjus: Finalizar o CD, colocar em prática novas composições, tocar e tocar.
Artium: Em que país gostariam de fazer um show?
The’s Arranjus: Portugal e Inglaterra.

Contato: https://www.instagram.com/thesarranjus/

Vídeos da banda:

https://www.youtube.com/watch?v=sYnqOB_KLKE

Antiprisma “Canção da Árvore”

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Ser forte não é fácil. É preciso suportar, é preciso ter suporte. Em uma analogia entre a superação de obstáculos e o vigor das árvores, surge o clipe de “Canção da Árvore”, canção do Antiprisma (SP) presente no disco “Hemisférios” (2019). O vídeo produzido com a técnica stop motion é dirigido por Natália Rodrigues, que se aperfeiçoou na técnica durante o período de quarentena. Com forte influência do folk e do rock psicodélico, o videoclipe é o terceiro a surgir do segundo álbum da banda.

“No vídeo de “Fogo Mais Fogo” eu acho que a gente foi o foco. Em “Lunação” escolhemos uma personagem para representar todas as ideias. Já nesse clipe novo procuramos um caminho que pra gente fosse inédito. Sempre gostamos de animações em stop motion e essas coisas todas de massinha, é um tipo de linguagem que me instiga”, avalia Victor José (voz, violão e viola caipira).

A inspiração para o vídeo de “Canção da Árvore” surgiu da própria diretora, Natália Rodrigues, que teve a liberdade para escolher a música que quisesse trabalhar. De acordo com Victor, após acompanhar o trabalho da artista pelas redes sociais, ficou imaginando como seria um clipe no formato stop motion.

“As animações em massinha me trazem um sentimento de nostalgia. Me remete desde programas de TV que eu assistia quando criança até vinhetas da MTV. Nossas escolhas para lançamentos são feitas de forma muito orgânica e espontânea, e com esse clipe não foi diferente. Para nós, esse é um trabalho que conversa muito com as nossas vidas no cenário atual, tanto pelo tema da música quanto pela maneira como foi feito o vídeo.”, analisa Elisa Moreira Oieno (voz, violão e guitarra).

Ainda de acordo com Elisa, foi a própria diretora que também cuidou do roteiro, sem receber nenhuma orientação do Antiprisma. 

“Quando ela mostrou para nós, ficamos muito surpresos e felizes com o quanto que a ideia dela casou com a nossa própria percepção sobre o significado dessa música. Fazer um clipe para ‘Canção da Árvore’ foi uma decisão espontânea, e de certa forma, o clipe reflete muito o sentimento do que estamos vivendo também. Tudo meio suspenso, repetitivo, e com uma reflexão importante que esse objeto ‘árvore’ traz para nossas vidas e que devemos nos lembrar de vez em quando.”, aconselha Elisa.

A percepção de Elisa é completada por Victor, que acredita que a confusão vivida em 2020 incentiva o Antiprisma a explorar mais as canções do disco “Hemisférios”. E conta uma novidade sobre a formação ao vivo da banda, que também conta com os músicos Rafa Bulleto (baixo) e Ana Zumpano (bateria).

“Pode vir mais coisa por aí, quem sabe. O que dá pra dizer é que também já estamos trabalhando em novas músicas, arranjando, tocando, vendo o que pode dar certo. Depois de oito meses em casa conseguimos tirar um tempo e fazer o isolamento com nossos amigos e parceiros de banda, Ana Zumpano e Rafa Bulleto. Tem sido muito bom voltar a tocar com eles e mexer com coisa nova.”, finaliza Victor.   

O clipe de “Canção da Árvore” contou com direção, produção e roteiro de Natália Rodrigues. A edição do videoclipe foi realizada pelo Antiprisma. A música faz parte do álbum “Hemisférios” (2019), lançado via Alcalina Records e considerado um dos Melhores do Ano por diversos sites especializados.

Texto Crédito: Jonathan Beer assessoria de imprensa.
Crédito da foto: Ana Zumpano.