Archives maio 2021

ANTONIA MORAIS

Tempo de leitura: 3 minutos

Antonia Morais

Misture o talento musical do cantor e compositor Orlando Morais com o da atriz Glória Pires e o resultado dessa genética está impresso na filha, a atriz, compositora e cantora Antonia Morais. Mais conhecida pelo trabalho na televisão, Antonia lançou no final do ano passado o seu segundo álbum, “Luzia 20.20”, que traz 7 faixas.  O nome “Luzia” é uma homenagem ao primeiro fóssil encontrado no Brasil, que foi quase totalmente destruído no incêndio do Museu Nacional. “Luzia 20.20” é um trabalho bem autoral, com muita personalidade e qualidade musical.

Artium: Antonia, como multiartista o que mais te preenche, compor e cantar ou atuar?

Antonia Morais: Ultimamente a minha carreira na música tem me seduzido mais, para mim não é viável fazer as duas coisas ao mesmo tempo, então eu escolho a que está fazendo mais sentido para mim no momento. Ultimamente é a música.

Artium: Sendo de uma família de artistas, impossível não perguntar qual a influência deles na sua carreira?

Antonia Morais: Acho que o fato de ter crescido acompanhando a carreira deles nos bastidores, a rotina de trabalho, o meio artístico. Isso fez com que as duas áreas se tornassem muito familiares para mim.

Artium: Desde seu primeiro álbum, você tem uma forte influência da música eletrônica, embora em “Luzia 20.20” você traga muitos elementos melódicos, inclusive mesclando MPB, entre outros estilos. Quais são suas referências? De onde você tirou inspiração para este último trabalho?

Antonia Morais: Minhas referências foram subjetivas e inconscientes. Não mirei em ninguém especificamente. Eu estava com vontade de fazer um som mais condizente com as paisagens do Brasil, então pensava em artistas que escutei a vida toda. Põe aí um João Gilberto, um Caetano, um Orlando Morais, kkk.

 Artium: Qual o seu envolvimento na produção do disco? Você também toca algum instrumento?

Antonia Morais: Em “Luzia 20.20” eu compus todas as letras e a maior parte das melodias. Eu participo de tudo. Minha música é muito fiel a mim, então embora eu divida com pessoas extremamente talentosas e criativas, a palavra final é sempre minha. Mas eu sei escutar também, porque confio no talento das pessoas que eu escolho. Sim, toco piano e estou fazendo aula de guitarra.

 Artium: No clipe “Santa Máquina”, no meio de uma natureza exuberante, você parece estar confrontando duas forças. É isso mesmo?

Antonia Morais: É isso mesmo. Porém, hoje em dia teria feito um clipe diferente. Não pelo significado do clipe, mas naquela época eu ainda não tinha entendido a minha linguagem visual e a minha estética. Ficou entre uma coisa e outra.

 Artium: Em contrapartida, “Xilíks” traz uma paisagem bem urbana. Onde ele foi gravado? Fale um pouco sobre o clipe.

Antonia Morais: Foi filmado em Brasília onde eu estava passando minha quarentena. Quis trazer uma paisagem mais horizontal, geométrica e foi dirigido pelo Helder Fruteira, que é de Brasília. Eu tinha visto um vídeo dele de skate e eu adorei.

Artium: O álbum foi produzido durante a pandemia. Quais foram os maiores desafios que o momento trouxe para o seu trabalho?

Antonia Morais: Não encaro como dificuldades, mas como uma nova condição.

Para mim, embora me faça a pessoa mais feliz do mundo, nunca é fácil ou simples fazer música. Eu sou muito exigente, detalhista e não faço nada por fazer. Produzir a distância, acompanhar a mix era complicado, existe muita falha de comunicação. Mas deu tudo certo. Finalizamos “Luzia 20.20” a distância, cada um confinado na sua casa.

Artium: Falando de produção solitária em casa, no seu primeiro álbum “Milagros”, de 2015, você compôs, produziu e gravou no seu quarto e você tinha apenas 19 anos. De onde veio essa ideia?

Antonia Morais: Nem eu sei, kkk. Foi uma necessidade de expressão. Eu não queria participação ou interferência de ninguém. Era muito pessoal e solitário.

Eu precisava encontrar meu som, meu barulho e colocar muitas coisas para fora sem lapidar.

Artium: De “Milagros” para “Luzia 20.20”, o que mudou em você como artista?

Antonia Morais: Sinto que amadureci como artista e como mulher, me aceitei mais como cantora e compositora. Foram duas fases de vida muito diferentes.

Artium: Se você tivesse que escolher uma das canções do último disco para representar o seu momento atual, qual seria e por quê?

Antonia Morais: Elas não representam mais meu momento atual, eu estou em outra fase agora. Acho que as que estou produzindo atualmente vão dizer mais sobre o meu presente.

Artium: Para finalizar, fale dos seus próximos projetos.

Antonia Morais: Tenho o vinil de “Luzia 20.20” para lançar no meio deste ano, ele vai ter uma música inédita. Vou fazer um show virtual para o lançamento, e serei acompanhada pelo DJ e produtor musical Zopelar. Estamos rearranjando todas as músicas de “Luzia 20.20”. Tenho dois shows marcados para o final desse ano no Festival Rock The Mountain, mas não sei como vai acontecer por conta da pandemia. E estou trabalhando no meu novo álbum, que será lançado em janeiro do ano que vem.

Site: https://www.luzia2020.com/

Agradecimentos a: Perfexx Assessoria | www.perfexx.com.br

Entrevista: Camila Bardini.

Fotos: Arquivo pessoal.

Relação de vídeos:

ALICE ANIMAL TANDEM

Tempo de leitura: < 1 minuto

Tandem é o terceiro clipe que estou dirigindo para Alice Animal. Devo admitir que essa é minha música favorita, meu próprio hit. Fiquei feliz por estar de volta à estrada com Alice neste projeto. E da estrada podemos dizer que fizemos algumas! Em uma equipe mais do que pequena, para não dizer em conjunto: Alice e a câmera. Nós dirigimos por quilômetros, mas não em um Ford Mustang desta vez (veja “Seus Elefantes Cor-de-rosa”) para encontrar paisagens que contrastassem o suficiente entre si! Queríamos oferecer uma viagem múltipla sem transição (mas são eles que mais nos demoram!) E com uma constante: o sorriso comunicativo e a energia da Alice.”

Thomas Guerigen (o diretor)

“Essa música. Tandem eu escrevi em uma noite. Estou falando com uma pessoa que está perto de mim, uma pessoa que vive em um baço permanente e que eu gostaria de ver sorrir novamente. Mas também me dirijo àqueles que se encontram nesta terra de ninguém emocional e aceito se deixar levar pela viagem que estou propondo e pelas emoções que ela traz”.

Alice Animal

O clipe 

Ao longo da música, Alice está se dirigindo a essa pessoa (quem poderia ser você?). 

Rapidamente entendemos que o clipe será um convite para viajar em lugares vivos ou abandonados, mas adequado para tocar a sensibilidade do espectador. 

Alice deseja de fato que seu interlocutor mude de perspectiva seguindo-a em seus múltiplos pontos de vista, deixando-se conquistar pelo prazer de dançar, ao ritmo de seu sorriso.

Saímos em um turbilhão de energia que não tem outro objetivo a não ser dar ânimo!

VUASE & TAMY TECTONIZA

Tempo de leitura: 2 minutos

Experimentos sonoros e visuais do produtor musical Eduardo Arrj (Andaluz), resultaram no projeto solo Vuase. A música instrumental eletrônica “chill out” se funde com ambiência e sons percussivos, explorando elementos digitais e de gêneros musicais brasileiros. Seguindo esta ideia, o músico convida Tamy Tectoniza para uma collab no single “Quare”. O lançamento também conta com um vídeoclipe repleto de interpretações corporais, efeitos e cores, realizado no DIY, com isolamento social, seguindo o processo de gravação à distância. A canção é um lançamento do selo Alcalina Records, do qual o músico faz parte.

“A música sempre me inspirou e o que transborda nos meus sons é reflexo desse movimento. Com Vuase, começo a compor, deixo fluir, finalizo e lanço. Percebo nesse impulso uma ferramenta ao meu alcance para movimentar o que acredito.”, analisa Vuase.

A música “Quare” sucede o lançamento do EP de estreia do Vuase, Água e Sede, lançado em julho de 2020. O single fará parte do próximo compacto do projeto solo, com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2021.

Convidada a dar a voz em “Quare”, Tamy Tectoniza é uma cantora e compositora, que traz como influências musicais o electropop e slowcore. A ideia com as suas composições é criar um “dancing dense”, unindo o ritmo energético e letras densas.

“‘Quare’ é um trabalho de conexões à distância que materializa em ondas sonoras o mergulho em si de forma a expandir esse próprio ato. É um trabalho inspirado no abraçar de parcerias que acontecem por meio de câmeras e mensagens, mas que ainda assim, se conectam no ínfimo. O distanciamento, sem dúvida, existiu como dificultador do começo ao fim, mas de outro modo, o tempo correria ainda mais rápido, sendo a falta de tempo um substituto do semi empecilho atual, o distanciamento.”, explica Tamy Tectoniza sobre o processo de composição e gravação.

De acordo com Vuase, o título da música, “Quare” vem do verbo quarar, que significa clarear por meio da exposição a luz solar. “A ideia de quarar nuvens e luzes no varal vive no imaginário artístico e poético, com liberdade de interpretações metafóricas.”, conta o artista.

Na ficha técnica de Quare, os sintetizadores, baixo, beat, percussão e efeitos são de Vuase, enquanto letra e voz é da Tamy Tectoniza.  A mixagem e masterização é assinada por Vuase, já a capa do single é de autoria de Tamy Tectoniza. O clipe contou com direção e edição de Tamy Tectoniza.

Texto Crédito: Julia Ourique assessoria de imprensa.

Foto: Tamy-Tectoniza Crédito: JuPat-(1)

Arpi Alto, lança álbum armênio “My Soul In the Mountains”

Tempo de leitura: < 1 minuto

Arpi Alto tem o prazer de anunciar o lançamento de seu álbum armênio “My Soul In the Mountains”.

“My Soul In The Mountains” é uma história de família com o irmão, mãe e primo de Arpi Alto que contribuíram para a criação deste álbum. É uma homenagem à avó materna de Arpi, que foi a primeira a apresentar Arpi ao colorido mundo da música e a expô-la a diferentes gêneros, desde canções folclóricas armênias tradicionais até música clássica e jazz.

O álbum que consiste em nove canções é uma mistura única das duas maiores paixões musicais de Arpi – melodias folclóricas armênias e jazz. Inspirado pela riqueza da música folclórica, Arpi combina-a com melodias de jazz para apresentar a herança cultural armênia ao mundo.

A performance de Arpi e o arranjo original e o acompanhamento de sua mãe – a compositora e pianista Anahit Ter-Petrosyan – é uma viagem ao mundo do jazz clássico e ritmos étnicos puros.

“Queria partilhar a minha compreensão, a minha visão do jazz clássico e das canções folclóricas arménias. Eu amo essa mistura e gosto muito de improvisar, então foi assim que nasceu a ideia do meu álbum”, disse ela. “Minha alma nas montanhas levará você para a Armênia, minha casa ancestral nas montanhas e o lugar onde me sinto em paz.”

O álbum digital e o CD estarão disponíveis no site da Arpi Alto. Você também pode encontrar as músicas em serviços de streaming.

https://ginosimusic.com/