THE OZARK MOUTAIN DAREDEVILS

Tempo de leitura: 2 minutos

THE OZARK MOUTAIN DAREDEVILS

Integrantes: John Dillon, Steve Cash (1946- 2019, Michael Supe Granda, Bill Jones, Ruell Chappell, Ron Gremp, Dave Paiter, kelly Brown, Nck Sibley, Molly Healy.

Artium: Como e quando a banda começou?

THE OZARK MOUTAIN DAREDEVILS: Em Springfield, Missouri, em 1972, éramos apenas um grupo de compositores com ideias semelhantes que queriam compartilhar nossas canções originais com outras pessoas com as mesmas ideias.

Artium: Quais foram os shows mais memoráveis?

THE OZARK MOUTAIN DAREDEVILS: Foram tantos, que não é justo julgar ou dizer. Já tocamos para mais de 150.000 pessoas sob o Arch em St. Louis, Missouri, mas também amamos os shows íntimos.

Artium: Quais músicas vocês mais gostam de tocar e por quê?

THE OZARK MOUTAIN DAREDEVILS: Francamente, todas elas, é gratificante até hoje, que nossos fãs aproveitem nossas músicas originais. O ponto alto sempre será “If You Wanna Get to Heaven”.

Artium: Como foi a pandemia para vocês? Quais foram as dificuldades?

THE OZARK MOUTAIN DAREDEVILS: Foi difícil para todos nós, não pudemos tocar ao vivo por quase 16 meses, o que gostamos muito, mas nos permitiu reconectar com nossas famílias e apenas apreciar a oportunidade de fazer isso…

Artium: O que vocês fizeram para superar as dificuldades?

THE OZARK MOUTAIN DAREDEVILS: Nós escrevemos músicas e ainda estamos tentando criar material original, os compositores nunca param de escrever.

Artium: Que ideias e novidades vocês têm para a pós-pandemia e o futuro da banda?

THE OZARK MOUTAIN DAREDEVILS: Celebramos nosso 50º aniversário em 2022 e planejamos fazer uma turnê e continuar honrando as músicas, tocando-as para nossos fãs.

Artium: O que mais te inspira na composição?

THE OZARK MOUTAIN DAREDEVILS: Não existe uma coisa, as canções são escritas por inspiração, um momento no tempo, uma situação. Você não cria uma música, ela é entregue a você.

Artium: Que dica vocês dariam para um músico ou outra pessoa que queira trabalhar com arte no início de sua carreira?

THE OZARK MOUTAIN DAREDEVILS: Nunca desista, se você tem algo a dizer, diga…

Artium: Vocês sabiam que existem muitos fãs no Brasil? Como vocês se sentem sobre isso?

THE OZARK MOUTAIN DAREDEVILS: Estamos muito emocionados com nossos fãs em todo o mundo. E somos muito gratos por esse fato!

Artium: Quando vocês vêm para o Brasil? Os fãs estão ansiosos para a visita

THE OZARK MOUTAIN DAREDEVILS: Não por enquanto, mas adoraria fazer isso se um promotor pudesse montar uma série de shows que fizessem valer a viagem!

Artium: Como surgiu a letra da música “You Made It Right”?

THE OZARK MOUTAIN DAREDEVILS: Foi escrito por John Dillon e Elizabeth Anderson sobre uma época em suas vidas quando todas as peças do quebra-cabeça se encaixavam tão bem que foram levadas a criar uma música sobre ele.

Artium: Quantas cópias da música “You Made It Right” foram vendidas?

THE OZARK MOUTAIN DAREDEVILS: Na verdade não sabemos, mas é tocado todos os dias, em todo o mundo.

Entrevistadores:

Vinicius Vaz

Mihail Dudcoschi DRT: 0012126/PR

Agradecimento: Dwight Glenn

Site: https://www.theozarkmountaindaredevils.com/home

Biah Ramos – Nick Farewell

Tempo de leitura: 3 minutos

Biah Ramos: Brasileiro e coreano?

Nick Farewell: Brasileano (rs). Me considero duas nacionalidades de cada. Acredito que seja uma grande vantagem em conhecer e ter vivenciado duas culturas.

Biah Ramos: Nasceu onde?

Nick Farewell: Nasci em Chuncheon, capital do estado de Kyung-ki, Coreia do Sul.

Biah Ramos: Se considera mais brasileiro ou coreano?

Nick Farewell: Morando 2/3 da minha vida no Brasil, hoje, me considero mais brasileiro.

Biah Ramos: O título de seu livro, como teve à ideia de usar simplesmente “GO”?

Nick Farewell: Quando Demóstenes, o celebre orador grego, discursava, ninguém dizia “nossa, que discurso bonito”. Todos diziam, “Vamos destruir o Cartago!”. Eu queria escrever um livro que levasse as pessoas à ação. Por isso, o título GO. É um livro imperativo com finalidade de que as pessoas realizassem os seus desejos e perseguissem os seus sonhos.

Biah Ramos: Em vez de usar aventura você usou “Desventura” como surgiu essa ideia?

Nick Farewell: Eu acho que são duas coisas. Aventura e desventura. Na verdade, a vida é um grande paradoxo. Eu observo na totalidade. No fim, as duas coisas no sentido refletivo e de vivência significam as mesmas coisas. Tudo resulta na vida. E isso é uma grande aventura. Para alguns podem ser desventura. Dependendo de como você absorve, aprende e deseja seguir em frente para ter êxito.

Biah Ramos: Como surgiu a história do “DJ”?

Nick Farewell: Na época em que escrevi, 2003, 2004, bares de rock alternativo estavam em alta. E eu tinha desejo de incorporar a música como uma espécie de personagem. Inclusive, para entender melhor o personagem DJ, eu mesmo comecei a discotecar. Diria que eu virei o personagem depois. Posso dizer que eu vivi o livro e não o contrário.

Biah Ramos: Muitas pessoas me falaram que acharam a história como uma poesia concorda?

Nick Farewell: Sério? Não ouvi muito isso (rs). Mas se você está dizendo isso, agradeço. Eu acho que GO tem muito de prosa poética. Eu tentei me concentrar em tragicomédia. Ao descrever a vida em termos de tragicomédia, percebi que resvala muito na poética. É novamente o paradoxo da vida se manifestando. Na verdade, não é que a história é uma poesia. A vida é uma poesia.

Biah Ramos: A história é baseada em fatos reais?

Nick Farewell: Alguns sim, alguns não. O mais engraçado é que o que parece ficção e realidade e o que parece realidade é pura ficção. Acredito que uma das graças do livro é essa também. Você tenta adivinhar o que é real ou que é ficção. No fim, descobre e entende sobre a vida. E acredito que é isso é real.

Biah Ramos: Quantos livros você já escreveu?

Nick Farewell: Sete. Além de GO, Manual de sobrevivência para suicidas (poesia), Mr. Blues % Lady Jazz (romance). Uma vida imaginária (romance), Reversíveis (poesia). Não existem super-heróis na vida real (HQ) e Valdisnei Um Dois Três Quatro da Silva (Romance).

Biah Ramos: Qual livro que caiu no gosto do público?

Nick Farewell: É difícil dizer isso, no fundo, porque meus leitores são fiéis. Quase todos meus leitores fazem coleção dos meus livros (rs). Mas tudo começou realmente com GO. É um livro tão passional e impactante na vida dos leitores que eles fazem tatuagem do título.

Biah Ramos: Teremos outros lançamentos?

Nick Farewell: Sim. Eu já tenho dois livros prontos da trilogia de livros ilustrados. E penso em escrever um que se passa na pandemia. Fora isso, pasme, já tenho ideia para mais 9 livros.

Biah Ramos: Projetos futuros?

Nick Farewell: No momento, estou me concentrando em cinema e seriado. Mais especificamente, escrevendo roteiros. Já tenho um seriado em andamento que assinei o contrato com uma grande produtora e pretendo dar continuidade escrevendo histórias surpreendentes e relevantes para o público brasileiro e mundial. Estou empenhado em aumentar a audiência das minhas histórias, diversificando a minha atuação, inclusive, atuando no exterior.

Li Otta

Tempo de leitura: 2 minutos

Artium: Compositora, arranjadora e maestro, você tem música na sua alma?

Li OTTA: Claro, sempre tive música na minha alma. É a alma que permite que a música seja realizada. Não há outra maneira de criar música.

Artium: A música “Royal Safary” é simplesmente linda, você a escreveu?

Li OTTA: Sim, obrigada!

Artium: O que te inspirou a criar Sheldo?

Li OTTA: A música sempre vem na forma de energia, que é realizada através do conteúdo musical, sons, ritmos, timbres, etc… Então é inventado um nome que melhor se adapta à música resultante.

Artium: Como você consegue combinar todos esses estilos em uma música?

Li OTTA: Eu amo a orquestra e sempre penso nas cores da orquestra. Cada instrumento é um personagem do teatro musical. Aparentemente, tenho essa percepção. É colorido e bonito.

Artium: Como você descreveria suas músicas?

Li OTTA: Canções sem palavras. As palavras não são necessárias aqui, elas são supérfluas. A própria música pode dizer muito. É a música instrumental que pode dar ao ouvinte mais do que uma canção.

Artium: Onde você se inspira para escrever canções?

Li OTTA: Em todos os lugares. O mundo inteiro é inspiração.

Artium: Você poderia nos contar um pouco sobre os membros da banda, seus nomes e os instrumentos que tocam?

Li OTTA: Nossas participantes são meninas, tocando instrumentos diferentes. Todas elas são apresentadas no projeto como heroínas do teatro musical, que representam sua ação no palco, e as participantes se substituem, alternando em solos, duetos e outras colaborações e por isso que é orquestra. Cada participante pode tocar vários instrumentos conosco. Alexandra toca pratos e saltério bielorrussos, Maria toca bateria, darbuka, vibrafone, Oksana toca violino, Olga toca guitarra elétrica, esta é uma representante do rock na banda, também uma cítara indiana e uma bouzouka grega, Anya, toca teclados, assim como flauta pan e flauta Hulusi chinesa, Alla toca trombone e acordeão, Katya, baixo, bouzouk irlandês e banjo.

Artium: A orquestra tem um CD gravado, como e onde comprá-lo?

Li OTTA: Temos três álbuns e três singles. Eles são apresentados em todos os recursos digitais iTunes, Amazon, Spotify e outros. Existem muitos deles. Basta inserir o nome do grupo Otta Orchestra no sistema dessas lojas digitais e os nomes dos nossos discos aparecem.

 Artium: Vocês já tocaram fora da Rússia, como foram recebidas?

Li OTTA: Fizemos dois shows solo na China, fomos muito bem recebidas. O público chinês é muito amigável.

Artium: Quando vocês vão tocar no Brasil?

Li OTTA: Ficaremos felizes em tocar no Brasil, gostamos muito deste país. ele é muito extraordinário em acolhimento e cultura. Acho que o público brasileiro também vai se interessar pelo nosso trabalho, então teremos o maior prazer em considerar um convite para tocar para vocês.

Artium: Projetos futuros?

Li OTTA: Nosso credo é agradar os corações e as almas das pessoas com a nossa música, transmitir a elas nossa criatividade, e por meio de nossa música, aquecê-los, e encher seus corações de amor. Portanto, nossos projetos futuros será, fazer shows sempre que possível, em todos os lugares do mundo.

Site: http://www.ottaorchestra.com/musicians.html#

Relação de vídeos:

https://www.youtube.com/watch?v=Yk_ESgNGi9I
https://www.youtube.com/watch?v=4yyBHT0-r30
https://www.youtube.com/watch?v=YIX1N7yFdr0
https://www.youtube.com/watch?v=uguYkIj_DBo
https://www.youtube.com/watch?v=nehgvghXmTQ
https://www.youtube.com/watch?v=RJMSX7qTvws

RockMilady

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Artium: Você nasceu em Budapeste?

RockMilady: Não, nasci em Győr, mas morei em Budapeste durante meus estudos na Universidade de Medicina. Depois de terminar, voltei para Győr, aqui trabalho como dentista e também com música.

Artium: Cantora, guitarrista, médica dentista não é muito para apenas 25 anos?

RockMilady: Tocar violão faz parte da minha vida há 11 anos. Comecei a aprender quando fui para a escola primária. Tive um professor muito bom. Quando fui para o ensino fundamental, decidi ser médica, então me inscrevi para a Faculdade de Medicina, onde estudei para ser dentista. Naquela época também fiz alguns shows e aparições nas maiores TVS, mas apenas nas mais importantes. Terminei a faculdade com 24 anos trabalho na minha profissão e continuo tocando.

Artium: Você também compõe?

RockMilady: Certamente, eu tenho muitas músicas próprias, mas em meus shows eu toco adaptações também. No momento, a versão para guitarra de Hallalujah de Leonard Cohen é a mais popular. Cerca de 10 milhões de pessoas assistiram no Youtube até agora.

Artium: Você começou aos 14 anos na guitarra ou violão?

RockMilady: Sim, comecei a tocar violão aos 14 anos. Eu me apaixonei por esse instrumento musical. Meus pais também me ajudaram nos estudos musicais. Dois anos depois, quando ganhei minha primeira guitarra elétrica, aprendi o solo de guitarra no final do Hotel California do The Eagles. Foi nessa época que decidi ser guitarrista solo.

Artium: Como foi recebido o seu primeiro CD lançado em 2015 e como você escolheu o título “Be my Victim”?

RockMilady: Minhas primeiras quatro músicas ficaram prontas em 2015. Uma delas é o processamento de uma música de um produtor, guitarrista e cantor norueguês Ole Evenrude, que me permitiu reescrever a letra original com um novo título Be my Victim. É uma música de concerto realmente dinâmica. O CD promocional com as quatro músicas tem o mesmo título.

Artium: Fale um pouco sobre o CD ‘I’m rolling rocks’ feito em 2016, como foi recebido pelo público?

RockMilady: Tive que fazer a música e o clipe rapidamente porque fui convidada para fazer parte de um programa de TV e essa música foi escolhida para ser exibida. Primeiro tínhamos que terminar o trabalho no estúdio e depois poderíamos fazer o clipe. Felizmente, trabalhamos com um cinegrafista muito bom e conseguimos terminar o clipe em poucos dias. Tem sido um grande sucesso e uma das músicas básicas em meus shows desde então.

Artium: Suas músicas já foram tocadas em rádios de outros países, quais?

RockMilady: Sim, estou muito feliz porque há estações de rádio estrangeiras onde minhas músicas são tocadas. Primeiro, o editor de uma rádio comercial em Iowa (EUA) tocou algumas de minhas músicas com letras em húngaro com sucesso. Mais tarde, rádios espanholas, portuguesas, alemãs, uruguaias e canadenses introduziram minhas canções, o que me deixa feliz. Agora, os mais populares são a versão para guitarra de Hallelujah e o cover de I Hate Myself for Loving You de Joan Jett.

Artium: Fale-me um pouco sobre o livro ‘Rock and Roll to Death’?

RockMilady: Este livro foi escrito por um dos mais populares especialistas em rock e jornalista húngaro e é sobre as famosas bandas de rock e cantores húngaros dos anos 60 até agora. Ele escreveu que eu sou a esperança para o futuro, o que é realmente uma honra para mim.

Artium: Seu canal no YouTube “RockMilady” tem quantas visualizações?

RockMilady: Meu canal no Youtube tem quase 30 milhões de espectadores e 115 mil assinantes até agora. É por isso que recebi o Prêmio Prata para Criadores do Youtube, EUA, do qual estou muito orgulhosa.

Artium: O vídeo I Hate Myself For Loving You (Joan Jett) é simplesmente um SHOW, parabéns a sua voz, guitarra e baixista e o baterista, e quem teve a ideia da produção do vídeo?

RockMilady: Sim, neste clipe gostaríamos de mostrar a atmosfera em um show do RockMilady, então é um clipe de referência. Joan Jett é um dos meus ídolos femininos ao lado de Orianthi porque ela é versátil e perseverante. Eu também adoro essa música, então ficou evidente fazer esse cover.

Artium: O vídeo “Karácsony reggelén” me fala um pouco sobre a produção, e você tocar com a neve caindo foi legal?

RockMilady: Esta música de trinta anos foi escrita por um amigo da família. músico e compositor, László András Keszei. Eu estava pensando em fazer a versão moderna da música há muito tempo e no ano passado eu fiz. Eu cantei a música em húngaro e inglês, então fizemos dois clipes. A queda da neve foi feita no estúdio. Estou muito feliz porque muitas pessoas gostaram dessa música para o coração.

Artium: O vídeo “Hallelujah” é lindo, a combinação de sua voz e guitarra, e mais a paisagem eu diria muito inspirador, onde foi gravado?

RockMilady: Sim, talvez seja uma das músicas mais bonitas de Leonard Cohen e uma das minhas favoritas. Então, eu queria trabalhar com a música, mas não queria cantá-la porque há tantas adaptações fantásticas, então decidi deixar minha guitarra cantar em vez de minha voz. O clipe foi filmado no castelo em Dürnstein, Áustria.

Site: www.rockmilady.hu

Vídeos:

https://www.youtube.com/watch?v=fatKYRPB5sw
https://www.youtube.com/watch?v=mtDdq_-3tcw
https://www.youtube.com/watch?v=SUwZibXLwBk
https://www.youtube.com/watch?v=NuNRXq2025o
https://www.youtube.com/watch?v=gGsaqHQ3S1c
https://www.youtube.com/watch?v=CZWCxuzBCzY
https://www.youtube.com/watch?v=Q8PcmKYmdzY
https://www.youtube.com/watch?v=4WqAe7e_H5o
https://www.youtube.com/watch?v=xxmEiFv-zhk
https://www.youtube.com/watch?v=2K-0B3OzI1U
https://www.youtube.com/watch?v=dycvRVp_Q6Q

CARLO PIGNATELLI

Tempo de leitura: 3 minutos

Artium: Como começou no ramo?

Carlo Pignatelli: Quando eu ainda morava em Brindisi, meus pais me mandaram para uma alfaiataria no período da tarde, era uma espécie de pós-escola educacional onde eu aprendia trabalho de alfaiate. Com o passar do tempo fui me apaixonando. Lá pude me familiarizar com as técnicas e “segredos” da alfaiataria masculina de alto nível. Foi só quando me mudei para Torino, aos vinte anos, que comecei aos poucos e com pequenos passos a empreender minha carreira, sem pensar em exagerar, mas sempre desenvolvendo novos projetos que pudessem fazer crescer aquele pequeno laboratório, sempre em nome de uma identidade. A crescente demanda por minhas criações me obrigou a ampliar meu laboratório até a atual empresa.

Artium: Quando foi aberto o seu primeiro ateliê e em que cidade?

Carlo Pignatelli: Abri meu primeiro ateliê em Torino em 1973.

Artium: Foi bem aceito pelo público?

Carlo Pignatelli: Sim, tem sido um sucesso crescente.

Artium: Em que momento você decidiu ir às passarelas?

Carlo Pignatelli: Cerca de dez anos após a abertura do meu primeiro ateliê, organizei meu primeiro desfile de moda em um dos ambientes mais exclusivos de Torino, o Hotel Principi di Piemonte, onde apresentei as coleções masculino e feminino, que imediatamente conquistaram o público, também graças ao final espetacular, apresentei vestidos de noiva e ternos de noivos. Em 1993 cheguei às passarelas de Milano Collezioni Uomo.

Artium: Fale um pouco sobre a parceria com a Juventos F. C.?

Carlo Pignatelli: Posso dizer que é graças à minha intuição que nasceu o sindicato moda / esporte: comecei a fazer roupas sob medida como o uniforme do Juventus, depois coloquei os jogadores na passarela e comecei uma tendência seguido por muitos. A colaboração com o Juventus começou em 1995 e durou muito tempo. Profissionalmente foi um grande desafio desenhar os uniformes para os jogadores, sendo atletas seus corpos não se enquadram nos padrões e por isso é necessário um estudo particular de proporções e silhuetas.

Artium: Quantas lojas tem a marca “Carlo Pignatelli” hoje e em quais países?

Carlo Pignatelli: A rede de distribuição das coleções atualmente conta com uma loja principal em Torino e várias lojas na Itália e no exterior, enquanto uma forte estrutura de varejo garante uma presença generalizada do estilo Carlo Pignatelli em todo o mundo com mais de 400 lojas de varejo multimarcas.

Artium: Você pode nos dizer os nomes das pessoas famosas que usaram sua marca?

Carlo Pignatelli: Marcello Mastroianni, Il Volo, Mariano di Vaio, Didier Drogba, Gigi Buffon, Antonio Conte, Gabriele Muccino, Valentino Rossi e muitos outros.

Artium: Qual é a sua filosofia empresarial?

Carlo Pignatelli: Tailoring é sem dúvida a palavra-chave que melhor interpreta e define a identidade da marca Carlo Pignatelli. Uma qualidade distintiva e o mais genuíno da Mde na Itália marcam a história da marca desde a criação de suas primeiras coleções masculinas e femininas para roupa formal, até a evolução estilística contemporânea.

Artium: Como você definiria seu conceito de moda?

Carlo Pignatelli: O compromisso contínuo de reinterpretar, reinventar e até revolucionar o conceito de roupa formal desempenha um papel importante na minha moda.

Artium: De onde vem a inspiração para fazer suas roupas?

Carlo Pignatelli: Gosto de inspirar-me em várias fontes, desde as minhas viagens, filmes, pinturas… tudo se forma a partir dos princípios da harmonia, do equilíbrio geral e da elegância, elementos essenciais da minha moda.

Artium: Você tem planos de abrir uma loja “Carlo Pignatelli” no Brasil?

Carlo Pignatelli: Temos planos de expandir para o exterior e certamente o Brasil é um mercado interessante que não excluímos.

Artium: Projetos futuros?

Carlo Pignatelli: O desenvolvimento da nova linha de noivos que acabamos de lançar em colaboração com a Pronovias e a expansão para os mercados emergentes.

Website: https://www.carlopignatelli.com/

Videos:

Al bano-@-Sanremo-2015

Craig David

Denny Mendez

Eva Herzigova CarloPignatelli

Juventus

Marcello Mastroianni CarloPignatelli

ANTONIA MORAIS

Tempo de leitura: 3 minutos

Antonia Morais

Misture o talento musical do cantor e compositor Orlando Morais com o da atriz Glória Pires e o resultado dessa genética está impresso na filha, a atriz, compositora e cantora Antonia Morais. Mais conhecida pelo trabalho na televisão, Antonia lançou no final do ano passado o seu segundo álbum, “Luzia 20.20”, que traz 7 faixas.  O nome “Luzia” é uma homenagem ao primeiro fóssil encontrado no Brasil, que foi quase totalmente destruído no incêndio do Museu Nacional. “Luzia 20.20” é um trabalho bem autoral, com muita personalidade e qualidade musical.

Artium: Antonia, como multiartista o que mais te preenche, compor e cantar ou atuar?

Antonia Morais: Ultimamente a minha carreira na música tem me seduzido mais, para mim não é viável fazer as duas coisas ao mesmo tempo, então eu escolho a que está fazendo mais sentido para mim no momento. Ultimamente é a música.

Artium: Sendo de uma família de artistas, impossível não perguntar qual a influência deles na sua carreira?

Antonia Morais: Acho que o fato de ter crescido acompanhando a carreira deles nos bastidores, a rotina de trabalho, o meio artístico. Isso fez com que as duas áreas se tornassem muito familiares para mim.

Artium: Desde seu primeiro álbum, você tem uma forte influência da música eletrônica, embora em “Luzia 20.20” você traga muitos elementos melódicos, inclusive mesclando MPB, entre outros estilos. Quais são suas referências? De onde você tirou inspiração para este último trabalho?

Antonia Morais: Minhas referências foram subjetivas e inconscientes. Não mirei em ninguém especificamente. Eu estava com vontade de fazer um som mais condizente com as paisagens do Brasil, então pensava em artistas que escutei a vida toda. Põe aí um João Gilberto, um Caetano, um Orlando Morais, kkk.

 Artium: Qual o seu envolvimento na produção do disco? Você também toca algum instrumento?

Antonia Morais: Em “Luzia 20.20” eu compus todas as letras e a maior parte das melodias. Eu participo de tudo. Minha música é muito fiel a mim, então embora eu divida com pessoas extremamente talentosas e criativas, a palavra final é sempre minha. Mas eu sei escutar também, porque confio no talento das pessoas que eu escolho. Sim, toco piano e estou fazendo aula de guitarra.

 Artium: No clipe “Santa Máquina”, no meio de uma natureza exuberante, você parece estar confrontando duas forças. É isso mesmo?

Antonia Morais: É isso mesmo. Porém, hoje em dia teria feito um clipe diferente. Não pelo significado do clipe, mas naquela época eu ainda não tinha entendido a minha linguagem visual e a minha estética. Ficou entre uma coisa e outra.

 Artium: Em contrapartida, “Xilíks” traz uma paisagem bem urbana. Onde ele foi gravado? Fale um pouco sobre o clipe.

Antonia Morais: Foi filmado em Brasília onde eu estava passando minha quarentena. Quis trazer uma paisagem mais horizontal, geométrica e foi dirigido pelo Helder Fruteira, que é de Brasília. Eu tinha visto um vídeo dele de skate e eu adorei.

Artium: O álbum foi produzido durante a pandemia. Quais foram os maiores desafios que o momento trouxe para o seu trabalho?

Antonia Morais: Não encaro como dificuldades, mas como uma nova condição.

Para mim, embora me faça a pessoa mais feliz do mundo, nunca é fácil ou simples fazer música. Eu sou muito exigente, detalhista e não faço nada por fazer. Produzir a distância, acompanhar a mix era complicado, existe muita falha de comunicação. Mas deu tudo certo. Finalizamos “Luzia 20.20” a distância, cada um confinado na sua casa.

Artium: Falando de produção solitária em casa, no seu primeiro álbum “Milagros”, de 2015, você compôs, produziu e gravou no seu quarto e você tinha apenas 19 anos. De onde veio essa ideia?

Antonia Morais: Nem eu sei, kkk. Foi uma necessidade de expressão. Eu não queria participação ou interferência de ninguém. Era muito pessoal e solitário.

Eu precisava encontrar meu som, meu barulho e colocar muitas coisas para fora sem lapidar.

Artium: De “Milagros” para “Luzia 20.20”, o que mudou em você como artista?

Antonia Morais: Sinto que amadureci como artista e como mulher, me aceitei mais como cantora e compositora. Foram duas fases de vida muito diferentes.

Artium: Se você tivesse que escolher uma das canções do último disco para representar o seu momento atual, qual seria e por quê?

Antonia Morais: Elas não representam mais meu momento atual, eu estou em outra fase agora. Acho que as que estou produzindo atualmente vão dizer mais sobre o meu presente.

Artium: Para finalizar, fale dos seus próximos projetos.

Antonia Morais: Tenho o vinil de “Luzia 20.20” para lançar no meio deste ano, ele vai ter uma música inédita. Vou fazer um show virtual para o lançamento, e serei acompanhada pelo DJ e produtor musical Zopelar. Estamos rearranjando todas as músicas de “Luzia 20.20”. Tenho dois shows marcados para o final desse ano no Festival Rock The Mountain, mas não sei como vai acontecer por conta da pandemia. E estou trabalhando no meu novo álbum, que será lançado em janeiro do ano que vem.

Site: https://www.luzia2020.com/

Agradecimentos a: Perfexx Assessoria | www.perfexx.com.br

Entrevista: Camila Bardini.

Fotos: Arquivo pessoal.

Relação de vídeos:

DANIELA SOLEDADE

Tempo de leitura: 7 minutos

Artium: Neta de Paulo Soledade e filha de Paulinho Soledade podemos dizer que a música está em seu sangue?

Daniela Soledade: Com certeza!

Artium: Só canta ou toca algum instrumento?

Daniela Soledade: Eu toco flauta transversa e violão, mas ultimamente tenho colocado um foco maior no canto.

Artium: A música “Você”, ficou simplesmente maravilhosa cantada em Inglês e Português, quem teve a ideia do roteiro?

Daniela Soledade:  Que bom que gostou, muito obrigada! Eu viajei para o Rio só para fazer esse clipe porque ainda não tinha nenhum clipe meu feito no Brasil, e estava animada para mostrar um pouco dessa Cidade Maravilhosa para meus seguidores aqui nos EUA e em outros países.  Achei essa música perfeita para a ocasião, um clássico da Bossa Nova em inglês e Português. Então contratei uma profissional recomendada por uma grande amiga no Rio para gravar e editar o vídeo, expliquei o que eu tinha em mente para esse clipe, e foi ela quem fez o roteiro. Seu nome é Ana Rezende, muito talentosa e muito gente fina! O vídeo ficou exatamente como eu queria, mostrando várias áreas aonde eu cresci e frequentei no Rio. Parte do vídeo aconteceu de uma forma bem espontânea, quando estávamos no bairro de Santa Teresa e começou a chover! As cenas na chuva apesar de não planejadas, adicionaram um pouco dessa energia espontânea desta cidade que eu tanto amo!

Artium: ME conte um pouco sobre o vídeo “My Favorite Things”?

Daniela Soledade: Esse vídeo foi resultado da semana em que fiquei em quarentena com minhas duas filhas, que pegaram COVID-19 em outubro de 2020. Como estávamos em casa sem poder sair por duas semanas, resolvi mostrar o filme “A Noviça Rebelde” para elas, que elas amaram. Assistimos várias vezes ao longo das duas semanas, e as meninas começaram a cantar as músicas em casa. Nós moramos nos EUA, e aqui as músicas deste filme são relembradas em época de Natal porque o filme passava na televisão várias vezes perto do Natal. Nesta mesma semana, meu pai, sem saber que estávamos assistindo esse filme com as crianças, me mandou uma mensagem dizendo “porque você não grava aquela música da Noviça Rebelde, “My Favorite Things” em uma levada Bossa Nova? Foi uma grande coincidência! Eu contei pro Nate Najar (meu produtor, violonista e companheiro) e ele gostou tanto da ideia que sugeriu fazer o vídeo clipe também! Nós filmamos o clipe aqui em nossa cidade mesmo, em um teatro aonde normalmente tocamos shows, com algumas cenas em casa e outras no parque. Claro que, por terem sido o motivo dessa inspiração, colocamos cenas das crianças no vídeo também. Acabou que a produção deste single foi a primeira das minhas gravações em que colocamos uma orquestra (gravada em LA), e nós amamos o resultado!

Artium: Vídeo “Double Rainbow”? (Gostei da combinação da sua voz violão e água)

Daniela Soledade: Desde nova, sempre curti muito cachoeiras. Quando adolescente, adorava acampar com amigos em cidades cheias de cachoeiras próximas ao Rio de Janeiro aonde eu cresci. Em 2020, quando eu e Nate estávamos sem poder sair de casa por conta da pandemia, estávamos morrendo de saudades de viajar e pegar a estrada como de costume quando tocávamos shows por todo o país (porém claro que não era seguro fazer nada disso). Então um dia pensei que seria seguro e gostoso a gente alugar um chalé nas montanhas, e poder fazer caminhadas em algum parque nacional da área. Como sabia que as Montanhas da Carolina do Norte eram lindas e tinham cachoeiras (porque eu tinha tocado uns shows lá no ano anterior) este foi o primeiro lugar em que eu pensei. Aluguei um chalé e avisei ao Nate que tínhamos um bom motivo para pegar a estrada! Nós adoramos dirigir para shows pelo país para passar por lugares diferentes, montanhas lindíssimas, praias, explorando o que tiver no caminho. Essa viagem foi isso, apenas um motivo para irmos para as montanhas e caminhar na floresta para ver novas cachoeiras. Como eu e Nate amamos o nosso trabalho, estamos sempre pensando em oportunidades de fazer mais vídeos e tocar. Então no último dia da viagem, levamos uma câmera, o violão, um pequeno microfone e o mínimo de equipamento possível que poderíamos levar nas costas para podermos fazer um vídeo na última cachoeira que iríamos ver. Foi bem de última hora essa ideia, mas valeu a pena a diversão e o pequeno vídeo que surgiu disso tudo. Eu amo essas aventuras!

Artium: O vídeo “Smile” (Você dança muito bem samba)

Daniela Soledade: Esse vídeo foi uma carta de amor para a cidade de St. Petersburg aonde eu moro (Flórida, EUA). Moro na Flórida há 18 anos, e já morei em algumas cidades aqui da área de Tampa Bay, mas St. Petersburg é minha preferida por me lembrar um pouco mais da energia do Rio de Janeiro. Aqui eu posso andar pelas ruas para ir para restaurantes, tem muita arte, feirinhas, museus, é uma delícia! Esse foi o primeiro vídeo clipe que nós mesmos gravamos (eu e o Nate, que é meu produtor, diretor musical, violonista e companheiro), então resolvemos dedica-lo à nossa querida cidade e gravá-lo em locais conhecidos daqui. A seleção da musica foi feita baseada em sua mensagem de esperança e otimismo, que achamos perfeita para o momento em que todos nós estávamos passando durante a pandemia.

Artium: O vídeo “Comment Te Dire Adieu” (Ficou muito boa cantada em francês)

Daniela Soledade: Essa música foi um grande sucesso nos anos 60, e foi gravada por muitos cantores, sendo minha preferida a gravação feita pela francesa Françoise Hardy em 1968. Eu e Nate estávamos no carro dirigindo para um show fora da Flórida aqui nos EUA, e o Nate me deu essa ideia de gravar essa música que tem uma levada mais pop na versão da Françoise Hardy, só que em Bossa. Como eu confio plenamente no bom gosto e ideias musicais do Nate (porque ele é um produtor e músico genial!), topei na hora. Gostamos tanto da nossa gravação que resolvemos fazer um vídeo em Paris para o single e comemorar o dia dos namorados lá também. Foi uma grande sorte termos ido em fevereiro de 2020, logo antes da pandemia impedir todo mundo de trabalhar e viajar por um bom tempo.

Artium: O vídeo “So nice “Summer Samba” como foi essa produção?

Daniela Soledade: Esse vídeo é bem especial pra mim por ter sido meu primeiro vídeo clipe para meu primeiro single. Essa bossa do Marcos Valle é uma pérola, e como tem letra em inglês e português, foi perfeita para ser meu primeiro single e vídeo. O objetivo desse vídeo era apenas ter um bom conteúdo para poder enviar como parte do meu material de divulgação para marcar mais shows em teatros e casas de shows mais bem reconhecidas. E não é que funcionou? Fiz uma turnê pelo país todo usando esse vídeo, meu álbum e as ótimas criticas que o álbum recebeu.  Foi maravilhoso! Esse vídeo foi todo gravado aqui em St. Petersburg, Florida.

Artium: o que tem a dizer sobre o álbum “A Moment Of You”

Daniela Soledade: Esse foi meu álbum de estreia, um grande orgulho para mim, um sonho realizado. Todos os músicos que tocam neste álbum são de altíssimo nível. Eu canto em inglês e português, e eu e Nate escolhemos a dedo músicas que ficariam bonitas nessa estética íntima e leve que é característica da bossa nova. Então não importa se é um samba ou um “standard” americano, a estética que queríamos era essa. Com esse lançamento, eu recebi críticas maravilhosas das revistas de Jazz mais reconhecidas aqui nos EUA, como a DownBeat Magazine, o que foi uma surpresa e tanto. Meu disco passou a tocar em várias rádios, e também fiz uma turnê por todo o país, tocando inclusive no Blue Note em Nova Yorque, que foi outro sonho realizado.

Uma das coisas legais sobre o álbum é que tem três gerações de música da minha família Soledade, com uma música original o meu avô (Paulo Soledade), uma do meu pai (Paulinho Soledade), e uma minha. A música do meu avô que está no meu disco foi feita em parceria com Tom Jobim, um samba chamado “Sonho Desfeito”. Meu avô fazia parte dessa turma de gênios da música brasileira, o que resultou em colaborações musicas deste nível. A música que meu pai compôs que entrou no meu disco foi feita em homenagem ao grande Baden Powell, que foi seu professor de violão e era um amigo próxima da família. Nesta gravação é meu pai quem sola no violão. A esposa do meu pai que também é uma talentosa cantora e compositora (Sofia Laura Taranttino) escreveu a letra em português e eu escrevi a letra em inglês para esta música do meu pai. Meu pai é um grande músico, multi-intrumentista, autor, arranjador, compositor e produtor. Trabalhou com grandes nomes da música brasileira, incluindo Gilberto Gil, Ivan Lins, Cazuza, Marina Lima, Elba Ramalho, Baby do Brasil, Ritchie, Pepeu Gomes, Guilherme Arantes, Roberto Carlos, Tim Maia, Erasmo Carlos, Beto Guedes, Fagner, João Donato, Alcione, Paulinho da Viola, Ney Matogrosso, João Bosco, Luis Melodia, Nana Caymmi, Jorge Benjor, e muitos outros (a lista é longa demais para escrever aqui!). Meu pai também trabalhou como arranjador e produtor para a TV Globo durante muitos anos, fez trilhas pra novelas, para peças teatrais, e teve obras gravadas por vários artistas. Tenho sorte de ter uma família tão musical e com uma estória marcante na música brasileira. Tenho muito orgulho disso tudo, e tenho mil planos de gravar mais músicas do meu avô e do meu pai no futuro.

Voltando ao disco, meu avô gostava de contar como foi ele que falou do Tom Jobim pro Vinicius de Moraes antes de eles serem oficialmente apresentados, quando o Vinicius estava procurando alguém pra escrever a música para sua peça “Orfeu da Conceição.” Foi por causa dessa peça que Jobim e Vinicius de Moraes foram apresentados. Minha avó, Lina de Luca, foi a coreógrafa desta peça, e seu nome estava no pôster da peça que ficava na parede de seu apartamento em Copacabana. Ela era uma grande bailarina e também amiga da esposa do Vinícius, que na época era a Lila de Moraes. A primeira música escrita para a peça foi “Se Todos Fossem Iguais a Você,” música que eu canto em inglês no meu álbum, e da qual eu usei a letra em inglês para ser o título do álbum “A Moment of You.”

OUTROS TÓPICOS:

Acabei de lançar um novo single dia 12 de Março, para o qual gravei meu primeiro vídeo feito no Brasil. Esse single é uma gravação da linda bossa nova escrita por Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli chamada “Você” que eu canto em inglês e português. O vídeo ficou lindo, mostrando cenas do Rio, das praias, da Lapa, e é certamente meu vídeo clipe preferido. Ele está disponível no meu canal do youtube (Daniela Soledade Official), no meu website (www.danielasoledade.com), e em todas as plataformas de streaming.

Comecei a gravar meu próximo disco que será lançado em 2022. Gravei quatro músicas para o próximo álbum no Rio de Janeiro, com os melhores músicos do Brasil. Meu pai tocando o baixo, Claudinho Infante na bateria. Cláudio Infante é um dos melhores bateristas do Brasil e já trabalhou com artistas como Ney Mato-grosso, Marisa Monte, Simone, Rita Lee, Jorge Vercillo, Lulu Santos, Kid Abelha, Ed Motta, etc. Se eu fosse listar todo o trabalho do meu pai e do Claudinho eu teria que escrever uma enciclopédia aqui! Mas não podia deixar de tentar descrever o calibre destes músicos, que por sorte são família! E olha que ainda nem contei que tenho também um convidado mais do que especial tocando sua própria composição em meu próximo disco, o Antônio Adolfo! Estou nas nuvens com tanto talento e carinho dessa galera querida.

Site:

https://danielasoledade.com/home

Vídeos:

ALICE ANIMAL

Tempo de leitura: 3 minutos

Artium: Onde você nasceu?

Alice Animal: Nasci em Cannes, no sul da França, sob o sol.

Artium: Como você definiria sua música?

Alice Animal: Eu diria que canto músicas com uma energia que às vezes é rock and roll, às vezes muito rock and roll. Eu amo riffs de guitarra elétrica e melodias cantadas. Dá um resultado contrastante ou mesmo paradoxal que me define bem.

Artium: Você compõe?

Alice Animal: Sim, costumo compor todas as músicas, trabalho com um arranjador chamado Vincent Faucher (https://www.studio55-music.fr/). Para o próximo álbum, trabalhei em algumas canções com alguns compositores para alimentar a inspiração. Foi ótimo! Já escrevi alguns textos, mas também gosto de colaborar com autores, cantar as letras de outras pessoas é muito interessante, desde que me caibam como uma luva. Como se eu mesma tivesse escrito o texto no final.

Artium: Gostei muito do vídeo “Seus elefantes rosa”. Quem teve a ideia?

Alice Animal: Meu diretor Thomas Guerigen (https://www.thomasguerigen.com/) com quem filmei o primeiro clipe de Kythera em 2017 (https://www.youtube.com/watch?v=hGmTJCn4DLw) me fez a proposta de um francês Road Trip, ou seja, em nosso pequeno interior, mas mesmo assim com um carro americano para se divertir! Foi muito engraçado dirigir um carro grande nas estradas de um pequeno vilarejo, não muito longe de onde moro. Eu amei andar de Mustang!

E então dissemos a nós mesmos “Alice Animal não deve fazer concessões.” Eu digo no refrão “você me ama demais, eu não sou sua mescalina…” Ainda é violento, não sabemos o que esse cara fez o personagem passa, então é assim que resolvo o problema, no modo guerreiro! 🔥

Artium: Sobre a música “Tandem” tem uma energia positiva, me fale sobre sua criação.

Alice Animal: Estou fazendo, com Thomas Guerigen novamente, o próximo clipe e será “Tandem”! (Esse também é o título do próximo álbum)

Escrevi o texto em uma noite e no dia seguinte fui ao estúdio, encontrei um amigo músico, Matthieu Lesenechal. Tive muitas ideias de memorandos de voz no meu smartphone e, então, tudo começou muito rapidamente. No final do dia tínhamos a música.

Nessa música, estou conversando com uma pessoa muito deprimida que está perto de mim, essa pessoa não vê um horizonte, uma luz em sua vida, então pensei comigo mesmo que um ritmo cativante e positivo seria perfeito para convidar para melhorar.

Artium: Sua voz é linda, você já fez aulas de canto?

Alice Animal: Obrigada. Comecei a cantar em um coro clássico ainda muito jovem.

Treinei meu ouvido e durante esse período eu realmente tive aulas de canto para aprender a técnica vocal.

Aí eu compus a partir dos 17 anos, eu tinha uma vontade muito forte nessa idade. Mais tarde percebi que cantar é mais expressar significado do que som: é dizer algo a outras pessoas, compartilhar uma emoção ou uma experiência, contar uma história. Aproximei-me cada vez mais da minha voz falada, aquela que se comunica diariamente. Entendi que isso é único para todos e que é por meio dele, pelo menos sem adicionar nenhum artifício, que podemos realmente fazer as coisas. Meu canto evoluiu com tudo isso.

Artium: Seu estilo de tocar guitarra é notável, teve alguma influência?

Alice Animal: Cheio de influências! Eu também fiz um pouco de música clássica na época, depois muito folk e finalmente elétrica por 5 anos agora. Gosto muito da guitarrista americana Annie Clark de Saint Vincent que é uma referência para mim. Anna Calvi, Jeff Beck, Hendrix, Jeff Buckley, Josh Homme de QOTSA, The black Keys, Jack White…. E tantos outros….

Artium: Que outros instrumentos você toca?

Alice Animal: Eu faço um pouco de violoncelo, mas me mantenho discreta.

Artium: Onde você costuma se apresentar?

Alice Animal: Durante um ano, no meu estúdio a “Fábrica de Animais”! (Com o período de pandemia, não há um concerto há um ano)…

Caso contrário, os lugares podem variar e podem ser encontrados em toda a França: centros culturais, salas de concerto, festivais….

Artium: Você tocou em outros países?

Alice Animal: Não o suficiente para o meu gosto!

Eu me diverti muito fazendo turnê em Quebec.

Eu sempre quis fazer música para poder viajar, então pretendo tocar aonde minhas músicas me levarem!

Artium: Você tem um CD gravado?

Alice Animal: Um primeiro álbum “Theogony”, gravado em 2017 nos estúdios de Peter Gabriel na Inglaterra: http://www.aliceanimal.com/store

E o seguinte “Tandem” será lançado no final de maio de 2021.

Artium: Projetos futuros?

Alice Animal: Continuo todas as semanas postando minhas cápsulas https://youtube.com/playlist?list=PLTDNm7WP0NzPAMOTwux4YHUih_1Kb7-Ti

Gravo e faço clipes, organizo a turnê do próximo álbum.

E então espero entrar e brincar com vocês!!

http://www.aliceanimal.com/

https://www.youtube.com/c/AliceAnimal/featured

Vídeos:

NAVKA

Tempo de leitura: 2 minutos

Artium: Seu nome verdadeiro é Navka?

Navka: Meu nome verdadeiro é Maryna Tymofiychuk, foi assim que fui registrada até 2018. Mas então decidi escolher um apelido, então com o tempo me tornei NAVKA.

Navka é uma menina da mitologia ucraniana que nasce na primavera e traz felicidade às pessoas. Eu a associo às sardas e comecei minha carreira com um novo pseudônimo com a música “Podolyanochka”, que eu mesmo editei. Este é um apelido muito próximo para mim, que considero como meu próprio nome. Quero semear o positivo, como fez a mariposa ucraniana (Navka – em Bukovyna).

Artium: Com que idade você começou a cantar?

Navka: Cantei desde criança, mas não era no palco, mas geralmente em casa e no coral. Na primeira série comprei um piano e fui para a escola de música. Desde que me lembro, sempre escrevi poesia, provavelmente na terceira série. Mas nunca pensei que me tornaria cantora, porque era meu sonho simples e desejo secreto. Aí tive na cabeça a ideia de que só os escolhidos se tornam cantores e, portanto, não tenho lugar aí.

Artium: Você teve aulas de canto?

Navka: Em algum momento do 9º ano eu fui para os vocais, e minha professora me garantiu que eu escrevo belos poemas que têm a chance de se transformar em belas canções. Isso é o que me deu fé em mim mesma, porque a professora da época era muito famosa – Olena Kuznetsova (cantora que tocou “Chervona Ruta” pela primeira vez junto com Volodymyr Ivasyuk). Elena incutiu em mim autoconfiança.

Artium: Onde você nasceu?

Navka: Em Chernivtsi, Ucrânia

Artium: Conte-nos um pouco sobre o projeto da canção folclórica ucraniana “Ucrânia nas canções”?

Navka: Na verdade, esse projeto nasceu há muito tempo. Colecionei canções folclóricas ucranianas há mais de 5 anos, arranjei-as no ano retrasado, mas somente a quarentena me inspirou a colocar todas as minhas ideias em prática. E, como se viu, os ucranianos precisam desse projeto, não importa em que país estejam.

Artium: Qual estilo musical você mais gosta?

Navka: Na verdade, sou uma amante da música. Eu posso ouvir pop, rock, lounge e então ligar Chopin. Não concordo com a afirmação de que existem 2 tipos de música: boa e má. Toda música tem sua vida e seu ouvinte.

Artium: Você também é compositora?

Navka: Sim, sou uma compositora. Todas as músicas que lancei para o projeto “Ukraine in Songs”, de minha autoria. Mas mesmo no projeto não me contive e acrescentei minha própria visão à música folk ucraniana. Agora também estou preparando uma nova canção de minha autoria.

Artium: Você teve aulas de dança?

Navka: Durante a minha infância, provavelmente fui umas cinco vezes em aula de dança, porque meus pais sempre me mandaram para a escola de música. No entanto, eu adorava dançar. Na universidade, senti vontade de frequentar aulas de dança, mas não deu por falta de tempo. E agora, já consciente, decidi dançar. Desde o outono passado, comecei a aulas. Aprendendo estilos diferentes, e ao mesmo tempo conheci dançarinos ucranianos poderosos que me inspiraram e continuam a me inspirar. E decidi ir dançar, porque muitas vezes sou chamada de “A Cantora mais dançante da Ucrânia”, e não sou realmente dançante. Mas, eu sou Navka, sou tão otimista, você sabe!

Artium: Projetos futuros?

Claro, pretendo fazer a segunda temporada de “Ukraine in Songs” e vou buscar o máximo apoio para este projeto para que ainda mais pessoas conheçam. Mas com tudo isso, meu objetivo é lançar minhas músicas, para não ficar associada apenas ao folk.

https://www.youtube.com/user/marymuz1/featured

Amadeus.

Tempo de leitura: 2 minutos

Artium: Onde vocês nasceram?

Amadeus: Somos romenos, e nosso projeto é 100% romeno. assumimos este papel de promover a beleza da natureza e da cultura da Roménia em todo o mundo.

Artium: Os nomes dos membros da orquestra e quais instrumentos que eles tocam?

Amadeus: Andreea Runceanu – violino

Bianca Gavrilescu – violino

Patricia Cimpoiașu – violoncelo

Laura Lăzărescu – piano.

Artium: Como surgiu a ideia de formar o quarteto?

Amadeus: Um famoso compositor da Romênia, Adrian Ordean, teve a ideia inspirado na violinista Vanessa Mae. A combinação do virtuosismo de um instrumentista de música clássica e grooves modernos foi uma ideia nova na Romênia em 2000. Ninguém fez isso. Além disso, ninguém tocava violino elétrico. Foi um começo inédito, não tínhamos outra referência além de Vanessa Mae e nossa criatividade foi totalmente incentivada.

Artium: Em que ano o quarteto foi formado?

Amadeus: Amadeus foi formada no outono de 2000.

Artium: Onde vocês estudaram música e quais instrumentos cada um? Amadeus: Eu estudei música clássica dos 6 aos 7 anos, na escola de música, depois no colegial e depois na faculdade de música. Cada uma estudou o instrumento que agora toca na Amadeus.

Artium: O quarteto compõe?

Amadeus: No palco você verá nós quatro e, conosco, Xenti Runceanu, nos teclados, que também é nosso compositor, produtor e músico, além de Radu Moldovan na bateria.

Artium: Você tem um CD gravado, qual?

Amadeus: Temos 6 álbuns lançados ao longo do tempo. O mais recente chama-se Joy e foi lançado no final de 2020. É um álbum no qual trabalhei alguns anos, contém 14 canções originais de Xenti Runceanu, irmão de Andreea.

Artium: Onde vocês se apresentam?

Amadeus: Cantamos onde somos convidados. Dá-nos imenso prazer cantar em festivais e concertos públicos onde encontramos fãs de todo o mundo, mas também temos convites para participar em eventos privados, oficiais ou corporativos.

Artium: Em quais países vocês já se apresentaram?

Amadeus: Eu toquei em muitos países da Europa, Ásia, Oriente Médio, África, países ex-soviéticos e América Latina. Eu toquei em mais de 40 países. 

Artium: Quando teremos um show do quarteto na América Latina? Amadeus: Embora a maioria dos nossos fãs sejam da América Latina, até agora só visitamos o México duas vezes. Amamos o espírito latino e realmente queremos fazer uma turnê na América Latina em um futuro próximo.

Artium: Vocês conhecem o Brasil?

Amadeus: Claro, está no topo da nossa lista de desejos quando se trata de viagens. Mal podemos esperar para ter a oportunidade de visitar o seu lindo país, e encontrar os fãs maravilhosos que estão conosco todos os dias no Facebook, Youtube ou Instagram.

Artium: Projetos futuros?

Amadeus: Este ano pretendemos lançar pelo menos dois vídeos, singles do nosso álbum Joy, para retomar os concertos que sentimos muitas saudades, já temos convites para alguns festivais na Europa e temos outro plano: para lançar no final do ano um álbum com canções de inverno, um álbum há muito esperado por quem nos ama e apoia a nossa música.

Site: https://amadeusmusic.ro/

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Instagram:https://www.instagram.com/amadeus_quartet/  

YouTube:  https://www.youtube. com / c / AmadeusMusicRO / destaque

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