Archives 2020

MPB e isolamento social em novo clipe de Das Neves

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A levada do violão de nylon e a voz calma de Das Neves, como pares que nasceram para ficar juntos, levam o ouvinte para um mundo simples. Da simplicidade, nasce a grandeza de “Casa”, segundo clipe do álbum “Interiores” (2020). Produzido, gravado, dirigido e editado pelo músico em sua própria residência, em Santos (SP), a canção é uma amostra do cotidiano do artista durante a pandemia.

“Como estávamos em quarentena, não poderia realizar a gravação de um clipe, então utilizei os recursos disponíveis. No primeiro clipe, da música “Boa Viagem”, utilizei imagens do filme em domínio público. Enquanto neste, busquei fazer algo de maneira bem simples, e de forma que pudesse fazer sozinho dentro de casa, mas que expressasse a música, que fala justamente sobre o cotidiano durante a quarentena. O clipe traz essa sensação dos dias passando, lentamente e sempre iguais. Essa repetição dos dias em confinamento.” define Das Neves.

A música “Casa” é considerada por Das Neves a que mais exemplifica a temática de “Interiores”, que evoca os sentimentos vividos durante a quarentena.

“O álbum fala sobre a ideia da reclusão imposta pela pandemia. Músicas que falam sobre a vontade de estar em outros lugares, e relembrando momentos que estamos impossibilitados de viver. O material visual também mostra isso, imagens de pessoas em movimento, de lugares, e da saudade de estar do lado de fora, enquanto passamos meses do lado de dentro.”, explica Gabriel Neves.

Das Neves é o projeto solo de Gabriel Neves, multi-instrumentista e conhecido baterista de Santos (SP). A carreira solitária teve início em 2017 e de lá pra cá lançou os álbuns “Paraíso” (2017), “Memória” (2019) e o mais recente, “Interiores” (2020). Durante este tempo de vivência, Das Neves se apresentou em um grande circuito na Baixada Santista e em São Paulo, chegando a tocar com artistas como Bemti, Heitor Vallim, Yuri Cascaes, e etc.

Texto Crédito: Julia Ourique assessoria de imprensa.
Crédito da foto: Arquivo pessoal.

ARPI ALTO

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Artium: Onde você nasceu?

Arpi Alto: Nasci em Yerevan, Armênia.

Artium: Como você soube da “bossa nova”?

Arpi Alto: Gosto de jazz e sempre ouvi jazz. Para mim, a Bossa Nova é uma mistura de música brasileira e jazz. Essas melodias estão perto do meu coração, eu sinto essa música.

Artium: Você gosta de música brasileira?

Arpi Alto: Gosto de Bossa Nova, com certeza.

Artium: De quais cantores brasileiros você mais gosta?

Arpi Alto: Minha favorita de todos os tempos é Astrud Gilberto, também gosto do dueto dela com George Michael.

Artium: Quais outros ritmos você gosta?

Arpi Alto: Como músico, a música clássica está no meu coração, mas a percepção do jazz é muito mais profunda. Quando se trata de outros tipos de música o que me comove é o clima do momento, ouço muito música.

Artium: Sua voz é angelical, mas eu estava tentando imaginar você cantando um rock que você achou da ideia?

Arpi Alto: Não tenho certeza se seria uma grande cantora de rock, mas realmente quero tentar colaborar com um cantor de rock em particular e gravar uma música que combine minha voz com a voz de um roqueiro.

Artium: Você já tem um CD gravado?

Arpi Alto: Ainda não tenho um CD, mas todas as minhas músicas estão disponíveis em serviços de streaming e em meu site ginosimusic.com. Espero poder lançar meu EP em breve.

Artium: Em quantos países você se apresentou?

Arpi Alto: Estou em turnês desde os 17 anos. Já estive em mais de 15 países na Europa, Oriente Médio e Rússia.

Artium: Você também compõe?

Arpi Alto: Sim, estou trabalhando para lançar uma coleção de minhas canções originais em breve.

Artium: Você toca algum instrumento?

Arpi Alto: Toco piano desde os três anos de idade. É meu instrumento de escolha, especialmente ao compor. No entanto, quando sua mãe é uma pianista de jazz com formação clássica, as expectativas são muito altas! Estudei música e recebi educação formal como pianista, concluindo o mestrado em 2016.

Artium: Projetos futuros?

Arpi Alto: Estou trabalhando na gravação e no lançamento de minhas músicas originais. Pretendo gravar meu primeiro EP que contará com 5 músicas. Lancei uma campanha de arrecadação de fundos no meu site ginosimusic.com e espero receber apoio do meu público para poder produzir meu primeiro EP. É muito importante para mim trazer minhas músicas originais para o mundo.

Artium: Quando teremos uma apresentação sua no Brasil?

Arpi Alto: Recebi convites para visitar o Brasil, mas a pandemia de Covid arruinou os planos de todos. Espero que possamos viajar em breve e possamos visitar seu lindo país. Desde a infância tenho uma ideia romântica do Brasil com praias de sonho e gente bonita, espero que meu sonho se torne realidade em um futuro próximo.

Site: https://www.ginosimusic.com/home

Vídeos:

COLUNA DUDA OLIVEIRA

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“A ruína pode nos dizer mais sobre quem olha que sobre o que é olhado.” (Weiwei)

Confesso que tenho muita resistência em lançar um olhar poético sobre a paisagem de destruição da Baía de Guanabara. Percebo as pessoas admirando o pôr do sol, a paisagem e tudo que envolve “o belo e o Amaro”, parafraseando Caetano Veloso. Não consigo sentir o espetáculo sem perceber o pano de fundo. Vejo uma Baía em coma, nela estão presentes o fracasso de todos nós, as contradições dos períodos históricos anteriores e o fim de qualquer utopia.

Ao mesmo tempo, percebo que a crise sanitária criada pela pandemia nos deu a oportunidade da redenção da verdade mais explícita sobre o fim de tudo: a apatia está nos matando. Urge que tenhamos um posicionamento sobre a natureza, afinal “Ricardos Salles” se criam em terrenos férteis de negação.

 É tempo de olhar a natureza e observar que a mesma tem o poder de retomada da criação e de apropriação da construção humana, numa espécie de “impacto ambiental reverso”, a força da natureza envolve as carcaças abandonadas de navios, projeta as estruturas amorfas desses e evidencia as frágeis relíquias de ferros corroídos. Camadas de materiais minerais se depositam no fundo das embarcações, cracas de ostras fazem da lata velha um habitat, pequenos vegetais emergem rasgando o metal pesado, berçários de peixes transformam o raso espelho d’água em aquário: Paradoxo Industrial ou Utopia da Modernidade?

A Baía de Guanabara é uma instalação em exposição permanente de obras produzidas por seus observadores; não obstante, o desconforto que causa e o medo de ser capturado pela obra humana representativa de crises culturais, sociais e políticas, desencoraja e constrange os possíveis aventureiros.

“Perigo e Oportunidade” são dualidades de palavras compostas no idioma chinês. Wei-ji é uma expressão utilizada pelos orientais para definir que só é possível ter evolução cultural humana, quando o perigo passa a ser uma oportunidade de reflexão. Formamos um todo orgânico e a compreensão disso faz de nós, protagonistas do espaço transformador, uma espécie de descoberta do corpo em experimentação Duchampiana, um receptáculo aberto a sentir, dando expressão real e total à contemplação.

Crédito de fotos: Toni Continho

The’s Arranjus

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Artium: Qual o ano da formação da banda?
The’s Arranjus: Ano de 2012.
Artium: Quantos integrantes tem a banda, e os nomes?
The’s Arranjus: Somos em quatro integrantes: Marcelo Bertapeli, Marcelo Dias, Walker F’ Tamburi e Marcos Denk.
Artium: O que faz cada um?
The’s Arranjus: Marcelo Bertapeli (Guitarra base/voz), Marcelo Dias (Bateria/backing) Walker F’ Tamburi (Letras, guitarra, violão e voz) e Marcos Denk (Letras e contra baixo).
Artium: O motivo que levou a formação da banda?
The’s Arranjus: Primeiro a amizade depois mesmos gostos musicais, afinidade e vontade de mostrar nossas ideias.
Artium: O estilo musical que a banda toca?
The’s Arranjus: Tocamos rock na sua essência mais simples.
Artium: A banda também compõe?
The’s Arranjus: Sim eu Marcos Denk e Walker fazemos as letras, músicas e a banda se reúne e faz os arranjus finais.
Artium: Tem CD gravado e quais?
The’s Arranjus: Gravamos dez músicas, porém devido a pandemia ainda estamos em fase de mixagem e produção final.
Artium: Tiveram alguma influência musical e quais?
The’s Arranjus: Sim do rock britânico do final dos anos 70 e 80, Vertentes do Punk Rock, Hard Core e Rock Nacional São Paulo e Brasília.
Artium: Onde se apresentam?
The’s Arranjus: Em festivais, bares que abrem espaço para musica autoral, festas de amigos enfim qualquer lugar que formos convidados.
Artium: Qual apresentação com maior público até hoje?
The’s Arranjus: Tocamos em 2019 em um festival na cidade de Quatro Barras para um público notável onde recebemos o prêmio de banda destaque.
Artium: Projetos futuros?
The’s Arranjus: Finalizar o CD, colocar em prática novas composições, tocar e tocar.
Artium: Em que país gostariam de fazer um show?
The’s Arranjus: Portugal e Inglaterra.

Contato: https://www.instagram.com/thesarranjus/

Vídeos da banda:

https://www.youtube.com/watch?v=sYnqOB_KLKE

Antiprisma “Canção da Árvore”

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Ser forte não é fácil. É preciso suportar, é preciso ter suporte. Em uma analogia entre a superação de obstáculos e o vigor das árvores, surge o clipe de “Canção da Árvore”, canção do Antiprisma (SP) presente no disco “Hemisférios” (2019). O vídeo produzido com a técnica stop motion é dirigido por Natália Rodrigues, que se aperfeiçoou na técnica durante o período de quarentena. Com forte influência do folk e do rock psicodélico, o videoclipe é o terceiro a surgir do segundo álbum da banda.

“No vídeo de “Fogo Mais Fogo” eu acho que a gente foi o foco. Em “Lunação” escolhemos uma personagem para representar todas as ideias. Já nesse clipe novo procuramos um caminho que pra gente fosse inédito. Sempre gostamos de animações em stop motion e essas coisas todas de massinha, é um tipo de linguagem que me instiga”, avalia Victor José (voz, violão e viola caipira).

A inspiração para o vídeo de “Canção da Árvore” surgiu da própria diretora, Natália Rodrigues, que teve a liberdade para escolher a música que quisesse trabalhar. De acordo com Victor, após acompanhar o trabalho da artista pelas redes sociais, ficou imaginando como seria um clipe no formato stop motion.

“As animações em massinha me trazem um sentimento de nostalgia. Me remete desde programas de TV que eu assistia quando criança até vinhetas da MTV. Nossas escolhas para lançamentos são feitas de forma muito orgânica e espontânea, e com esse clipe não foi diferente. Para nós, esse é um trabalho que conversa muito com as nossas vidas no cenário atual, tanto pelo tema da música quanto pela maneira como foi feito o vídeo.”, analisa Elisa Moreira Oieno (voz, violão e guitarra).

Ainda de acordo com Elisa, foi a própria diretora que também cuidou do roteiro, sem receber nenhuma orientação do Antiprisma. 

“Quando ela mostrou para nós, ficamos muito surpresos e felizes com o quanto que a ideia dela casou com a nossa própria percepção sobre o significado dessa música. Fazer um clipe para ‘Canção da Árvore’ foi uma decisão espontânea, e de certa forma, o clipe reflete muito o sentimento do que estamos vivendo também. Tudo meio suspenso, repetitivo, e com uma reflexão importante que esse objeto ‘árvore’ traz para nossas vidas e que devemos nos lembrar de vez em quando.”, aconselha Elisa.

A percepção de Elisa é completada por Victor, que acredita que a confusão vivida em 2020 incentiva o Antiprisma a explorar mais as canções do disco “Hemisférios”. E conta uma novidade sobre a formação ao vivo da banda, que também conta com os músicos Rafa Bulleto (baixo) e Ana Zumpano (bateria).

“Pode vir mais coisa por aí, quem sabe. O que dá pra dizer é que também já estamos trabalhando em novas músicas, arranjando, tocando, vendo o que pode dar certo. Depois de oito meses em casa conseguimos tirar um tempo e fazer o isolamento com nossos amigos e parceiros de banda, Ana Zumpano e Rafa Bulleto. Tem sido muito bom voltar a tocar com eles e mexer com coisa nova.”, finaliza Victor.   

O clipe de “Canção da Árvore” contou com direção, produção e roteiro de Natália Rodrigues. A edição do videoclipe foi realizada pelo Antiprisma. A música faz parte do álbum “Hemisférios” (2019), lançado via Alcalina Records e considerado um dos Melhores do Ano por diversos sites especializados.

Texto Crédito: Jonathan Beer assessoria de imprensa.
Crédito da foto: Ana Zumpano.

MIGUEL MONTALBAN

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Artium: Em que cidade do Chile você nasceu?

Miguel Montalban: Eu nasci em Santiago do Chile.

Artium: Seu estilo de tocar guitarra impressiona, onde você aprendeu a
tocar tão bem?

Miguel Montalban: Acho que meu estilo é resultado de muitos anos tocando, praticando e ouvindo muita música ao longo dos anos, estudei teoria Musical mais tarde, mas tenho certeza que meu estilo foi desenvolvido muito antes da escola de música.

Artium: Seu vídeo “Sultans of Swing” teve mais de seiscentos
mil acessos esperava tudo isso?

Miguel Montalban: O sucesso de Sultans Of Swing foi totalmente inesperado. Eu nunca imaginei que isso iria atingir esse nível de popularidade, para ser honesto.
Devo dizer que toda vez que eu tocava aquela música na rua a atenção das pessoas estava sempre lá e então eu sabia que a versão era boa, mas você sabe que sempre temos isso em mente, isso é bom o suficiente? mas
na verdade os números e comentários dizem por si só.

Artium: Como foi a gravação do álbum “Inspirations Vol1 e Vol2”?

Miguel Montalban: Esses são os primeiros discos que eu fiz, tocando em todos os países da Europa fazendo busking e fazendo turnês. Eu percebi que o trabalho com a guitarra é muito apreciado. Naquele período eu era o único a fazer isso hoje parece que muitos guitarristas estão fazendo coisas parecidas. Decidi colocá-los em disco duplo, parei em um estúdio em Roma e gravou todas as faixas em uma semana. Eu escolhi fazer essas
faixas em particular porque adoro tocá-las e notei uma
reação positiva das pessoas a elas, músicas clássicas tocadas de uma maneira particular, acho que esse é o gancho.

Artium: Em quantos países você já se apresentou?

Miguel Montalban: Não me lembro, mas com certeza toda a Europa, alguns lugares da África e alguns lugares da América, desejo viajar para tocar ainda mais no próximo ano!

Artium: Quem te inspirou a entrar na música?

Miguel Montalban: Eu me inspirei em meus tios e meu avô que era pianista
e na verdade ele comprou minhas primeiras teclas e violão quando eu tinha 8 anos. Desde então, nunca mais parei. 

Artium: Você está com uma banda? Conte-nos um pouco?

Tenho uma banda tocando comigo desde 2019 e finalmente hoje estou muito feliz por ter lançado o novo álbum chamado “And the Southern Vultures” é praticamente resultado de influências de rock e blues, e ao longo do tempo, você pode encontrar muitos trabalhos de guitarra, música e letras originais e 1 cover de Billy Roberts “Hey Joe” além disso, adicionamos 3 faixas bônus gravadas no apartamento de Jimi Hendrix, o que é muito legal. Temos tocado ao vivo até hoje como headliners Giants Of Rock e The Greatest Rock & Blues Festivals no Reino Unido. Acabamos de lançar o primeiro single “Wander” e esperamos grandes palcos para 2021.

Artium: Quando iremos ter um novo álbum?

Miguel Montalban: O novo álbum foi lançado na sexta-feira, 20 de novembro, digital e fisicamente. Acho que as pessoas apreciam ainda mais o streaming de música hoje em dia durante o bloqueio e a pandemia, pois o número de meus seguidores e streams de chive aumentaram significativamente.

Artium: Podemos esperar um show no Brasil?

Miguel Montalban: Eu gostaria de ir, cara, um dos meus sonhos é fazer uma turnê no Brasil e depois ir para a Argentina e o Chile. Espero resolver as coisas e talvez no próximo ano, se tudo correr bem, torne isso real.

SITE: https://www.miguelmontalban.com/












Lançado o Tuatara com recorde mundial passando os 500 km hr.

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O tão aguardado Tuatara foi revelado ao público na conferência de imprensa do Concours d’Elegance de Pebble Beach em Peter Hay Hill. O hiper carro construído nos Estados Unidos foi revelado pelo fundador e CEO Jerod Shelby e pelo designer de renome mundial Jason Castriota. Detalhes específicos sobre o carro meticulosamente projetado foram anunciados na conferência quando ele foi revelado.

Potência e desempenho

Com as etapas finais de teste e calibração do Tuatara quase concluídas, as especificações do motor foram validadas e divulgadas ao público.

  • 1.750 cavalos de potência / combustível E85
  • 1.350 cavalos de potência / 91 de combustível de octanagem

O motor V8 bimotor de 5,9 litros é uma configuração de manivela plana, projetada pela SSC North América e projetada e montada em colaboração com a Nelson Racing Engines. Conforme as especificações de engenharia são superadas e verificadas, o SSC tem total confiança na meta do Tuatara de ultrapassar 300 mph com uma margem de erro.

Corpo e Aerodinâmica

A carroceria e o chassi totalmente em fibra de carbono não apenas fornecem ao Tuatara uma estrutura leve, mas também apresenta um coeficiente de resistência do hiper carro incomparável de 0,279. Jason Castriota trouxe um design atemporal para o Tuatara, inspirado na indústria aeroespacial e produzindo uma aerodinâmica superior com curvaturas atraentes.

Detalhes de produção

A produção do SSC Tuatara está pronta para começar, com as encomendas atualmente asseguradas por aqueles que desejam possuir este hiper carro de última geração. Construído na nova instalação de produção de classe mundial em construção na cidade natal da empresa, West Richland, Washington, o Tuatara será limitado a uma produção de 100 unidades.

Sócios

A SSC North América tem o orgulho de representar a indústria americana de hiper carros no mercado global, bem como de trabalhar com parceiros da indústria automotiva que trazem genuína criatividade e paixão ao projeto. Abaixo está uma lista de nossos parceiros conceituados que tiveram um papel vital na produção do SSC Tuatara.

  • Nelson Racing Engines – Engenharia e montagem de usinas de energia.
  • Linder Power Systems – Fabricação do subconjunto do motor.
  • Automac – Sistema de mudança robótico.

Para mais detalhes e especificações sobre o Tuatara, visite www.sscnorthamerica.com/tuatara

https://www.youtube.com/watch?v=CooK8mP3BOs&feature=youtu.be

Coluna Cultural Duda Oliveira

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“É preciso extrair a intuição que faz o sistema cindir, ao ponto do sistema voltar-se contra si mesmo…” (Deleuze, Os Pensamentos Aberrantes. Trad. Laymert Garcia).

Neste ensaio denominado Anverso, busco a ampliação das formas de compreensão da arte, redimensionando experiências em espaços da cidade.  Mergulhada em pesquisas semióticas, minha primeira análise ocorre in loco dentro de uma metalúrgica, registrando manifestações espontâneas de operários quando não estão sobre o império das leis trabalhistas, nos períodos de intervalos de descanso em espaço destinado ao alijamento de materiais sucateados.

Simbolicamente, o local em questão pode ser identificado como desordenado e confuso, exposto às intempéries do tempo e espaço, aspectos que por assimilação ou por integração, estão presentes na vida social cotidiana desses operários. Imagem I, II e III.

Desta forma, o processo cognitivo desenvolvido pelos operários para organizar o lugar se dá com a compreensão de sua paisagem referencial. A manutenção da desordem segue uma ordenação aleatória através de arranjos e de combinações improváveis. Apresentam elementares estéticas desafiadoras à compreensão academicista, fazendo por vezes parecer que estamos dentro de uma tela ou escultura neoconcreta, conforme se pode ver na imagem IV, V e VI.

Em outro momento, é possível encontrar nas paredes ou em objetos descartados, grafites que registram o tempo, o uso e as relações de cotidiano; experiências pessoais veladas repletas de significantes e de poética, como se pode observar na imagem VII, onde se encontra um grafite em amarelo, descrevendo figurativamente um manifesto de descontentamento com a relação de trabalho: “White Morcego Branco”, ao lado está um trabalho coroado com uma espécie de coroa de arame farpado.  

Mesmo nos espaços degredados e sem função de uso dentro da indústria, é possível observar que a distribuição de objetos segue uma lógica Le Corbosiana de valorizar os vãos da arquitetura, projetando espaços que não existem, através de ângulo diametral, como se pode ver na imagem VIII.

A inteligência sensível está presente em todo momento. A relação de respeito e reverência com o funcionário mais antigo da metalúrgica, detentor de maior conhecimento, lembra a poema de Baudelaire “A Perda do Halo” às avessas. Chama também atenção, a forma como os funcionários se envolvem com suas individualidades de maneira criativa através do assobio, parecendo transmutar o ruído do metal e suavizar o repetitivo som das máquinas.

Como bem definiu Walter Benjamin, não se trata de tecer tese sobre a arte do proletariado após a tomada de poder e muito menos sobre o desenvolvimento das artes nas atuais condições de produção, mas da impossibilidade de subestimar o valor de criatividade, genialidade, mistério.

As imagens simbólicas são despidas de apropriações culturais, posto que são vividas e percebidas genuinamente, como apresentada pela imagem IX em que uma espécie de casa/gaiola, com teto caído e encanamento entupido, intuitivamente representa projeto de moradia popular.

O modo como a arte pode redimensionar as experiências de inserções nos espaços da cidade e dos museus, abrangendo os territórios, foi defendido por Foucault em sua obra Outros Espaços (1967), afirmando que são vetores de força e fuga da abordagem contemporânea, geradoras de passagens entre distintos campos teóricos. Acima de tudo, a arte é a única forma espontânea do cidadão se reconhecer político e socialmente inserido no sistema, detentor de poder de manifestação de opinião e vontade.

Créditos das fotos a Toni Coutinho.

Créditos da instalação: Metalúrgica OPMAC.

Imagem I

Imagem II

Imagem III

Imagem IV

Imagem V

Imagem VI

Imagem VII

Imagem VIII

Imagem IX

Kharkiv Alexander Sergeevich

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Artium: Onde você nasceu?

Kharkiv Alexander Sergeevich: Nasci na Rússia em uma vila perto da cidade de Slavyansk-on-Kuban.

Artium: Conte-me um pouco sobre o povo cossaco?

Kharkiv Alexander Sergeevich: Os cossacos são pessoas que vivem em suas terras com seu próprio modo de vida, tradições, cultura e história. Você pode falar sobre isso por horas. 

Artium: Como os cossacos conseguem ter tantas habilidades de luta, com armas e corpo a corpo?

Kharkiv Alexander Sergeevich: Os cossacos são um povo guerreiro e, desde a infância, existem muitos jogos voltados para o desenvolvimento, incluindo arte militar. E temos algo nos genes, algum tipo de força, até o cara mais comum pegando em um sabre muda diante de nossos olhos. 

Artium: Conte um pouco sobre as artes marciais cossacas?

Kharkiv Alexander Sergeevich: Não temos o conceito de “artes marciais”. É fácil de explicar, é difícil de entender. Na Europa, é costume dividir tudo, mas, no nosso caso, é diferente, são como vasos que podem fluir um para o outro, por exemplo, uma música entra em uma dança, uma dança entra em uma dança, uma dança entra em uma briga, uma briga entra em posse de uma arma, etc. E todos juntos, este é um modo de vida. 

Artium: Como a escola Korogod funciona? 

Kharkiv Alexander Sergeevich: Korogod escola. E o sistema, vem da briga. Novamente, essa pergunta pode levar uma palestra inteira. Bem, em suma, sua principal diferença é que essa não é uma opção de batalha individual, como a Esgrima Europeia, mas uma opção de batalha única em um círculo onde você está sozinho cercado por oponentes.

Artium: Há quanto tempo o sistema Korogod existe? 

Kharkiv Alexander Sergeevich: Especificamente, o sistema que é dado na escola Korogod tem continuidade e remonta à cidade de Pskov no século XVIII. Por que neste século? Como a partir deste momento, e nas profundezas do tempo, esse sistema foi transmitido dentro de um gênero, o sobrenome das operadoras é Kharlampievs. O mais famoso desse tipo que você já deve ter ouvido falar é Anatoly Arkadievich Kharlampiev, um dos fundadores do sambo na URSS.

Artium: Quanto tempo dura um curso de armas? 

Kharkiv Alexander Sergeevich: Tudo depende da personalidade do aluno. Mas se você usar algum tipo de estrutura, será de 6 a 12 meses. 

Artium: Quanto tempo leva para aprender a manipular um sabre como você? 

Kharkiv Alexander Sergeevich: Não posso dizer, apenas olhando para uma pessoa em seus movimentos você pode dar termos. Mas vale a pena notar que os dados físicos são menos importantes que o desejo de aprender. 

Artium: Escola Korogod tem apenas em Krasnodar?

Kharkiv Alexander Sergeevich: Sim.

Artium: existe um torneio de sabre “shashkas” na Rússia? 

Kharkiv Alexander Sergeevich: Sim, é claro que é muito popular entre nós. Flanquear, jigitovka, cortar com um sabre em todas essas áreas é uma competição bastante grande. 

Artium: Há quantos anos você começou a aprender a manipular um sabre “shashka”? 

Kharkiv Alexander Sergeevich: Eu faço isso há 8 anos, mas antes disso não conseguia encontrar um professor. Mesmo quando criança, lembro-me constantemente de fazer brincadeiras caseiras com espadas e cortar flores da mãe, praticar ataque em cactos e assim por diante. 

Artium: Quando teremos uma escola Korogod no Brasil?

Kharkiv Alexander Sergeevich: Haverá um desejo, haverá oportunidades. 

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